sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Longas férias parte 1 – Dubai

Por Jaqueline Furrier
Colaboração Mel Reis

Para não cansar, a postagem sobre a viagem de 22 dias (de 20.12.13 a 12.01.14), que fiz com amigos pelo sudeste asiático será dividida em seis postagens: Dubai, Vietnã - Siagon e Hanoi, Vietnã - Baia de Ha Lon, Vietnã de bike, Camboja e Laos.

Vou começar por Dubai, onde fiquei somente dois dias, na conexão da volta, pois além de ser um destino bastante procurado por brasileiros é um excelente ponto de conexão para toda a Ásia.




O roteiro sobre o qual vou escrever nesta e nas postagens seguintes foi todo percorrido com mais duas famílias amigas (dois casais cada um com seus dois filhos jovens), eu, meu marido, minha filha de cinco anos e uma ajudante, mas em boa parte da viagem contamos com a companhia de mais amigos. 

De 29.12 a 06.01, período do pedal pelo Vietnã e Camboja, éramos vinte e quatro amigos. Todos, sem exceção, adoraram a viagem e espero que nossa experiência possa inspirar você.


DUBAI

A escolha da conexão se deu tão somente por motivos logísticos e de custo, pois sem dúvida Dubai e Abu Dabi, nos Emirados Árabes, com seus voos diários a partir de São Paulo e Rio de Janeiro, têm excelentes ofertas de voos para toda a Ásia.




Eu tinha certo preconceito pela cidade sem história, criada do nada com dinheiro do petróleo, mas confesso que me surpreendi. Encontrei uma cidade moderna, rica, muito bem planejada e, apesar de todo o seu esplendor parecer um tanto inadequado em um deserto em pleno Oriente Médio, bastante cosmopolita, ao menos para aqueles que a visitam.

O aeroporto não deve nada aos melhores da Europa e Estados Unidos e a Emirates tem um serviço reconhecidamente muito bom. Eu tinha uma expectativa muito grande e me frustrei com o conforto e serviço da classe executiva, mas nada que se compare aos péssimos serviços da TAM. As poltronas do Boeing 777, que faz a rota SP/Dubai, reclinam 180º, mas não se fixam como cama, e as do mesmo avião que faz a rota Dubai/Saigon nem sequer reclinam totalmente. Em relação à comida a bordo, também já tive melhores experiências, mas com certeza é acima da média.

Por outro lado, os serviços de terra são excelentes. Para quem viaja de classe executiva, a empresa oferece carro com motorista para ir e voltar do aeroporto de saída e destino, acomodação em hotel cinco estrelas para quem tem conexão longa (nosso caso), lounges muito bem equipados e com comida e bebidas de excelente qualidade. 

Os passageiros de todas as classes podem se beneficiar de visto gratuito para uma estadia de até 96 horas, pernoite em hotel de categoria turística, com transfer. As informações de como obter o visto estão no final do post.


O serviço de atendimento ao cliente também é muito bom, apesar de um pouco demorado, por telefone (5503-5000) e e-mail (stpcsao@emirates.com). Eu e meus amigos compramos as passagens diretamente pelo site e por e-mail fizemos as solicitações de hotel, transporte e visto.

A nossa porta de entrada no Vietnã foi Saigon e a conexão em Dubai foi de 12 horas, tempo suficiente para dormir em um hotel, numa cama de verdade. A duração da conexão de ida foi um ponto favorável para a escolha da companhia aérea, pois acho que é melhor numa viagem tão longa poder ir a um hotel, tomar um banho, dormir etc.... do que fazer uma conexão de poucas horas. A escolha de uma conexão na Europa, por exemplo, faz com que se viaje por bem mais do que 20 horas sem descanso. Considere a hipótese de uma conexão longa o suficiente para dormir em um hotel ao menos 6 horas, quando o seu destino for distante.

Onde ficar:

A cidade é bastante espalhada. Para ir a qualquer canto é necessário usar carro ou táxi. Sendo assim, acho que o interessante é escolher o local do hotel baseado na proposta das suas férias. 

Se quiser praia ou estiver com crianças, o melhor é escolher um hotel de frente para o mar, de preferência próximo ao hotel Burj Al Arab. Ao redor deste e da mesma rede há quatro hotéis, três dentro do complexo do Madinah (ver abaixo) e o hotel Jumeirah Beachque oferece um centro de mergulho, cinco piscinas, kids club e um clube para adolescentes, além de acesso ilimitado ao Wild Wadi Water Park


Também são boas opções as regiões de Al Sufouh, ainda a beira mar ou  Al Barsa, entre as duas avenidas paralelas à praia. Essas áreas têm acesso mais fácil a outras regiões da cidade 




Se optar por ficar num dos hotéis localizados em Palm Jumeirah, famosa palmeira construída sobre o mar, ou  em Dubai Marina Jumeirah Residences Road, tenha em mente que levará ao menos 40 min para Downtown Dubai.







Para quem está à procura de compras e night life, talvez ficar em Downtown Dubai seja mais conveniente. Esse complexo em torno do Dubai Mall  tem uma enorme concentração de hotéis e restaurantes de arquitetura moderna e bem cosmopolita.

Ligada a essa área está o centro financeiro, que também oferece excelentes opções de hotéis e restaurantes. Cheque as regiões conhecidas como Trade Center 1 e Trade Center 2 .  



Ficar ao lado Creek, nas regiões de Bur Dubai ou Deira, pode ser mais em conta, mas ficará distante das boas praias. O Creek é um braço de mar que divide a cidade e local de sua fundação no século XIX pela família Bani Yas, que estabeleceu a dinastia Al Maktoum, que reina até hoje. 

Nós ficamos no Jumeirah Emirates Towers no centro financeiro.  muito bom, mas achei o serviço confuso, embora atencioso. O hotel oferece alguns horários de transfer para o Dubai Mall e para o  hotel Jumeirah Beach, onde os hóspedes têm acesso gratuito à praia do hotel e ao Parque Aquático Wild Wadi.  Fiz a reserva pelo booking, mas não tem pechincha. Se for ficar uma semana, acho que vale cotar pacotes com terrestre e aéreo.




O que fazer:

A cidade oferece infinitas opções para os mais diversos gostos. No entanto, como fiquei apenas dois dias, procurei entender um pouco como a cidade se apresenta e optei por alguns programas turísticos que cabiam no tempo disponível. Tente fazer as reservas para passeios e restaurantes do Brasil, principalmente se for alta temporada.


Nós chegamos ao hotel por volta das 7:00 da manhã e às 10:00 já estávamos de saída para pegar o Big Bus Dubai. São duas linhas que percorrem boa parte da cidade, a azul segue em direção às praias e a vermelha percorre o centro. 

Como era sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos, todas as atrações do centro (museus, bazares etc...) estavam fechadas. Optamos, assim, pela linha azul que percorre as praias.

