sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nova York sempre é assunto

por Jaqueline Furrier
colaboração de Mel Reis

A cidade adorada pelos brasileiros em geral pode sempre ser explorada de um jeito peculiar e dicas nunca são demais, não é mesmo? 




Como comentei nas outras postagens sobre a cidade, viajo para lá ao menos uma vez ao ano, desde 1995, e nunca me canso. Há muito não ficava uma semana, que foi o tempo de minha estadia na viagem realizada em novembro de 2013.

Por ser a primeira vez que fui depois de começar a escrever este blog, revisitei locais que há tempos não ia, assim como estive em outros que nem conhecia.

O mesmo aconteceu no quesito restaurante e entretenimento. Só fui a dois restaurantes, onde havia já estado e, além de ir à ópera, assisti a duas peças de teatro e um jogo de basquete.

Diferentemente das outras postagens, a ideia desta não é dar um roteiro e sim transmitir minhas impressões sobre os lugares que estive. 



Sobre a hospedagem:

Depois de ter feito algumas reservas pelo Booking, e não estar convencida sobre o hotel escolhido, resolvi, uma semana antes de viajar, checar o serviço platinum do American Express. Esse serviço me ofereceu uma tarifa muito boa para o The London que, somada às amenidades, se revelou um excelente preço. 


Foto retirada do Booking.com. Acesso em: 05.12.2013 


A média da diária ficou em USD 515, com as taxas, e isso porque a reserva foi feita encima da hora. Nesse valor estava incluído, ainda, o farto e delicioso café da manhã para duas pessoas, cujo valor é de USD 28 por pessoa. Só isso já reduz a tarifa em mais de 10%, pois a maioria das tarifas não incluem essa refeição. 

Mas não é só, o Amex ainda dá um crédito de USD 100 para consumo nos restaurantes do Hotel, que são comandados pelo prestigiado Gordon Ramsay. Outra amenidade muito bem vinda foi o late check out até as 16:00. Se tiver Amex platinum não deixe de conferir essa oferta na próxima viagem.

Se tivesse reservado com mais antecedência, tenho certeza de que teria conseguido preço ainda melhor. Para Nova York esse valor de tarifa é a média dos hotéis 4*, e o de The London está classificado em alguns sites como 4* e em outros como 5*.

Estrelas a parte, o hotel é muito bom e muito bem localizado (54th St. entre 6th Ave. e 7th Ave.). Todos os quartos são suítes de no mínimo 47m2, uma raridade para a cidade. Se ficar hospedado a partir do 26º andar terá vista livre para a cidade ou para o parque. O hotel tem decoração moderna e é bastante bonito e confortável. O serviço também é muito bom e eficiente. Não usei, contudo, o serviço de concierge.

Os dois restaurantes do hotel são badalados e muito bons. O Maze, onde é servido o café da manhã, é mais casual, mas nem por isso simples. Serve almoço das 12:00 às 14:30, com opção de menu de três pratos por USD 29 (uma pechincha) e jantar das 17:00 às 23:00, sendo que das 17:00 às 18:30 serve menu pré-teatro por USD 29 (dois pratos) ou USD 42 (três pratos). Eu almocei lá no dia do check out e estava muito bom. Foi uma ótima opção, pois fiz reserva para as 14:15 e quando terminei já estava no hotel para me preparar para check out. Sem contar que não paguei nada, pois o almoço, mesmo com uma taça de vinho, custou menos do que os USD 100 que tinha de crédito. O restaurante também é uma ótima opção para quem visita o MOMA, pois fica a apenas uma quadra desse museu.

Fotos de Maze, Nova York
Essa foto de Maze é cortesia do TripAdvisor


O bar que fica na entrada do Maze funciona o dia todo e, além de bebidas, oferece alguns snacks. No horário da happy hour é o típico lugar para ver e ser visto.

O outro restaurante, Gordon Ramsay at The London, é bem mais formal e caro. Jantei lá há dois anos, quando tinha 2* Michelin (perdeu uma este ano). Lembro-me que gostei, mas não me surpreendeu como a casa principal do chef em Londres.

Foto retirada do http://www.thelondonnyc.com/gordonRamsay/. Acesso em: 05.12.2013.




Restaurantes não faltam em NYC:

A escolha foi baseada na minha busca por novidade, no meu interesse por diversidade e também pela proximidade dos locais que estava visitando.

A cereja do bolo da viagem foi o jantar no The Chef´s Table at Brooklyn Fare, único 3* situado no Brooklyn e um dos sete que a cidade sedia. Os outros são: Daniel, Eleven Madison Park, Jean-Georges, Le Bernardin, Masa e Per Se.

Esse restaurante era o único 3* da cidade que eu não havia estado. A minha curiosidade pela cozinha de Cesar Ramirez, mexicano, criado em Chicago, me fez ter coragem de sair de Manhattan à noite. Mais coragem ainda foi necessária para conseguir reservar dois dos dezoito lugares disponíveis para dois turnos de jantar, para duas ou quatro pessoas. 

As reservas são abertas sempre as segundas-feiras, às 10:30, para uma semana dali a +/- um mês. Por exemplo: segunda (16.12) é possível reservar para 21 a 25 de janeiro. Os jantares são servidos sempre  terças e quartas, às 7:00 e 7:45 (um grupo de 18 pessoas); e quintas a sábado às 6:00, 6:45, 9:30 e 9:55 (dois grupos de 18 pessoas).

É necessário ligar e se paga adiantado. O local é tão concorrido que depois de duas horas de ligações ininterruptas que não completavam (sempre ocupado), conseguimos a reserva para as 9:30 de uma sexta-feira.



Apesar da decoração despojada, o restaurante é bastante formal. Eu achei o ambiente frio.  O fato de ser totalmente revestido de inox (cozinha, balcão e até o teto) deixa o local bastante impessoal. Tenho por mim que é proposital para que toda a atenção seja voltada aos vinte pequenos pratos apresentados com maestria e ritmo de uma orquestra bem ensaiada e extremamente afinada.

O chef tem o auxílio de apenas duas pessoas na cozinha propriamente dita e de mais três em torno do balcão. Uma somelier, uma maitre que apresenta os pratos e os retira, e um garçom, que traz e retira os talheres.

A parte salgada do cardápio, que segundo o site do restaurante varia diariamente, à exceção de um prato vegetariano (no dia era com trufas brancas) e de um Kobe bife, que finalizou o jantar, é toda voltado para peixes e frutos do mar. Eu achei todos os pratos deliciosos e impecáveis na execução, mas nenhum deles me surpreendeu por ser inusitado. Digo isto, porque quando faço reserva num restaurante muito conceituado sempre vou com a expectativa de ser surpreendida. É sempre essa possibilidade que atiça a minha curiosidade.

Dito isso, acho que só recomendaria a alguém que de fato se interessa por alta gastronomia e, como eu, tem alguém para ajudar na hora de se pendurar no telefone para reservar. 

Outro restaurante gourmet visitado nessa viagem foi o Jungsik. A proposta é apresentar a comida coreana de uma forma moderna e achei sensacional. O chef coreano estudou nos Estados Unidos, trabalhou em renomadas casas de Nova York e da Espanha e abriu o seu primeiro restaurante em Seul em 2009, hoje considerado o melhor daquela cidade. Esse pode ser reservado pelo OpenTable.

A filial de Nova York, aberta em setembro de 2011, ganhou sua primeira estrela no guia Michelin de 2013 e sua segunda no recém-lançado guia de 2014. Aliás, único restaurante da cidade a ganhar uma estrela adicional e se juntar aos outros quatro dessa categoria (Atera, Marea, Ko-Momofuku e Soto). Vale checar o OpenTable para esses também. Alguns estão disponíveis.

Fomos numa noite de quarta-feira depois de ir ao teatro. Ter chegado tarde, às 10:00, atrapalhou um pouco, pois não nos animamos a pedir o menu degustação, que faria o jantar se estender muito. Nesse horário, o restaurante já estava com metade das mesas vazias, o que faz perder um pouco do charme do ambiente, que tem decoração sóbria e de classe.

Eu achei o serviço um pouco afetado, mas o cardápio, mesmo a la carte, é de fácil entendimento. Tem quatro propostas em cada categoria, colocadas em coluna: entrada, arroz/noodle, peixe/frutos do mar, carne e doce. A sugestão do maitre foi que pedíssemos um prato de cada coluna, mas eu e meu marido nos satisfizemos muito bem com três opções de meia porção de cada uma das colunas e uma de sobremesa dividida.

Achei a comida exótica, mas ao mesmo tempo compreensível. O preço pela categoria do lugar também surpreende. Se você gosta de provar coisas diferentes, não deixe de ir quando tiver oportunidade.

O jantar no Hakkasan, filial do famoso restaurante chinês de Londres, que estreou na cidade em 2012 e já ostenta 1* no Michelin 2014, foi um encontro com mais quatro amigas que estavam na cidade, o que foi ótimo, pois pedimos vários pratos para compartilhar, que é a melhor opção para se prova a culinária chinesa. Todos estavam deliciosos, em especial o pato de Pequim.  


Foto retirada do http://ny.eater.com/tags/hakkasan. Acesso em: 05.12.2013.




Como a matriz, o lugar é mega em todos os sentidos. Possui diversos ambientes, com decoração de cair o queixo e música alta. Bom também para ver e ser visto! Contudo, como fomos num domingo à noite, não estava lotado. 

Outra tentativa estrelada (1*) foi o estreante Neozelandês The Musket Room, em Nolita. O chefe faz uma cozinha moderna que pretende mostrar a evolução culinária de sua terra, desde o tradicional, passando pela influência asiática e a cozinha de mercado. Tem uma decoração rústica e foi por nós escolhido porque às sextas e aos sábados serve até a meia noite. Atenção: só abre para o jantar.

Chegamos as 10:30 e, ainda, estava lotado. O serviço foi atencioso, mas no começo um pouco atrapalhado. O ambiente é descontraído e tem um bar descolado. Eu gostei bastante e acho que tem a cara de downtown.
Foto retirada do http://notesonacity.tumblr.com/post/51819574427/a-new-nook-looking-for-a-hot-new-dinner-date Acesso em: 05.12.2013.
Revistei o A Voce do Columbus Circle, dessa vez no jantar, e confirmei que se trata de uma ótima opção na região. Fomos numa terça-feira e estava lotado. Gente bonita, vista privilegiada do Central Park e boa comida (1*) por um preço honesto fazem desse restaurante italiano uma excelente escolha sempre.


Foto retirada do http://www.nycgo.com/venues/a-voce-columbus Acesso em: 05.12.2013.






Foto retirada do http://perlanyc.com/#/home Acesso em: 05.12.2013.
Os outros dois jantares foram no Perla e no Willow Road, ambos na linha gastro-bar. O primeiro, inaugurado em 2012, está localizado no Village e tem inspiração italiana. A cozinha é comandada por Michael Toscano, que foi por anos sous-chef do Babbo e chefe do Manzo, e é bem difícil de conseguir reserva. Fui numa quinta às 10:30 e tinha alguns lugares disponíveis. Acho que dá para ir sem reservar se for mais tarde. Boa opção para os notívagos, pois de quinta a sábado fecha a meia noite. 







O Willow Road, que fica em Chelsea, também serve jantar até a meia noite de quinta a sábado. Fui numa segunda-feira e estava quase vazio. O menu, voltado para a cozinha americana moderna, é bem eclético e todos os pratos que provei, dividindo com um amigo local que me apresentou o lugar, estavam saborosos.
Foto retirada do http://willowroadnyc.com/ Acesso em: 05.12.2013.









Os locais onde almoçamos foram escolhidos pela proximidade de onde estávamos, como sugeri na postagem de 17 de maio de 2013. O primeiro foi uma segunda visita ao The Modern, que fica dentro do MOMA. Fomos sem reserva no dia que chegamos e, por isso, fomos acomodados no bar. A cozinha contemporânea, 1* Michelin, é excelente, mas cara.  Abaixo cheque o que está rolando no MOMA.


Foto retirada do http://www.nytimes.com/2005/05/04/dining/reviews/04rest.html?pagewanted=all&_r=0 Acesso em: 05.12.2013.


No dia seguinte, almoçamos no Untitled, que fica no interior do Whitney Museum. O restaurante é um típico coffee shop nova-iorquino e é considerado Bibi Gourmand pelo guia Michelin. Embora o ambiente seja despojado e o menu composto de pratos simples, basicamente saladas e sanduíches, percebe-se que não tem nada de amador.   