A linha azul começa no  Wafi Mall, na região central, e segue em direção à Mesquita Jumeirah, única da cidade que não muçulmanos podem visitar, exceto à sextas-feiras. 





De lá o percurso segue pela Jumeirah Beach Road, que segue paralela à praia, percorrendo um área residencial da cidade. Nessa rota o ônibus passa pelo shopping Mercato, de arquitetura italiana, segue em direção ao Parque Jumeirah Beach, onde às terças e quartas seu uso é restrito às mulheres e continua em direção à praia pública.




Na sequência, a parada é Souk Madinat Jumeirah.




O complexo de arquitetura árabe agrega um shopping no estilo de um mercado árabe, três hotéis, mais de vinte restaurantes (muitos com vista para o mar ou para o Burj Al Arab), praia privativa, kids club, parede para escalagem e muito mais. Clique aqui para ver o mapa.





Paramos para almoçar no The Meat Co, uma steak house, com vista para o Burj Al Arab

Depois do almoço fizemos um tour num abra (pequena embarcação local) pelos canais entre os hotéis. Fiz para agradar a minha filha e por curiosidade, mas o passeio de 20 min fica monótono depois de 5 min, e custa caro: USD 25 por pessoa.





Depois dessa parada de mais ou menos duas horas, seguimos no ônibus em direção a Jumeirah Palm até o hotel Atlantis The Palm, onde se localiza a Baia dos Golfinhos, que oferece diversas atividades com esses animais, o parque aquático Aquventure, o aquário The Lost Chambers, inspirado no mito de Atlântida, e atividade de encontro com animais aquáticos (Marine Animal Adventure) e centro de mergulho. Infelizmente não havia tempo para visitar.





O ônibus seguiu então em direção à Sheikh Zayed Road, outra avenida paralela à praia, onde está o Shopping Emirates, no qual se encontra um centro de ski e o maior parque de diversões indoor da cidade, o Magic Park.  As atrações ficam abertas até a meia noite e as lojas até às 2:00 da manhã







Na mesma avenida está o Dubai Mall, que visitamos no dia seguinte de manhã. Essa é a parada para quem quer visitar o observatório do Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo (828 m e 160 andares). O observatório fica no 124º andar e a entrada se dá pelo Dubai Mall. Comprando-se antecipadamente o ticket para um horário definido o preço é de quase 1/3 do preço do para entrada imediata (125 AED ao invés de 400 AED). Programe-se.



Do Dubai Mall o ônibus volta ao ponto inicial no Wadi Mall, onde também é possível fazer a conexão com a linha vermelha na sua terceira parada.


Fizemos a conexão e depois de passar pelo Parque Creek, que conta com muitas atividades e atrações para famílias, seguimos para o calçadão do Creek para pegar um dhow (
barco tradicional árabe) que faz um tour pelo canal e está incluído no ticket do ônibus. 

News :
O passeio de uma hora acabou sendo também monótono, pois já estava escurecendo e não foi possível apreciar muito as construções antigas que estão a beira do canal. Sem contar que, quando terminamos, não havia mais ônibus e tivemos que caminhar uns 10 min para conseguir um táxi



Acho que só vale a pena fazer o tour vermelho e o cruzeiro de dhow se dispuser de um dia para isto e tiver tempo parar na diversas atrações da região: Museu de Dubai, Souk antigo, a restaurada área de Shindagha Heritage, onde se localiza a Casa Sheikh Saeed al Maktoum, avô do atual governante, Mercado do Ouro e o das Especiarias. Esses souks são os mercados árabes tradicionais que ainda se fazem presente na Dubai moderna.

Depois de conseguir um táxi, retornamos na Downtown Dubai para ver a Dubai Fountain, um espetáculo de água e música, performado diariamente às 13:00 e 13:30 e das 18:00 às 22:00, a cada meio hora. Imperdível!




Nessa noite jantamos no Zuma, filial do mesmo restaurante de Londres e considerado pela Time Out (veja abaixo) como o melhor restaurante de comida japonesa da cidade. Eu conheço o de Londres, que é bem bonito e badalado, mas nem de perto é tão descolado como o de Dubai. Fui sem reserva com a proposta de sentar no bar, mas conseguimos uma mesa após esperarmos 30 min. Comemos muito bem.



Foto retirada de: http://www.zumarestaurant.com/


No nosso segundo e último dia, chegamos ao The Dubai Mall com nossa filha (5 anos) e a minha ajudante antes das 10:00 e fomos os primeiros a entrar no aquário.















Depois da visita de 1h30min, levamos minha filha para patinar no gelo na pista de tamanho olímpico, localizada no mesmo shopping. Atenção, se precisar de instrutor tem que reservar com antecedência.




O Dubai Mall é o maior shopping center do mundo. Tem o tamanho de cinco estádios de futebol e não há nada o que se possa pensar que não encontre por lá. Eu só o percorri entre o aquário e a pista de patinação, mas só nesse trecho dá para perceber a imensidão do local, que fica aberto das 10:00 às 2:00 da manhã.

Deixamos a minha filha com a nossa ajudante no Dubai Mall, pois o restaurante At.Mosphera, onde almoçamos, não aceita menores de seis anos. Depois de patinar e almoçar ela se divertiu no Sega Republic, um parque de diversões indoor, também localizado no Dubai Mall. Há, ainda, muitas outras atrações para crianças no mall.


O restaurante At.Mosphera está localizado no 122º andar do Burj Khalifa, e almoçamos no seu lounge.




Fizemos a opção de ir almoçar ao invés de subir ao observatório e acho que valeu a pena, mesmo tendo apenas 180 graus de vista, voltada para a Dubai Fountain, praia, ilhas do mundo e Burj Al Arab. Os outros 180 graus de vista, voltados para o skyline da cidade, são do restaurante e não é possível transitar de um local para o outro.






O restaurante é bem mais formal e caro do que o lounge. É um steak house e tem valor mínimo de consumo diferente para quem quer se sentar ao lado das janelas ou não. 
















No lounge são servidos pequenos pratos variados e, embora seja necessário reservar, senta-se na janela por ordem de chegada e é possível pedir para lhe darem uma mesa quando desocupar. Mesmo estando quase no final da refeição nos deram uma mesa com uma bela vista. Dividimos uma porção de falafel, três mini hambúrgueres e uma burrata com salada de tomates e tomamos duas taças de vinho. A conta ficou muito abaixo do valor de dois tickets de entrada imediata para o observatório e apreciamos a vista confortavelmente. 

Também é possível ir ao lounge para um chá da tarde, happy hour ou drinks após o jantar. Reservar é essencial para qualquer ocasião.

Após o almoço, fomos sobrevoar a cidade num hidroavião. A empresa Seawings oferece dois tours em Dubai. Ambos sobrevoam mais ou menos as mesmas partes da cidade, a diferença é que o Dubai Creek Silver, sai do Hotel Dubai Creek Resort Yacht Club, que está próximo ao Creek, e o Dubai Jebel Ali Silver sai do Jebel Ali Resort, mais afastado da cidade. 