Foto retirada do http://www.wmagazine.com/culture/art-and-design/2011/03/untitled-at-the-whitney/ Acesso em: 05.12.2013.


E nem poderia ser. O restaurante pertence aos mesmos donos do The Modern entre outros e o chef já trabalhou no “queridinho” Gramercy Tarvern, no Café Boulud, Aureole e Saul. Dizem que servem um dos melhores café da manhã/brunch da cidade. Dá para ir mesmo que não for ao museu, mas acho que não deveria perder a oportunidade de conhecer ambos os lugares. Foi o que fizemos, veja abaixo.

O almoço do terceiro dia foi no The Standard Grill, restaurante situado no térreo do badalado hotel do mesmo nome, localizado em Chelsea. Fomos lá, já no meio da tarde, depois de visitarmos o The Intrepid Museum. A escolha se deu justamente pela proximidade dessa atração e porque o restaurante serve almoço até as 16:00. Embora tenha boas avaliações da crítica e tenha sido recomendado por amigos, achei bem fraco, nos quesitos comida e serviço. Não há dúvidas de que é um hit, mas dentro da mesma proposta, na região, acho o Pastis bem melhor. 


Foto retirada do http://www.thestandardgrill.com/ Acesso em: 05.12.2013.



Como o sábado foi dedicado às compras e estávamos próximos ao Lincoln Center a escolha foi o Boulud Sud, já citado em outro post sobre a cidade. Esse restaurante, um dos muitos do estrelado chef Daniel Boulud, tem inspiração mediterrânea e mesmo nos finais de semana tem menus de almoço e brunch com preço tentador. Ir a quaisquer dos restaurantes desse chef é escolha certa.


Foto retirada do http://www.danielboulud.com/restaurants/ Acesso em: 05.12.2013.



No domingo a escolha foi pelo brunch do Dovetail (1*) do prestigiado chef John Fraser que, antes de abrir esse restaurante em 2007, passou pelo French Laundry (Napa Valley), Tallievant e Maison Blanche (Paris). Só abre no horário do almoço aos domingos para o brunch, das 11:30 às 2:00. Pelo preço de USD 32, são servidas seis pequeninas entradas e três sobremesas idem, além de um prato principal a escolher entre dez opções, que dão uma amostra da proposta de servir a cozinha americana contemporânea, feita com ingredientes selecionados diretamente de pequenos produtores. Está na lista para voltar no jantar e é uma excelente opção para o brunch do domingo, principalmente se for visitar o Museu de História Natural, que fica a poucos metros.


Foto retirada do http://dovetailnyc.com/portfolio-item/restaurant/ Acesso em: 05.12.2013.





Na segunda-feira, como fui ao Woodburry (ler abaixo) e fiquei sem almoçar.

Na terça-feira, encontrei uma amiga querida, que estava de passagem na cidade, e almoçamos no The Breslin, outro gastrobar badalado e excelente opção para aqueles que querem almoçar e jantar tarde. No almoço, serve até às 16:00 e no jantar até a meia noite. É comandado pelo chef April Bloomfiel, também a frente do Spotted Pig, sendo que em ambos ostentam 1* Michelin. Comida para quem não pensa em regime. Eu comi um hambúrguer de carne de carneiro que estava ótimo!


http://www.nytimes.com/2010/01/13/dining/reviews/13rest.html



Museus visitados:


Mesmo quem vai sempre à cidade, tem algo que nunca fez ou fez há muito tempo. Nessa viagem estive pela primeira vez no The Intrepid, Sea, Air&Space Museum e fiquei impressionada. É uma ótima opção se estiver viajando com crianças e se tiver interesse nos temas não deixe de ir.

O museu teve início com a aquisição do porta-aviões Intrepid, que foi usado na segunda guerra mundial na guerra do Vietnã. O porta-aviões funciona como espaço para o museu e, portanto, se percorre quase todos os seus ambientes e um dos andares internos traz exposições de artefatos relacionados aos temas explorados e tem, ainda, um pequeno cinema que conta a história do museu e dois simuladores.


No deck superior, onde fica a pista de decolagem e aterragem estão expostos 27 aviões e helicópteros de guerra das mais diversas nacionalidades. Também nesse deck está localizado o Pavilhão Espacial que abriga a Enterprise, primeiro ônibus espacial da NASA.



No píer na entrada do museu ainda abriga um avião Concorde, no qual se pode entrar em visitas guiadas, e o submarino nuclear Growler, usado pelos Estados Unidos durante a guerra fria. Eu achei a visita ao Growler claustrofóbica, mas é interessante. Levamos umas três horas para percorrer todo o museu e não vimos tudo detidamente. Como certeza, pode-se perde um dia todo por lá. Não deixe de pegar o “audio-guide”, que está incluído no preço da entrada e planeje sua ida para ter tempo suficiente de ver tudo que lhe interessar.






Também gostei muito de ter ido ao Whitney Museum of American Art, onde só havia estado uma vez há muitos anos. O museu é dedicado a artistas americanos dos séculos XX e XXI e por ter uma imensa coleção, não há exposição permanente e sim exposições temporárias, que mostram partes do acervo, ou exposições que incluem obras do próprio museu ou de terceiros. Ou seja, pode-se ir lá várias vezes em um ano e se verá um museu diferente.

Dentre aquelas expostas em seus cinco pavimentos, a que mais gostei foi a chamada “American legends: From Calder to O'Keeffe”, pena que termina em 22.12.13. O museu ainda abriga uma Bienal de artes e a próxima será de 07.03. a 25.05.14. Situado hoje na Madison Ave. (entre 74th St. e 75th St) terá um novo prédio em Downtown em 2015.



No mesmo dia que visitamos o Whitney Museum, fomos à Frick Collection, que está bem próximo. A entrada se dá pela 70th St., esquina com a 5th Ave. Embora nesse museu eu tenha ido algumas vezes, pela primeira vez assisti o filme sobre a sua fundação e fiquei surpresa em saber como isso se deu. Até o dia 19.01.13 traz uma exposição temporária com obras primas do Museu Mauritshuis de Haya, entre ela a Moça com Brinco de Pérola de Johannes Vermeer. Por ser relativamente visitamos todo o espaço, que é a casa de seu fundador com todos os seus pertences, que incluem desde obras de arte dos grandes pintores europeus até móveis e porcelanas finas dos séculos XVII e XIX.


Estivemos ainda no MOMA – The Museum of Modern Art e no Metropolitam Museumof Art, mas só para visitar as exposições temporárias, que é o faço na maioria das vezes que lá vou. Quando muito visito uma sala ou espaço em especial da exposição permanente, para não ficar cansativo.

Ambos abrem todos os dias da semana e não podem deixar de serem visitados se estiver pela primeira vez na cidade. Reserve ao menos um dia para o Metropolitan e meio para o MOMA se for sua primeira visita.

No Metropolitan a exposição “Silla, Korea's Golden Kingdom” vai até 23.02.14 e é imperdível.

No MOMA as exposições “American Modern: Hopper to O'Keeffe” e “Margritte: The Mystery of the Ordinary” são ótimas pedidas para quem vistar a cidade até final de janeiro de 2014.


Diversão noturna:

Sempre gosto de ir à cidade entre o outono e a primavera, pois é a época da temporada de ópera do The Metropolitan Opera. Recomendo mesmo para quem não curte o gênero, pois a encenações são um espetáculo que merece ser visto ao menos uma vez. Sem contar que todo o corpo de artistas é de primeira linha e tem grandes cantores do gênero na maioria das apresentações.



Dessa vez, tive oportunidade de ver uma peça moderna “Two Boys e foi fantástico. As entradas podem ser compradas pelo site, mas é bom fazer com antecedência, pois os ingressos esgotam com facilidade logo que são abertos para o público, em geral isso se dá no início de agosto. Antes são disponíveis ingressos apenas aos interessados em fazer assinaturas para a temporada.



Fomos também assistir a duas peças de teatro: The Commons of Pensacola e Betrayal, ambas com ingressos concorridos. A primeira, escrita por Amanda Peet e estrelada por Sarah Jessica Parker, fica em cartaz até 26.01.14 e, a outra, que tem Daniel Craig e Rachel Weisz como estrelas, terá sua temporada encerrada em 05.01.14.

Achei as duas legais, mas nada de especial ou imperdível. O que eu gostaria de registrar como dica dois sites confiáveis para comprar ingressos esgotados ou com poucas alternativas boas. Apesar do ágio sobre preço de bilheteria, acho uma aposta válida se não se consegue comprar antes de esgotar. Eu usei o  http://www.ticketsnow.com/, para conseguir os tickets para Betrayal e descobri que o Ticket Master tem uma janela somente para revenda de tickets de eventos esportivos, procure pela janela "resale". 

Outra atração foi ter ido a um jogo de basquete no  Madison Square Garden. Assistimos a um jogo da NBA - Knicks x Atlanta Hawkse achei muito divertido, mesmo não sendo basquete um esporte que eu adore ou entenda. É uma festa com  apresentações musicais e de danças nos intervalos. É um programa típico americano que vale ser feito.







Compras:

Estou longe de ser a melhor pessoa para falar de compras, mesmo que não seja possível ir a Nova Iorque deixar de fazer muitas compras.

Aqui vou falar apenas da minhas impressões sobre o Woodburry, onde estive pela primeira vez nesta viagem. Esse outlet muito visitado por brasileiros fica a uma hora e meia de Manhattan e tem opções de compras que variam de lojas mais populares como GAP e LEVIS até sofisticadas como Prada, Tods e Jimmy Choo. Também tem todas aquelas lojas que mamães e futuras mamães sempre procuram: Carter's, Oshkosh e Gymboree. 






Embora a melhor maneira de ir, principalmente se estiver em mais de três pessoas, seja com choffer particular, há opções de ônibus e Van coletivas que me pareceram bem viáveis (consulte todas as opções no site). O bom de ir com um carro particular é ter flexibilidade no horário e poder deixar as compras no carro. De qualquer maneira isto pode nem sempre ser viável, pois o local é imenso e ter que ir ao estacionamento depois de poucas lojas vai ficar bastante cansativo. Amigas foram com o brasileiro Luis Ribeiro (ribeiroluis@live.com - tel: 1.973.9875648) que cobrou USD 300 para 8 horas de compras. Elas gostaram do serviço. Ele também faz traslados doe ida e vota dos aeroportos, por USD 80,00+estacionamento (+ ou - de 4,00 a 12,00)

Como fui sozinha, fiz a reserva pela Woodbury Bus, que me pegou no hotel as 8:00 da manhã e regressa às 17:00. Essa empresa oferece também opção de saída ás 10:00, mas o retorno é sempre no mesmo horário.

Aluguei um locker por UDS 10 que, por ter localização central, foi útil para deixar as compras quando pesavam. Se preferir pode alugar um carrinho de compras por USD 5, mas aí terá que andar com ele pelas lojas e as mais sofisticadas não permitem a entrada.

Esqueça almoço. As opções são todas de quinta categoria. O melhor que vai conseguir é um sanduíche, apenas comível, no Au Bon Pain.

Acho que vale a pena consultar o site e ver a lojas que tem interesse e um plano para percorrer o mall, caso contrário ficará muio cansativo. Ou fazer uma lista do que de fato gostaria, pois a tentação em razão do bom preço pode acabar no consumo de muito mais do que se planejou.

Também penso que mais vale procurar produtos de lojas nas quais normalmente não compraria pelos preços caros do que ir àquelas que já são baratas ou nas quais sempre há alguma liquidação acontecendo, à exemplo da GAP. Não vejo muito sentido sair de Manhattan e ir tão longe para comprar por USD 10, peças de USD 20.


Outra dica que é ir no começo da semana, segunda-feira ou terça-feira, pois é menos cheio. Eu fui recomendada a não ir numa segunda-feira, porque seria dia de reposição, mas teimosamente não me intimidei. Confesso que não notei falta de nada e nem pessoas fazendo reposição, sem contar que estava vazio. São tantas lojas e tantas mercadorias que não vejo como se perceber que falta algo.


Espero que este post, em conjunto com os outros sobre Nova York, desperte seu interesse em conhecer ou voltar à cidade.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Boa matéria do Estadão para quem precisa de uma mão na escolha da casa ou apartamento para uma temporada no exterior.