Fizemos o Dubai Jebel Ali Silver, pois como havíamos reservado com somente um dia de antecedência o outro já estava lotado. Se for fazer o mesmo tour que fizemos, leve um mapa com direções de como chegar e calcule uma hora a partir do Dubai Mall. Não se esqueça de levar o passaporte, pois sem ele não permitem que voe.
























Como encerramento das nossas poucas horas na cidade, jantamos com todos os nossos amigos no Al Mahara


Foto retirada do: https://www.jumeirah.com/en/hotels-resorts/dubai/burj-al-arab/restaurant-at-burj-al-arab/al-mahara/




É o restaurante mais sofisticado do hotel Burj Al Arab. Rodeado por um aquário, tem menu de frutos do mar e os preços são escandalosamente caros. Sinceramente não recomendo, pois a comida é apenas ok.

Se quiser conhecer o hotel, que só é acessível a quem não está hospedado por meio de reserva em um de seus restaurante, tente o bar Sky View, situado no 27º andar. Tem consumação mínima de USD 90 e serve pratos leves. Nós fomos para um drink antes do jantar e sinceramente achei todo o hotel bem "kicth", mas gosto é gosto.



Foto retirada de: https://www.jumeirah.com/en/hotels-resorts/dubai/burj-al-arab/restaurant-at-burj-al-arab/skyview-bar/

Como foram somente dois dias, não deu para visitar nenhum dos inúmeros shoppings centers da cidade, mas se tiver tempo, dinheiro e muita disposição vai voltar com várias malas a mais.

Também não havia tempo para visitar Abu Dabi e nem para safaris no deserto, que desconfio sejam bem turísticos. Para quem, como eu, já teve oportunidade de algo mais genuíno, acho que pode dispensar tal tour. Já para aqueles que nunca estiveram em um deserto, penso que é valido.

Quanto a restaurantes, separei abaixo os que a Time Out Dubai elegeu como os melhores de 2.013 e também aqueles que foram altamente recomendados pela revista, no intuito de servir de ajuda na sua pesquisa.


Embora não citado pela Time Out, o Petit Maison é o único restaurante de Dubai na lista dos 100 melhores do mundo, segundo a revista inglesa Restaurant, em 93º lugar. Eu tentei reservar para o mesmo dia e foi impossível.


Restaurantes indicados na Time Out Dubai:


**Restaurant Awards-Winner 2013
* em 2013 altamente recomendado/já recebeu o award-winner em anos anteriores

**Armani/Amal (Indian)

**Armani/Ristorante (Italian)
**Baker & Spice (Cafés)
**101 Dining Lounge and Bar (Mediterranean)
**Jones the Grocer (Cafés/Family)
**La Parrilla (Steakhouses)
**Ossiano (Seafood)
**Ottomans (Arabic)
**Pierchic (Seafood)
**Reflets par Pierre Gagnaire (French)
**Royal China (Chinese)
**The Exchange Grill (Steakhouses)
**Thiptara (Thai)
**Tomo (Japanese)
**Vôi (Vietnamese)
**Zuma (Japanese)

*Benjarong (Thai)
*Bice (Italian)
*Café Arabesque (Arabic)
*Elia (Greek)
*Fish Market (Seafood)
*Hakkasan (Chinese)
*Indego by Vineet (Indian)
*JW's Steakhouse (Steakhouses)
*Kitchen 45 at Embassy (British)
*Klayya Bakery and Sweets (Arabic)
*Nobu (Japanese)
*Okku (Japanese)
*Options by Sanjeev Kapoor (Idian)
*Ravi Restaurant (Idian)
*Rivington Bar&Grill (British)
*Splendido (Italian)
*Stay by Yannick Alléno (French)
*Thai Kitchen (Thai)
*The Farm (Cafés)
*The Rib Room (Steakhouses)
*Toro Toro (Latin America)
*Traiteur ( French, Vegetarian)
*White Orchid (Asian)
*Wox (Asian)

Bares


**360° (Nightclub)

**Jetty Lounge (Bar&Pub)
**Mahiki (Nightclub)
**Speakeasy Bar (Live Music Bar)
**The Agency (Grape Bar, Outdoor seating)
**The Music Room (Live Music Bar)
**West Beach Bistro & Sports Lounge
**VIP Room (Bar&Pub)
**Zuma (Lounge Bar)

*Belgian Beer Café (Bar&Pub)

*Bliss Lounge (Food Served)
*Calabar (Bar&Pub)
*Embassy (Nightclub)
*Karma Kafé (Bar&Pub)
*MusicHall (Bar&Pub)
*Nezesaussi Grill (Sports Bar)
*Okku (Bar & Pub)
*Oscar's Vine Society (Food Served)
*Qube (Bar&Pub)
*Rivi Bar (Happy hours)
*Rosso (Outdoor seating)
*The Irish Village (Bar&Pub)



















Sobre a obtenção do visto:

consulado dos Emirados Árabes no Brasil informa que "o visto de trânsito deve ser solicitado à Emirates Airlines (para passageiros da Emirates) ou à empresa Marhaba Services (para passageiros de outras companhias aéreas).  E, ainda que "a solicitação do visto de turismo nos Emirados Árabes é feita através da intermediação de sponsors (patrocinadores) que normalmente ficam responsáveis pelos visitantes enquanto durar suas estadas no país". O passaporte deve estar válido por no mínimo 6 meses na data da viagem.

Para o visto de trânsito na entrada, aos passageiros da Emirates é solicitado apenas o envio por e-mail do passaporte digitalizado e cia aérea procede com a emissão do visto. O visto de entrada é retirado somente no aeroporto quando do check in. É nesse momento que a Emirates entrega também o voucher do hotel, se tiver conexão longa (mais de 8 horas).  

Segundo a Emirates, se a conexão da volta também for longa ou se for, como nós, visitar a cidade, a requisição do visto deve ser pedida no aeroporto junto ao Dubai Stopover Counter, localizado na área da imigração. 


Esse visto se aplica somente para viajantes da Emirates em trânsito por Dubai, com reserva de hotel confirmada, seguindo para um terceiro destino fora dos Emirados 
e que realizarão uma parada em Dubai superior a 08:01h e inferior a 96:00h exatas (96 Hours Transit Visa On Arrival), contando exatamente o intervalo de horário de chegada e saída dos voos no sistema de reservas Emirates. Valor: USD 150.

Embora não tenha sido bem esclarecido pela Emirates quando indaguei sobre o visto de retorno, também é possível requerer esse visto no www.emirates.com/br, via VFS Global, depois de já ter utilizado o visto de entrada.

Essa solicitação dever ser feita com antecedência de pelo menos 7 dias úteis antes da efetiva entrada no paísAs dúvidas quanto ao processo de requerimento de visto efetuado através do site devem ser sanadas diretamente com a empresa responsável, em inglês e apenas por e-mail (dvpccustomersupport@dubaivisa.net). O prazo para resposta ao e-mail enviado à VFS Global é de 48 horas. Você recebe o visto no e-mail cadastrado no formulário pelo valor: USD 69.82.

Esse pedido pela internet, além de ser bem mais barato, poupa bastante tempo no aeroporto. Eu pedi que minha secretária fizesse e funcionou muito bem. Os meus amigos que deixaram para requerer no aeroporto, levaram uma hora com a burocracia, isto às 5:20 da manhã, depois de mais de 12 horas de voo vindo de Hanoi com conexão em Saigon.

Documentos e informações necessários para solicitar pela internet: número do localizador da passagem, nome do pai, mãe, data de nascimento e informações do passaporte do passageiro. Além disso,
é necessário fazer o upload no site, como arquivos digitais, dos seguintes documentos: passaporte (página com a foto e da página que contém o número), foto 3x4 e comprovante de residência.

Atenção: caso o visto de saída seja solicitado antes da utilização do de entrada, o agente de imigração irá utilizar o visto do retorno, e, assim, o passageiro ficará SEM VISTO para a segunda entrada.

Outras informações: 


País – Emirados Árabes Unidos
Capital – Abu Dhabi.

Data Nacional – 2 de dezembro.
População – 5.06 milhões
Moeda - Emirati dirham (Dh ou AED)
Câmbio - Dh 3.67/1US$. O dirham está oficialmente atrelado ao dólar americano desde fevereiro de 2002.
Religião – Islamismo.
Idioma – árabe, embora o inglês seja amplamente usado nas transações comerciais.
Fim de semana – Sexta-feira e sábado para organismos governamentais. Algumas empresas particulares trabalham seis dias por semana.
Localização – Limitam-se ao norte com o Golfo Pérsico, a noroeste com o Qatar, ao sul e a oeste com a Arábia Saudita e a leste com Omã.
Clima - Temperaturas amenas e dias ensolarados no inverno, e muito calor e umidade nos meses de verão. No inverno, os dias têm temperatura agradável, na média de 24ºC, mas as noites são relativamente frias: de 12ºC a 15ºC na costa, e 5ºC no meio do deserto ou no topo das montanhas.
Fuso horário – 4 horas a frente de Londres (GMT) e 7 horas a frente de Brasília.
Casas de Câmbio - Abertas 24 horas as casas de câmbio estão localizadas próximas aos Portões 8, 18 e 22 dentro do Aeroporto Internacional de Dubai.
Voltagem- 220/240 volts.
Código Internacional de Discagem- 971
Vacinas- é aconselhável checar antes de sua viagem um certificado válido para cólera e febre amarela. 

Feriados nacionais - Há dois tipos de feriados nacionais; os que são fixos no calendário e os que são dias religiosos, determinados pelo calendário lunar e que variam de ano para ano. A data precisa só é anunciada dias antes, baseada nos sinais da fase da lua.

Feriados fixos: Ano Novo (1º de janeiro); Dia do Monte Arafat (11 de janeiro); Ascensão de HH Sheikh Zayed como rei dos Emirados Árabes (6 de agosto); Dia dos Emirados Árabes Unidos (2 de dezembro).


Feriados variáveis: Eid Al Adha - três dias de festa para celebrar o fim da peregrinação a Meca (janeiro, fevereiro ou março); Ras al-Sana–começo do Ano-Novo islâmico (fevereiro); Mawlidal-Nabi – aniversário do profeta Maomé (maio); Lailat al Mi’raj – ascensão do profeta Mohammed (setembro); Eid Al Fitr – três dias que marcam o final do Ramadã (outubro).


Durante o mês de Ramadã, comer, beber e fumar em público durante o dia é estritamente proibido. Beber álcool em público é proibido, e fumar não é permitido em muitos edifícios da cidade.


Fonte: Embaixada dos Emirados Árabes Unidos no Brasil






quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Confira as sugestões do NYT para dois dias em Chicago, uma metrópole americana ainda pouco visitada pelos brasileiros.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Lonely Planet é a maior editora de guias de viagem do mundo e oferece dicas muito boas em seu site como, por exemplo, esse artigo abaixo sobre onde ir em fevereiro. Vale conferir.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Lugares propícios para o autoconhecimento são tema dessa matéria da Folha de S.Paulo. Se você gosta, vale a leitura.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Programe-se para os feriados de 2014!

Veja a lista de feriados nacionais e pontos facultativos deste ano:

3 de março, Carnaval (ponto facultativo) - segunda-feira
4 de março, Carnaval (ponto facultativo) - terça-feira
5 de março, quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14 horas) - quarta-feira
18 de abril, Paixão de Cristo (feriado nacional) - sexta-feira
21 de abril, Tiradentes (feriado nacional) - segunda-feira
1º de maio, Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional) - quinta-feira
19 de junho, Corpus Christi (ponto facultativo) - quinta-feira
7 de setembro, Independência do Brasil (feriado nacional) - domingo
12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional) - domingo
28 de outubro, Dia do Servidor Público (ponto facultativo) - terça-feira
2 de novembro, Finados (feriado nacional) - domingo
15 de novembro, Proclamação da República (feriado nacional) - sábado
24 de dezembro, véspera do Natal (ponto facultativo após as 14 horas) - quarta-feira
25 de dezembro, Natal (feriado nacional) - quinta-feira
31 de dezembro, véspera de Ano Novo (ponto facultativo após as 14 horas) - quarta-feira.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Aos fãs de Chaplin, novidades em LA para celebrar os 100 anos: após dois anos de reforma, o hotel de luxo 'Ace', sede da empresa que Chaplin abriu em 1927, reabre as portas e abrigará o Theatre at Ace Hotel. 
Veja mais na Folha de S. Paulo.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Comerciantes locais e a prefeitura de Florianópolis tentam atrair mais gente para o centro da cidade, saindo um pouco do circuito das prais, segundo matéria d'O Globo.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dicas muito interessantes no jornal O Globo de hoje sobre a Nova Zelândia. Cenário de 'O senhor dos anéis', o país usa as suas belíssimas paisagens como opções para a prática de esportes radicais.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Leitores do Mais que Viagem, 

Encerramos o ano com mais de 4 acessos na nossa fan page e só podemos agradecer à vocês, nossos seguidores, pelo sucesso. 

Esperamos que 2014 seja ainda melhor, com as novidades que iremos trazer para vocês.

Desejamos uma ótima passagem de ano, com ainda mais viagens que estão por vir!