As sugeridas são: 

Oasis Collections - http://oasiscollections.com/pt
STB - http://stb.com.br/
Imper - http://imper-usa.com/
Temporada em Orlando -http://www.temporadaemorlando.com.br/
Orlando Fun Rentals - http://www.orlandofunrentals.com/

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O post da próxima sexta-feira será novamente sobre Nova York e esquentando os motores seguem algumas dicas da Condé Nast que eu reputo muito úteis.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A Condé Nast sugere os lugares e programas imperdíveis em Londres durante os feriados. Aproveite as dicas!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O stopover é um bom aliado para quem quer passar um ou dois dias em cidades no meio do caminho para a Ásia.
Mesmo pagando uma tarifa a mais costuma valer a pena. Veja na matéria do Estadão algumas sugestões e o quão útil isso pode ser.

domingo, 1 de dezembro de 2013

A cidade de Petaluma ao norte de São Francisco está se tornando um novo destino culinário da região, segundo matéria do NYT.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sabemos que atrações turísticas podem mudar uma região e a transformação no centro de Málaga, na Espanha, trazida pelo Museu dedicado a Picasso, pode ser um ótimo exemplo disso. Veja mais na Folha.
Confira dicas de boas compras em NYC, dadas pela designer de sapatos Loeffler-Randall para a Condé Nast.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Se Miami não te atrai por falta de opções culturais, talvez esteja na hora de rever seu conceito sobre a cidade. Confira matéria da Folha de S.Paulo.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nova York tem opções intermináveis de lazer. Aqui vai mais uma sugerida pela Condé Nast: incríveis obras de arte em muitas das 468 estações de metrô da cidade.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Cidade pouco visitada pelos brasileiros, Charleston tem vários atrativos que valem a pena ser conferidos. Veja matéria do NYT para um final de semana na cidade.

domingo, 24 de novembro de 2013

Essa matéria da Condé Nast sobre NYC é imperdível para quem vai a NYC, mesmo que seja um habitué da cidade. Não deixe de conferir.

sábado, 23 de novembro de 2013

Um pequeno Estado dentro da Itália. Para saber mais sobre por que visitar San Marino, veja matéria do NYT.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Até breve, Londres

por Merillyn Reis
colaboração de Jaqueline Furrier

Londres encanta por ser a cidade dos palácios que, com a ajuda dos tabloides, nos faz ter a ideia de  a monarquia ser mais próxima de nós. É também, ao mesmo tempo, o novo graciosamente sobreposto ao antigo. Algumas vezes dá a impressão que são duas épocas no mesmo lugar. Eu adorei Londres e posso dizer que foi um dos meus melhores finais de semana. A temperatura, que beirava os 35°C ajudou, pois prefiro o calor. De novo, aproveitei que estava em Liverpool  para um  curso de verão  para dar um pulinho até lá. Fazer um curso na Europa pode proporcionar finais de semana incríveis como o que tive.



O trajeto Liverpool/Londres foi percorrido de trem (saída às 10:48/12:56) e a hospedagem no hostel Palmers Lodge Swiss Cottage, reservado pelo Booking.com com a maior facilidade. Apesar de ser um albergue e só ter conseguido um quarto para dividir com mais 11 pessoas, o lugar é muito bom e bem localizadoHá trens entre essas cidades a cada 20 ou 30 minutos. Pelo que pude ver a última saída de Liverpool se dá às 03:40, mas os intervalos entre os trens já se estendem para duas horas. Já o retorno de Londres deve ser até 1:30.



(Mais fotos no booking)
Como foram só dois dias, corri bastante para ver o máximo possível. Estava a três quadras da estação de metrô Swiss Cottage e foi muito fácil usá-lo, principalmente depois de baixar o aplicativo Tube Map, que funciona off-line também. Estava tudo ali, e as estações são muito bem sinalizadas.


O que fazer: como em qualquer cidade, numa primeira vez, é quase impossível deixar de lado os locais mais turísticos.



Onde comer: em qualquer lugar. Não posso indicar restaurantes, mas comi uma pizza num quiosque que estava maravilhosa. Também encontrei uma feirinha gastronômica, onde me deliciei com um frango apimentado.




No primeiro dia fiz um roteiro que consistia em visitar ou ver ao menos 8 locais. Acho que foi pouco até, mas o suficiente para me apaixonar mais uma vez pela cidade, onde já tinha estado, por só um dia, numa conexão vindo de Istambul.

Saí na estação Westminster e segui para a Parliament Square, com a Suprema Corte ao leste e a Abadia Westminster ao sul. A Abadia é belíssima, mas infelizmente deixei para ver no retorno e, por passar das 15:00, já estava fechada. Nunca faça isto. Sempre que quiser fazer algo, faça na primeira oportunidade que tiver, deixar para depois pode lhe custar a visita.


Abadia Westminster


Atravessando o o St. James Park Lake, cheguei ao Buckingham Palace a tempo de ver a troca de guardas

É importante não chegar após às 11h para conseguir ver de perto os guardas e é bom se posicionar do lado esquerdo do portão. 



Após a troca de guardas, voltei no sentido da Trafalgar Square e lá, além de subir no leão, que é quase obrigatório, visitei a National Gallery e brinquei com os artistas de rua. Achei incríveis os espaços reservados para as obras renascentistas.





Conheci dois brasileiros na praça que praticamente me arrastaram pelas ruas de Londres, entrando e saindo de lojinhas de souvenir. Apesar de muito simpáticos e prestativos, tive que fugir para ver outros lugares. Se comprar for o seu programa no dia, você pode perder tempo nisso e depois seguir para a Oxford Street. 

Me deparei com uma bela surpresa ao caminhar sem roteiro e encontrar uma feirinha gastronômica, no Southbank Centre - Festival of Neighbourhood. Parei um pouco para almoçar e tomar uma cerveja. 



Como o inusitado acaba sendo uma das melhores partes das viagens, ao menos para mim, comecei a folhear a revista com os eventos e resolvi assistir a um espetáculo do Cirque Alfonse, companhia circense originada em Quebec, chamado Timber!, no prédio Elizabeth II, no Southbank mesmo. Foi ótimo, porque o uso da madeira no espetáculo e o esforço despendido para serrá-la, jogar de um lado para o outro recarregou as minhas energias. Tudo é feito por uma família, com direito a até vovô arremessando as toras. Saí de lá renovada. 


















O dia não podia ter terminado melhor, com a cidade me desejando uma boa noite. Corri através de um parque de diversões muito charmoso e de lá para a London Eye.