Aguardem....
Jaqueline e Mel

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

domingo, 29 de dezembro de 2013

AUSÊNCIA

Como estou de férias no Vietnã, gostaria de informar que a próxima postagem será somente em 17.01.14, pois nem sempre a conexão é fácil. Já estive em  Saigon, Hanoi, Ha Long Bay e já é 2014 em Hue. Viajo com mais 22 pessoas (família e amigos) e amanhã seguimos para Hoi An e de lá para o Cambodja. No final, ainda, passaremos pelo Laos e 48 horas em Dubai. Ou seja, terei muita coisa para contar... Obrigada a todos vocês que acompanham esse blog e nossa página no face
Um excelente 2014 para todos com muitas viagens e boas histórias.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Em 6 de janeiro começa a venda de ingressos para a Broadway Week, quando a compra de um ingresso para musicais de Nova York vale por dois.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Comer bem faz parte de qualquer boa viagem, e é por isso que estamos sugerindo a publicação de hoje do suplemento Paladar, do Estado de S.Paulo, com 7 destinos gastronômicos. Viaje nessa comilança....

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Aplicativos podem ajudar muito nas viagens. Dê uma olhada na última edição da Veja, que sugere 30 opções para te auxiliar.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

Já falamos aqui sobre Paris e as facilidades do uso do metrô, mas aqui vai mais uma dica sobre isso, segundo Wendy Perrin para a Condé Nast.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O smiles, programa de pontos da Gol, anunciou mais uma novidade hoje: você pode transferir pontos para outra conta, vantagem não praticada ainda pelo fidelidade da TAM, por exemplo. Vale conferir.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

domingo, 15 de dezembro de 2013

sábado, 14 de dezembro de 2013

Esta matéria da Folha de S. Paulo, trouxe um circuito de corridas no exterior, para aqueles que unem o esporte ao lazer.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Para quem não quer cozinhar no Natal e também não curte muita bagunça, a Folha fez uma lista com 24 lugares que podem te ajudar a resolver o problema.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Os bairros hipster têm crescido nas grandes cidades, mas como em Paris tudo acontece com mais charme, vale ler a respeito da revolução trazida por esse movimento. Novas galerias, boutiques, restaurantes barulhentos e com boa comida, entre outras coisas, são as dicas da Condé Nast.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A coluna de hoje de Alexandra Forbes na Folha de S. Paulo traz as novidades gastronômicas do Brooklyn.

As minhas impressões sobre o restaurante The Chef´s Table at Brooklyn Fare, que ela diz ser "uma das reservas mais impossíveis de se conseguir nos Estados Unidos" e "cultuado por “foodies” e tido por muitos como o melhor da cidade", estão na última postagem do blog sobre NYC.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Outro aplicativo bem bacana é o Museum of London - Street Museum, que mostra imagens de como os monumentos eram antigamente e como são agora, além, é claro, de te dar a localização e outras informações. Está disponível para IOS e Android.

IOS: https://itunes.apple.com/gb/app/museum-london-streetmuseum/id369684330

Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.streetmuseum&hl=pt_BR

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Essa matéria do NYT traz alguns aplicativos que prometem tornar qualquer viagem mais fácil. Confira.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nova York sempre é assunto

por Jaqueline Furrier
colaboração de Mel Reis

A cidade adorada pelos brasileiros em geral pode sempre ser explorada de um jeito peculiar e dicas nunca são demais, não é mesmo? 




Como comentei nas outras postagens sobre a cidade, viajo para lá ao menos uma vez ao ano, desde 1995, e nunca me canso. Há muito não ficava uma semana, que foi o tempo de minha estadia na viagem realizada em novembro de 2013.

Por ser a primeira vez que fui depois de começar a escrever este blog, revisitei locais que há tempos não ia, assim como estive em outros que nem conhecia.

O mesmo aconteceu no quesito restaurante e entretenimento. Só fui a dois restaurantes, onde havia já estado e, além de ir à ópera, assisti a duas peças de teatro e um jogo de basquete.

Diferentemente das outras postagens, a ideia desta não é dar um roteiro e sim transmitir minhas impressões sobre os lugares que estive. 



Sobre a hospedagem:

Depois de ter feito algumas reservas pelo Booking, e não estar convencida sobre o hotel escolhido, resolvi, uma semana antes de viajar, checar o serviço platinum do American Express. Esse serviço me ofereceu uma tarifa muito boa para o The London que, somada às amenidades, se revelou um excelente preço. 


Foto retirada do Booking.com. Acesso em: 05.12.2013 


A média da diária ficou em USD 515, com as taxas, e isso porque a reserva foi feita encima da hora. Nesse valor estava incluído, ainda, o farto e delicioso café da manhã para duas pessoas, cujo valor é de USD 28 por pessoa. Só isso já reduz a tarifa em mais de 10%, pois a maioria das tarifas não incluem essa refeição. 

Mas não é só, o Amex ainda dá um crédito de USD 100 para consumo nos restaurantes do Hotel, que são comandados pelo prestigiado Gordon Ramsay. Outra amenidade muito bem vinda foi o late check out até as 16:00. Se tiver Amex platinum não deixe de conferir essa oferta na próxima viagem.

Se tivesse reservado com mais antecedência, tenho certeza de que teria conseguido preço ainda melhor. Para Nova York esse valor de tarifa é a média dos hotéis 4*, e o de The London está classificado em alguns sites como 4* e em outros como 5*.

Estrelas a parte, o hotel é muito bom e muito bem localizado (54th St. entre 6th Ave. e 7th Ave.). Todos os quartos são suítes de no mínimo 47m2, uma raridade para a cidade. Se ficar hospedado a partir do 26º andar terá vista livre para a cidade ou para o parque. O hotel tem decoração moderna e é bastante bonito e confortável. O serviço também é muito bom e eficiente. Não usei, contudo, o serviço de concierge.

Os dois restaurantes do hotel são badalados e muito bons. O Maze, onde é servido o café da manhã, é mais casual, mas nem por isso simples. Serve almoço das 12:00 às 14:30, com opção de menu de três pratos por USD 29 (uma pechincha) e jantar das 17:00 às 23:00, sendo que das 17:00 às 18:30 serve menu pré-teatro por USD 29 (dois pratos) ou USD 42 (três pratos). Eu almocei lá no dia do check out e estava muito bom. Foi uma ótima opção, pois fiz reserva para as 14:15 e quando terminei já estava no hotel para me preparar para check out. Sem contar que não paguei nada, pois o almoço, mesmo com uma taça de vinho, custou menos do que os USD 100 que tinha de crédito. O restaurante também é uma ótima opção para quem visita o MOMA, pois fica a apenas uma quadra desse museu.

Fotos de Maze, Nova York
Essa foto de Maze é cortesia do TripAdvisor


O bar que fica na entrada do Maze funciona o dia todo e, além de bebidas, oferece alguns snacks. No horário da happy hour é o típico lugar para ver e ser visto.

O outro restaurante, Gordon Ramsay at The London, é bem mais formal e caro. Jantei lá há dois anos, quando tinha 2* Michelin (perdeu uma este ano). Lembro-me que gostei, mas não me surpreendeu como a casa principal do chef em Londres.

Foto retirada do http://www.thelondonnyc.com/gordonRamsay/. Acesso em: 05.12.2013.




Restaurantes não faltam em NYC:

A escolha foi baseada na minha busca por novidade, no meu interesse por diversidade e também pela proximidade dos locais que estava visitando.

A cereja do bolo da viagem foi o jantar no The Chef´s Table at Brooklyn Fare, único 3* situado no Brooklyn e um dos sete que a cidade sedia. Os outros são: Daniel, Eleven Madison Park, Jean-Georges, Le Bernardin, Masa e Per Se.

Esse restaurante era o único 3* da cidade que eu não havia estado. A minha curiosidade pela cozinha de Cesar Ramirez, mexicano, criado em Chicago, me fez ter coragem de sair de Manhattan à noite. Mais coragem ainda foi necessária para conseguir reservar dois dos dezoito lugares disponíveis para dois turnos de jantar, para duas ou quatro pessoas. 

As reservas são abertas sempre as segundas-feiras, às 10:30, para uma semana dali a +/- um mês. Por exemplo: segunda (16.12) é possível reservar para 21 a 25 de janeiro. Os jantares são servidos sempre  terças e quartas, às 7:00 e 7:45 (um grupo de 18 pessoas); e quintas a sábado às 6:00, 6:45, 9:30 e 9:55 (dois grupos de 18 pessoas).

É necessário ligar e se paga adiantado. O local é tão concorrido que depois de duas horas de ligações ininterruptas que não completavam (sempre ocupado), conseguimos a reserva para as 9:30 de uma sexta-feira.



Apesar da decoração despojada, o restaurante é bastante formal. Eu achei o ambiente frio.  O fato de ser totalmente revestido de inox (cozinha, balcão e até o teto) deixa o local bastante impessoal. Tenho por mim que é proposital para que toda a atenção seja voltada aos vinte pequenos pratos apresentados com maestria e ritmo de uma orquestra bem ensaiada e extremamente afinada.

O chef tem o auxílio de apenas duas pessoas na cozinha propriamente dita e de mais três em torno do balcão. Uma somelier, uma maitre que apresenta os pratos e os retira, e um garçom, que traz e retira os talheres.

A parte salgada do cardápio, que segundo o site do restaurante varia diariamente, à exceção de um prato vegetariano (no dia era com trufas brancas) e de um Kobe bife, que finalizou o jantar, é toda voltado para peixes e frutos do mar. Eu achei todos os pratos deliciosos e impecáveis na execução, mas nenhum deles me surpreendeu por ser inusitado. Digo isto, porque quando faço reserva num restaurante muito conceituado sempre vou com a expectativa de ser surpreendida. É sempre essa possibilidade que atiça a minha curiosidade.

Dito isso, acho que só recomendaria a alguém que de fato se interessa por alta gastronomia e, como eu, tem alguém para ajudar na hora de se pendurar no telefone para reservar. 

Outro restaurante gourmet visitado nessa viagem foi o Jungsik. A proposta é apresentar a comida coreana de uma forma moderna e achei sensacional. O chef coreano estudou nos Estados Unidos, trabalhou em renomadas casas de Nova York e da Espanha e abriu o seu primeiro restaurante em Seul em 2009, hoje considerado o melhor daquela cidade. Esse pode ser reservado pelo OpenTable.

A filial de Nova York, aberta em setembro de 2011, ganhou sua primeira estrela no guia Michelin de 2013 e sua segunda no recém-lançado guia de 2014. Aliás, único restaurante da cidade a ganhar uma estrela adicional e se juntar aos outros quatro dessa categoria (Atera, Marea, Ko-Momofuku e Soto). Vale checar o OpenTable para esses também. Alguns estão disponíveis.

Fomos numa noite de quarta-feira depois de ir ao teatro. Ter chegado tarde, às 10:00, atrapalhou um pouco, pois não nos animamos a pedir o menu degustação, que faria o jantar se estender muito. Nesse horário, o restaurante já estava com metade das mesas vazias, o que faz perder um pouco do charme do ambiente, que tem decoração sóbria e de classe.

Eu achei o serviço um pouco afetado, mas o cardápio, mesmo a la carte, é de fácil entendimento. Tem quatro propostas em cada categoria, colocadas em coluna: entrada, arroz/noodle, peixe/frutos do mar, carne e doce. A sugestão do maitre foi que pedíssemos um prato de cada coluna, mas eu e meu marido nos satisfizemos muito bem com três opções de meia porção de cada uma das colunas e uma de sobremesa dividida.

Achei a comida exótica, mas ao mesmo tempo compreensível. O preço pela categoria do lugar também surpreende. Se você gosta de provar coisas diferentes, não deixe de ir quando tiver oportunidade.

O jantar no Hakkasan, filial do famoso restaurante chinês de Londres, que estreou na cidade em 2012 e já ostenta 1* no Michelin 2014, foi um encontro com mais quatro amigas que estavam na cidade, o que foi ótimo, pois pedimos vários pratos para compartilhar, que é a melhor opção para se prova a culinária chinesa. Todos estavam deliciosos, em especial o pato de Pequim.  


Foto retirada do http://ny.eater.com/tags/hakkasan. Acesso em: 05.12.2013.




Como a matriz, o lugar é mega em todos os sentidos. Possui diversos ambientes, com decoração de cair o queixo e música alta. Bom também para ver e ser visto! Contudo, como fomos num domingo à noite, não estava lotado. 

Outra tentativa estrelada (1*) foi o estreante Neozelandês The Musket Room, em Nolita. O chefe faz uma cozinha moderna que pretende mostrar a evolução culinária de sua terra, desde o tradicional, passando pela influência asiática e a cozinha de mercado. Tem uma decoração rústica e foi por nós escolhido porque às sextas e aos sábados serve até a meia noite. Atenção: só abre para o jantar.

Chegamos as 10:30 e, ainda, estava lotado. O serviço foi atencioso, mas no começo um pouco atrapalhado. O ambiente é descontraído e tem um bar descolado. Eu gostei bastante e acho que tem a cara de downtown.
Foto retirada do http://notesonacity.tumblr.com/post/51819574427/a-new-nook-looking-for-a-hot-new-dinner-date Acesso em: 05.12.2013.
Revistei o A Voce do Columbus Circle, dessa vez no jantar, e confirmei que se trata de uma ótima opção na região. Fomos numa terça-feira e estava lotado. Gente bonita, vista privilegiada do Central Park e boa comida (1*) por um preço honesto fazem desse restaurante italiano uma excelente escolha sempre.


Foto retirada do http://www.nycgo.com/venues/a-voce-columbus Acesso em: 05.12.2013.






Foto retirada do http://perlanyc.com/#/home Acesso em: 05.12.2013.
Os outros dois jantares foram no Perla e no Willow Road, ambos na linha gastro-bar. O primeiro, inaugurado em 2012, está localizado no Village e tem inspiração italiana. A cozinha é comandada por Michael Toscano, que foi por anos sous-chef do Babbo e chefe do Manzo, e é bem difícil de conseguir reserva. Fui numa quinta às 10:30 e tinha alguns lugares disponíveis. Acho que dá para ir sem reservar se for mais tarde. Boa opção para os notívagos, pois de quinta a sábado fecha a meia noite. 