Consegui pegar o último horário, às 20:30, e, apesar da chuva, aproveitar a vista para o Big Ben e de todo o resto da cidade. A compra dos bilhetes, pode ser feita antecipadamente de duas maneiras: através do site e no guichê próximo ao local. Veja o que quer fazer, porque dá para economizar comprando bilhetes combinados com outras atrações, como Sea Life Aquarium e museu de cera Madame Tussauds




O segundo dia foi mais preguiçoso, até por ter de pegar o trem às 19:00, a programação foi mais curta. Como já tinha ido às lojas na Oxford Street, ao Marble Arch e utilizado o Sightseeing para ter um panorama da cidade, quando passei um dia em Londres em 2011, procurei visitar os museus. 

A empresa The Original Tour oferece 3 rotas, com 2h15 de duração cada. Faça a rota vermelha ou a amarela para ver a cidade. O áudio-guia em português só é oferecido na vermelha. Já a rota azul é dedicada aos museus. Aliás, recomendo que use o tour de ônibus para chegar aos lugares e ter essa visão geral, mas não fique o dia inteiro nele.

Nessa visita, a primeira parada foi na estação de metrô South Kensington para ir ao Museu de História Natural. Enfrentei uma fila de 1:30, mas que valeu muito a pena. O museu abre todos os dias das 10:00 até às 17:30 e a entrada é gratuita.



A construção imponente e o fato de ter milhões de itens catalogados, além, é claro, das exibições temporárias, podem dar uma ideia da sua imensidão. Fui ao museu com o principal objetivo de ver a exposição em preto e branco do nosso Sebastião Salgado, 'Genesis'. Florestas tropicais, savanas, povos isolados da Amazônia e aldeias, desertos, geleiras, ilhas solitárias. Estava tudo lá para se apreciar. Ótima escolha, pois as fotografias são incríveis.  



















Muito perto desse museu está o Victoria and AlbertMais modernista, contava com uma exibição do David Bowie e a Treasures of the Royal Courts (Os Tesouros da Corte Real).

Resolvi caminhar um pouco pelas proximidades. Gosto de observar a cidade e o comportamento das pessoas. Encontrei um oratório. Apesar de não ter ideia, descobri depois que,  construída entre 1880 e 1884, a  Igreja do Imaculado Coração de Maria é famosa.

Entrei, agradeci o que tinha vivido até aquele momento, acendi uma vela e fui embora.


No caminho de volta ao hostel, parei para almoçar/jantar e percebi que já era hora de arrumar a mochila. O boa noite não foi tão bom quanto o do dia anterior, mas, até a próxima visita, as recordações continuarão guardadas. Só posso dizer um até breve, Londres.



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Para quem gosta de emoção e de água, a Condé Nast listou 8 lugares incríveis para sentir aquele friozinho na barriga. O mais próximo de nós e mais alto do mundo é o toboágua Insano, no Beach Park, com queda livre de 41 metros, que logo logo pode ser superado por um em construção no Kansas. Vale se aventurar!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Um guia interessante da revista Marie Claire sobre Fernando de Noronha para usufruir um pouco mais quando estiver na ilha.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A gastronomia do nosso vizinho Buenos Aires está em um movimento de inovação que vem sem chamado de 'Buena Onda', uma alusão a onda de novos chefs e lugares mais autênticos. Vale dar uma conferida nas novidades trazidas pelo caderno Paladar, do Estadão.

domingo, 17 de novembro de 2013

Veja o calendário dos próximos eventos em Milwaukee; Jasper, Alberta; e Califórnia no NYT.

sábado, 16 de novembro de 2013

Veja os 27 lugares selecionados pela Condé Nast para se comer em Roma como um local. Você conhece algum ou gostaria de conhecer?

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Black Friday será na ultima sexta de novembro e os megadescontos em NY podem ser melhor aproveitados com ajuda de blogueiras de moda. Veja mais na matéria da Folha de S.Paulo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Quem acha que praia é lugar de calor, sombra e água fresca, na versão canadense a paisagem muda um pouco, com esquis e esportes de neve. 
Veja mais na matéria do suplemento Viagem do Estadão.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Para te ajudar na escolha da Cia aérea para um voo doméstico, a Folha divulgou uma lista com os melhores e piores serviços a bordo.
Antes de comprar o seu bilhete, vale dar uma olhada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Roteiro publicado no Estadão traz boas dicas para as grávidas que vão a NY ou Miami às compras.

domingo, 10 de novembro de 2013

As coxinhas ganham novos recheios e já que domingo é dia comilança, vale dar uma olhadinha no roteiro das casas que vendem o quitute em SP.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Assunção é carente em turismo, mas pode até ser interessante

por Jaqueline Furrier
colaboração de Merillyn Reis

Um final de semana em Assunção foi visto por muitos dos meus amigos como um desafio maior do que voar de MIG ou escalar o Kilimanjaro. Todos com quem eu comentei que iria para lá me questionaram como se o nosso vizinho Paraguai fosse uma das regiões mais inóspitas ou menos atraentes do planeta.





Eu fui com o espírito aberto e, como diz meu marido, porque sou uma abelhuda curiosa, mas tenho que confessar que de fato não é um país preparado para o turismo. Isso se dá por conta de uma soma de poucos atrativos e falta de recursos. 

De fato fica difícil sugerir férias por lá e mesmo um final de semana na capital pode ser sem graça se estiver em busca de fortes emoções. No entanto, se como eu for curioso e tiver rodinhas no pé, talvez valha a pena vencer o preconceito e dar uma chance à cidade, nem que seja para dizer que não gostou. 


O povo é hospitaleiro e os preços em geral módicos. Pode-se pagar tudo em dólar. Aliás, em todos os restaurantes que fomos a conta veio com opção de ser paga em guarani, dólar ou euro. Troque somente o necessário e mesmo assim na agência de câmbio do aeroporto que fica depois do desembarque. A que fica no local das esteiras das malas tem mais de 10% de variação da outra que fica logo após a porta de saída, ainda dentro do saguão. 

São somente 1:40 de voo. TAM e GOL voam diretamente para Assunção por preços muito convidativos ou quase nada de milhas. No início de outubro, a GOL oferecia voos de ida e volta por R$ 261,00. Eu e meu marido fomos e voltamos com passagens emitidas por milhas. Para melhor aproveitar o final de semana, fomos no voo da GOL da sexta-feira, às 12:50, por 10 mil  milhas, e voltamos no voo da TAM, de domingo às 19:30, que  nos custou somente 8 mil milhas.

A cidade tem poucos hotéis de primeira linha, mas os três principais (Sheraton, Bourbon e La Mision) me pareceram, pelo site, muito bons.
Eu havia reservado primeiramente o Sheraton, mas depois de conversar com um amigo, cujo irmão é diplomata e mora na cidade, mudei a reserva para o La Mision, um hotel boutique de 36 apartamentos, localizado no centro novo da cidade, onde estão os centros financeiro e de compras. As reservas foram feitas pelo Booking.

O La Mision é bem montado, os quartos são grandes e muito confortáveis. A decoração da área social é clássica e os quartos são em estilo provençal. Fica em frente ao Shopping Mariscal Lopéz e é equipado com sala de ginástica, sauna e uma piscina na cobertura. No entanto, o bar da cobertura estava fechado e a área, apesar do calor de 29°C, estava vazia. O café da manhã é variado, com um bom serviço, mas achei todos os produtos pouco refinados para o que o se hotel propõe a ser.



O único ponto negativo do hotel que me incomodou, e muito, foi a oferta de serviço turístico que além de ser incipiente tinha um preço indecente. Dei sorte porque percebi rapidamente e só cai no “conto do city tour”. Tenho que confessar, contudo, que tive dificuldade de planejar bem a viagem por falta de tempo e também de material disponível e, por isso, algumas coisas não correram da melhor maneira. Espero que este post possa ser útil para quem se aventurar pela capital do Paraguai e seu entorno.




O que mais nos impressionou na viagem é que a Guerra do Paraguai, embora tenha acontecido há mais de 150 anos (de 1864 a 1870), ainda é muito presente na memória coletiva do povo. Com todos com quem falamos em algum ponto da conversa trouxeram o assunto a tona.




A guerra dissipou 80% da sua população, sendo a grande maioria de homens, e o sofrimento da população ainda paira sobre os paraguaios contemporâneos. A cidade de Assunção, que foi o primeiro povoamento permanente na região do Rio da Prata (1541), tem em seu centro antigo a sua memória histórica.

A Catedral, situada de frente para a Praça da Independência,  dedicada a Nossa Senhora de Asuncion, data de meados do século XVI e tem um bonito retábulo colonial, em madeira. 
Visitar a catedral, contudo, depende de sorte ou de estar com um guia turístico. A igreja não tem horário regular para visitação turística e só abre meia hora antes das missas. Portanto, programe-se. Nós demos sorte, pois durante o city tour, comprado com o hotel, vimos que a porta estava aberta e entramos. Foi, então, que percebi que era um acaso e que a igreja tinha sido aberta para um grupo de brasileiros de Corumbá, acompanhado de um guia.



Nesse momento, eu percebi que o city tour do hotel, que na verdade era um carro de luxo conduzido por uma pessoa da recepção, era uma fria. Tinha pagado USD 130 e a pessoa não era guia credenciado e nem sabia os horários de visitação das poucas atrações turísticas que a cidade oferece.

Visitamos a igreja com o grupo de Corumbá e no final interpelei o guia sobre a programação para o El Circuito de Oro (veja abaixo) que pretendíamos fazer no dia seguinte. Mais uma vez a sorte nos ajudou e o guia, muito solícito, me colocou em contato com a agência Martin Molinas (travelservice@internet personal.com.py), que nos pediu USD 170 para fazermos o referido tour, acompanhados de um guia credenciado. O hotel tinha nos pedido USD 400 pelo mesmo passeio com o guia/recepcionista.

Em outro lado da Praça da Independência está o antigo Cabildo (Câmara dos Deputados), hoje um pequeno museu chamado Centro Cultural de La Republica. O lugar tem cada uma de suas salas dedicada a um assunto (música, arte em barro, arte sacra) e duas para exposições temporárias. Está aberto todos os dias da semana, algo raro na cidade.



Mais adiante, na Av. Paraguay Independente, está localizado o Palácio do Governo ou Palácio de Los Lopez, que por ser a sede da presidência não se visita internamente. A construção de meados do século IXX é bonita e ao menos o seu exterior está muito bem preservado.



Logo em frente está o Centro Cultural Manzana de La Riviera, que é formado com a junção de nove casas de diversas épocas (do século XVII ao XX). O local abriga exposições permanentes e temporárias e é um dos poucos pontos turísticos aberto aos domingos. 




Toda essa parte histórica se situa numa área próxima ao Rio Paraguai. Em outra parte mais alta, ainda central, encontram-se construções de diversas épocas, algumas bem preservadas, mas a maioria em condições bem precárias. A Casa da Independência, imóvel colonial onde se reuniam os heróis que planejaram a independência do país, também fica nessa área. Hoje é um pequeno museu decorado com móveis dessa época tem como proposta contar essa história. Abre de segunda a sexta, das 8:00 às 18:00, e aos sábados, das 8:00 às 13:00. 





Também na área central está localizada a primeira estação ferroviária da América do Sul, que hoje funciona com Museu Ferroviário Histórico de Assunção. É simpático visitar a antiga locomotiva, um vagão normal e outro privativo do Presidente Stroessner, mas o restante das peças da época áurea da estação está em péssimas condições de preservação. Fique atento aos horários de funcionamento, aos domingos fecha às 14:00.



Fora do centro histórico, a atração mais importante é o Museu do Barro, que não visitei, por falta de planejamento. Deixei para ir no domingo e estava fechado, como a quase totalidade das demais atrações turísticas. Acredite se quiser, a maioria dos museus fecha aos domingos.

Pelo que pude perceber, não há outras atrações turísticas históricas. O que pode ser divertido, mas não fizemos é assistir um jogo de futebol e visitar o Museu Sulamericano de Futebol, parte do Centro de Convenções da Conmebol.

Como em poucas horas é possível visitar os pontos turísticos históricos da cidade e não há muito para fazer no quesito compras, restaurantes, etc..., o melhor é programar um tour nos arredores da cidade, se estiver por lá mais do que um dia.


O que há de mais turístico é El Circuito de Oro. Contudo eu acho que só vale a pena visitar dois pontos desse roteiro ou, quando muito, três. Eu fiz o circuito completo que durou 8 horas, mas não recomendo por um simples motivo: embora os pequenos pueblos tenham igrejas muito bonitas, todas ficam fechadas e não se as visita. Outro problema turístico que precisa ser melhorado e muito.  