O Willow Road, que fica em Chelsea, também serve jantar até a meia noite de quinta a sábado. Fui numa segunda-feira e estava quase vazio. O menu, voltado para a cozinha americana moderna, é bem eclético e todos os pratos que provei, dividindo com um amigo local que me apresentou o lugar, estavam saborosos.
Foto retirada do http://willowroadnyc.com/ Acesso em: 05.12.2013.









Os locais onde almoçamos foram escolhidos pela proximidade de onde estávamos, como sugeri na postagem de 17 de maio de 2013. O primeiro foi uma segunda visita ao The Modern, que fica dentro do MOMA. Fomos sem reserva no dia que chegamos e, por isso, fomos acomodados no bar. A cozinha contemporânea, 1* Michelin, é excelente, mas cara.  Abaixo cheque o que está rolando no MOMA.


Foto retirada do http://www.nytimes.com/2005/05/04/dining/reviews/04rest.html?pagewanted=all&_r=0 Acesso em: 05.12.2013.


No dia seguinte, almoçamos no Untitled, que fica no interior do Whitney Museum. O restaurante é um típico coffee shop nova-iorquino e é considerado Bibi Gourmand pelo guia Michelin. Embora o ambiente seja despojado e o menu composto de pratos simples, basicamente saladas e sanduíches, percebe-se que não tem nada de amador.   


Foto retirada do http://www.wmagazine.com/culture/art-and-design/2011/03/untitled-at-the-whitney/ Acesso em: 05.12.2013.


E nem poderia ser. O restaurante pertence aos mesmos donos do The Modern entre outros e o chef já trabalhou no “queridinho” Gramercy Tarvern, no Café Boulud, Aureole e Saul. Dizem que servem um dos melhores café da manhã/brunch da cidade. Dá para ir mesmo que não for ao museu, mas acho que não deveria perder a oportunidade de conhecer ambos os lugares. Foi o que fizemos, veja abaixo.

O almoço do terceiro dia foi no The Standard Grill, restaurante situado no térreo do badalado hotel do mesmo nome, localizado em Chelsea. Fomos lá, já no meio da tarde, depois de visitarmos o The Intrepid Museum. A escolha se deu justamente pela proximidade dessa atração e porque o restaurante serve almoço até as 16:00. Embora tenha boas avaliações da crítica e tenha sido recomendado por amigos, achei bem fraco, nos quesitos comida e serviço. Não há dúvidas de que é um hit, mas dentro da mesma proposta, na região, acho o Pastis bem melhor. 


Foto retirada do http://www.thestandardgrill.com/ Acesso em: 05.12.2013.



Como o sábado foi dedicado às compras e estávamos próximos ao Lincoln Center a escolha foi o Boulud Sud, já citado em outro post sobre a cidade. Esse restaurante, um dos muitos do estrelado chef Daniel Boulud, tem inspiração mediterrânea e mesmo nos finais de semana tem menus de almoço e brunch com preço tentador. Ir a quaisquer dos restaurantes desse chef é escolha certa.


Foto retirada do http://www.danielboulud.com/restaurants/ Acesso em: 05.12.2013.



No domingo a escolha foi pelo brunch do Dovetail (1*) do prestigiado chef John Fraser que, antes de abrir esse restaurante em 2007, passou pelo French Laundry (Napa Valley), Tallievant e Maison Blanche (Paris). Só abre no horário do almoço aos domingos para o brunch, das 11:30 às 2:00. Pelo preço de USD 32, são servidas seis pequeninas entradas e três sobremesas idem, além de um prato principal a escolher entre dez opções, que dão uma amostra da proposta de servir a cozinha americana contemporânea, feita com ingredientes selecionados diretamente de pequenos produtores. Está na lista para voltar no jantar e é uma excelente opção para o brunch do domingo, principalmente se for visitar o Museu de História Natural, que fica a poucos metros.


Foto retirada do http://dovetailnyc.com/portfolio-item/restaurant/ Acesso em: 05.12.2013.





Na segunda-feira, como fui ao Woodburry (ler abaixo) e fiquei sem almoçar.

Na terça-feira, encontrei uma amiga querida, que estava de passagem na cidade, e almoçamos no The Breslin, outro gastrobar badalado e excelente opção para aqueles que querem almoçar e jantar tarde. No almoço, serve até às 16:00 e no jantar até a meia noite. É comandado pelo chef April Bloomfiel, também a frente do Spotted Pig, sendo que em ambos ostentam 1* Michelin. Comida para quem não pensa em regime. Eu comi um hambúrguer de carne de carneiro que estava ótimo!


http://www.nytimes.com/2010/01/13/dining/reviews/13rest.html



Museus visitados:


Mesmo quem vai sempre à cidade, tem algo que nunca fez ou fez há muito tempo. Nessa viagem estive pela primeira vez no The Intrepid, Sea, Air&Space Museum e fiquei impressionada. É uma ótima opção se estiver viajando com crianças e se tiver interesse nos temas não deixe de ir.

O museu teve início com a aquisição do porta-aviões Intrepid, que foi usado na segunda guerra mundial na guerra do Vietnã. O porta-aviões funciona como espaço para o museu e, portanto, se percorre quase todos os seus ambientes e um dos andares internos traz exposições de artefatos relacionados aos temas explorados e tem, ainda, um pequeno cinema que conta a história do museu e dois simuladores.


No deck superior, onde fica a pista de decolagem e aterragem estão expostos 27 aviões e helicópteros de guerra das mais diversas nacionalidades. Também nesse deck está localizado o Pavilhão Espacial que abriga a Enterprise, primeiro ônibus espacial da NASA.



No píer na entrada do museu ainda abriga um avião Concorde, no qual se pode entrar em visitas guiadas, e o submarino nuclear Growler, usado pelos Estados Unidos durante a guerra fria. Eu achei a visita ao Growler claustrofóbica, mas é interessante. Levamos umas três horas para percorrer todo o museu e não vimos tudo detidamente. Como certeza, pode-se perde um dia todo por lá. Não deixe de pegar o “audio-guide”, que está incluído no preço da entrada e planeje sua ida para ter tempo suficiente de ver tudo que lhe interessar.






Também gostei muito de ter ido ao Whitney Museum of American Art, onde só havia estado uma vez há muitos anos. O museu é dedicado a artistas americanos dos séculos XX e XXI e por ter uma imensa coleção, não há exposição permanente e sim exposições temporárias, que mostram partes do acervo, ou exposições que incluem obras do próprio museu ou de terceiros. Ou seja, pode-se ir lá várias vezes em um ano e se verá um museu diferente.