Exibir mapa ampliado


A rota toda tem aproximadamente 160km. Nós saímos de Assunção em direção a Itá, que tem como atração uma praça em torno de um pequeno lago natural, bem com cara de cidadezinha do interior. Lá também tem um centro de artesanato, mas não consegui comprar nada. Embora faça parte das cidades fundadas pelos padres Franciscanos (século XVII), que compõem o “Camino Franciscano”, não há igreja a se visitar. 




De lá, seguimos para Yaguarón, onde a igreja do século XVII, construída com taipa e forro em madeira decorada impressiona. O retábulo em madeira talhada, recoberta com lâminas de ouro, completamente restaurado há poucos anos é uma preciosidade de um mestre português. 




As tintas que colorem os entalhes foram produzidas pelos índios locais que auxiliaram na construção. Eu diria que para quem gosta de arte sacra é imperdível e vale uma viagem ao Paraguai só para visitar essa igreja. Note, no entanto que, mesmo essa igreja que é a mais visitada não tem horário certo de visitação e é necessário telefonar para o zelador para marcar a ida. Por isso é fundamental ter um guia.



Seguimos viagem em direção de Paraguary, onde há outra bonita igreja franciscana, mas que por só abrir para missa não se visita. Nesse ponto já se está no departamento Cordilheira e a paisagem é menos monótona do que no Central. 




Entre essa cidade e Piribebuy tem um local para fazer alguns esportes de aventura – Eco Reserva Mabatovi, que pode ser uma opção interessante no verão ou se estiver com crianças. No entanto, o local não tem nem mesmo uma lanchonete. Uma boa opção para almoçar pode ser o restaurante do Hotel La Quinta, mas ligue antes para saber se está aberto. Eu deixei para comer em Piribebuy e não tive coragem após ver as condições dos restaurantes locais.

Piribebuy é conhecida por ter sido palco de uma das últimas e mais sangrentas batalhas da Guerra do Paraguai, da qual participaram várias crianças. Tem um pequeno museu histórico que, assim como a igreja franciscana, estava fechado em pleno sábado no horário do almoço. 




Sem conseguir almoçar, seguimos para a cidade de Caacupe, que é um santuário nacional dedicado à Virgem da Caacupe. Destruíram a igreja franciscana para dar lugar a uma Basílica de gosto duvidoso. Se você não é religioso, não perca seu tempo. Acabamos por almoçar no restaurante do Hotel Asuncion, que é bem simples. 

Depois do almoço, nosso destino foi San Bernardino, a única outra cidade, além de Yaguarón que vale ser visitada. A beira do Lago de Ypacarai, a cidade é um reduto de veraneio local, tem residências simpáticas e se pode fazer esporte na beira do lago ou mesmo um passeio de barco. Foi uma pena não ter planejado bem a viagem, pois certamente teria sido uma melhor opção de almoço o restaurante do Hotel del Lago, que data de 1888 e foi totalmente restaurado em 2006.  Visitei a parte social e uma das suítes e achei tudo muito bem cuidado. A cidade deve ser mais animada no verão, mas mesmo em setembro tinha algumas lojas e restaurantes abertos. 



Como eu falei acima, acho que, muito melhor do que fazer o circuito proposto pelas agências, o ideal é somente ir a Yaguarón visitar a igreja e de lá seguir para San Bernardino para almoçar com vista para o lago e, se o tempo permitir, fazer um passeio de barco. 

Se for religioso inclua a visita Caacupe que fica bem próxima.



Onde ficar: Os melhores bairros são Villa Morra e Carmelitas, um pouco afastados do centro antigo que é um tanto decadente, mas onde estão localizados os melhores restaurantes e shoppings. Contudo, não espere sofisticação.

Onde comer: Seguimos as sugestões de um brasileiro que lá reside e comemos bem sem grandes surpresas. Nós fomos aos seguintes restaurantes: 


Un Toro y Siete Vacas: churrascaria com cortes locais (lembram os argentinos) e acompanhamentos típicos paraguaios, como mandioca cozida. A carne pedida ao ponto veio passada como, aliás, acontece na Argentina. Portanto, se quiser ao ponto, peça mal passada.


Tierra Colorada: Talvez o restaurante local mais sofisticado. Serve cozinha paraguaia com toques contemporâneos. Comemos muito bem e o preço é muito bom se comparado como os preços no Brasil. É essencial reservar.

Bolsi: Voltamos ao centro no domingo somente para conhecer esse clássico da cidade. Infelizmente demos azar. Fora as empanadas chilenas, o restante estava sofrível. Estava lotado de turistas e locais e pelo que pude observar, as boas pedidas são os clássicos caseiros (estrogonofe, bife a cavalo, etc...).

Lido: conhecido boteco pé sujo na zona central, que só tive coragem de entrar porque tinha sido bem recomendado.  Provei a empanada paraguaia que é frita e tem um recheio enorme e achei só ok. Acho que vale para tomar uma cerveja e observar a confusão da zona central.

Tive boas indicações de amigos sobre os seguintes lugares:

Mburicao: http://mburicao.com/ 
Paulista Grill (churrascaria rodízio): http://www.paulistagrill.com.py/
Restaurante do Club Centenario: http://www.clubcentenario.org.py/ 

Enfim, não foi um grande desafio passar um final de semana agradável em Assunção, como alguns amigos previam. Posso dizer que, se os preços estiverem convidativos e você for curioso, dá para visitar o nosso tão discriminado vizinho.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Vale ler a crítica sobre a peça 'The Commons Of Pensacola' do premiado diretor artístico Lynne Meadow e com as super estrelas Sarah Jessica Parker e Blythe Danner no NYT.

Mais informações e compra de ingressos: http://www.manhattantheatreclub.com/
NYT traz boas dicas para um final de semana em Antuérpia, para quem estiver por perto.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Quatro museus em Florença que não devem deixar de serem apreciados.
Confira matéria da Condé Nast.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Dicas interessantes de Ricardo Freire para conhecer lugares fora do circuito de compras e parques da Flórida, trazidas na sua coluna do Estadão.

domingo, 3 de novembro de 2013

A Escandinávia esta na moda. Veja sugestões de hotéis, restaurantes e coisas para fazer, em Copenhague, dadas pela Condé Nast.