Dentre aquelas expostas em seus cinco pavimentos, a que mais gostei foi a chamada “American legends: From Calder to O'Keeffe”, pena que termina em 22.12.13. O museu ainda abriga uma Bienal de artes e a próxima será de 07.03. a 25.05.14. Situado hoje na Madison Ave. (entre 74th St. e 75th St) terá um novo prédio em Downtown em 2015.



No mesmo dia que visitamos o Whitney Museum, fomos à Frick Collection, que está bem próximo. A entrada se dá pela 70th St., esquina com a 5th Ave. Embora nesse museu eu tenha ido algumas vezes, pela primeira vez assisti o filme sobre a sua fundação e fiquei surpresa em saber como isso se deu. Até o dia 19.01.13 traz uma exposição temporária com obras primas do Museu Mauritshuis de Haya, entre ela a Moça com Brinco de Pérola de Johannes Vermeer. Por ser relativamente visitamos todo o espaço, que é a casa de seu fundador com todos os seus pertences, que incluem desde obras de arte dos grandes pintores europeus até móveis e porcelanas finas dos séculos XVII e XIX.


Estivemos ainda no MOMA – The Museum of Modern Art e no Metropolitam Museumof Art, mas só para visitar as exposições temporárias, que é o faço na maioria das vezes que lá vou. Quando muito visito uma sala ou espaço em especial da exposição permanente, para não ficar cansativo.

Ambos abrem todos os dias da semana e não podem deixar de serem visitados se estiver pela primeira vez na cidade. Reserve ao menos um dia para o Metropolitan e meio para o MOMA se for sua primeira visita.

No Metropolitan a exposição “Silla, Korea's Golden Kingdom” vai até 23.02.14 e é imperdível.

No MOMA as exposições “American Modern: Hopper to O'Keeffe” e “Margritte: The Mystery of the Ordinary” são ótimas pedidas para quem vistar a cidade até final de janeiro de 2014.


Diversão noturna:

Sempre gosto de ir à cidade entre o outono e a primavera, pois é a época da temporada de ópera do The Metropolitan Opera. Recomendo mesmo para quem não curte o gênero, pois a encenações são um espetáculo que merece ser visto ao menos uma vez. Sem contar que todo o corpo de artistas é de primeira linha e tem grandes cantores do gênero na maioria das apresentações.



Dessa vez, tive oportunidade de ver uma peça moderna “Two Boys e foi fantástico. As entradas podem ser compradas pelo site, mas é bom fazer com antecedência, pois os ingressos esgotam com facilidade logo que são abertos para o público, em geral isso se dá no início de agosto. Antes são disponíveis ingressos apenas aos interessados em fazer assinaturas para a temporada.



Fomos também assistir a duas peças de teatro: The Commons of Pensacola e Betrayal, ambas com ingressos concorridos. A primeira, escrita por Amanda Peet e estrelada por Sarah Jessica Parker, fica em cartaz até 26.01.14 e, a outra, que tem Daniel Craig e Rachel Weisz como estrelas, terá sua temporada encerrada em 05.01.14.

Achei as duas legais, mas nada de especial ou imperdível. O que eu gostaria de registrar como dica dois sites confiáveis para comprar ingressos esgotados ou com poucas alternativas boas. Apesar do ágio sobre preço de bilheteria, acho uma aposta válida se não se consegue comprar antes de esgotar. Eu usei o  http://www.ticketsnow.com/, para conseguir os tickets para Betrayal e descobri que o Ticket Master tem uma janela somente para revenda de tickets de eventos esportivos, procure pela janela "resale". 

Outra atração foi ter ido a um jogo de basquete no  Madison Square Garden. Assistimos a um jogo da NBA - Knicks x Atlanta Hawkse achei muito divertido, mesmo não sendo basquete um esporte que eu adore ou entenda. É uma festa com  apresentações musicais e de danças nos intervalos. É um programa típico americano que vale ser feito.







Compras:

Estou longe de ser a melhor pessoa para falar de compras, mesmo que não seja possível ir a Nova Iorque deixar de fazer muitas compras.

Aqui vou falar apenas da minhas impressões sobre o Woodburry, onde estive pela primeira vez nesta viagem. Esse outlet muito visitado por brasileiros fica a uma hora e meia de Manhattan e tem opções de compras que variam de lojas mais populares como GAP e LEVIS até sofisticadas como Prada, Tods e Jimmy Choo. Também tem todas aquelas lojas que mamães e futuras mamães sempre procuram: Carter's, Oshkosh e Gymboree. 






Embora a melhor maneira de ir, principalmente se estiver em mais de três pessoas, seja com choffer particular, há opções de ônibus e Van coletivas que me pareceram bem viáveis (consulte todas as opções no site). O bom de ir com um carro particular é ter flexibilidade no horário e poder deixar as compras no carro. De qualquer maneira isto pode nem sempre ser viável, pois o local é imenso e ter que ir ao estacionamento depois de poucas lojas vai ficar bastante cansativo. Amigas foram com o brasileiro Luis Ribeiro (ribeiroluis@live.com - tel: 1.973.9875648) que cobrou USD 300 para 8 horas de compras. Elas gostaram do serviço. Ele também faz traslados doe ida e vota dos aeroportos, por USD 80,00+estacionamento (+ ou - de 4,00 a 12,00)

Como fui sozinha, fiz a reserva pela Woodbury Bus, que me pegou no hotel as 8:00 da manhã e regressa às 17:00. Essa empresa oferece também opção de saída ás 10:00, mas o retorno é sempre no mesmo horário.

Aluguei um locker por UDS 10 que, por ter localização central, foi útil para deixar as compras quando pesavam. Se preferir pode alugar um carrinho de compras por USD 5, mas aí terá que andar com ele pelas lojas e as mais sofisticadas não permitem a entrada.

Esqueça almoço. As opções são todas de quinta categoria. O melhor que vai conseguir é um sanduíche, apenas comível, no Au Bon Pain.

Acho que vale a pena consultar o site e ver a lojas que tem interesse e um plano para percorrer o mall, caso contrário ficará muio cansativo. Ou fazer uma lista do que de fato gostaria, pois a tentação em razão do bom preço pode acabar no consumo de muito mais do que se planejou.

Também penso que mais vale procurar produtos de lojas nas quais normalmente não compraria pelos preços caros do que ir àquelas que já são baratas ou nas quais sempre há alguma liquidação acontecendo, à exemplo da GAP. Não vejo muito sentido sair de Manhattan e ir tão longe para comprar por USD 10, peças de USD 20.


Outra dica que é ir no começo da semana, segunda-feira ou terça-feira, pois é menos cheio. Eu fui recomendada a não ir numa segunda-feira, porque seria dia de reposição, mas teimosamente não me intimidei. Confesso que não notei falta de nada e nem pessoas fazendo reposição, sem contar que estava vazio. São tantas lojas e tantas mercadorias que não vejo como se perceber que falta algo.


Espero que este post, em conjunto com os outros sobre Nova York, desperte seu interesse em conhecer ou voltar à cidade.