sexta-feira, 21 de março de 2014

Paris em uma semana!

Embora sem conhecer Paris tão bem quanto conheço Nova York, a viagem que fiz com a família toda, marido, enteados (17, 14 e 10 anos) e filha (5 anos), será dividida neste blog nos mesmos moldes de duas postagens de Nova York:  uma com sugestões de roteiros para quem não conhece a cidade ou vai apresentá-la a quem não a conhece e, outra, daqui a 15 dias, de lugares legais para almoçar perto dos principais pontos turísticos.




Esta primeira é sobre os roteiros, que foram pensados a partir da minha experiência em viajar com crianças e também tendo em vista o que conheço da cidade. Já visitei a Paris por ao menos 10 vezes nos últimos 20 anos, e também morei na cidade por dois meses, durante o meu ano sabático, e, assim, sinto-me confortável para dar algumas dicas que podem ajudar na organização da sua viagem..

Acomodação:

Para facilitar, alugamos um apartamento, que foi recomendado por uma amiga. O Maison 1400  se trata de um prédio de quatro andares no Marrais, cujo proprietário aluga o prédio todo ou por andares que se comunicam, mas tem entradas independentes. O imóvel é muito bem localizado. Fica numa pequena rua no centro do bairro (entre a Rue de Temple e Rue des Archives) e a duas quadras do Centro George Pompidou e do metro Rambuteau. Dá para hospedar até 10 pessoas. Como estávamos em sete, ficamos com os três apartamentos superiores, Todos têm uma pequena cozinha, e o terceiro, que é um duplex para até quatro pessoas, tem dois banheiros. 

Se a ideia é uma viagem em família, acho que vale muito a pena alugar um apartamento. Amigos já usaram e gostaram de imoveis que alugaram por meio do site.private homes e gostaram.

Contato para a locação do Maison: 
Sr. Mike Baldridge
mike@parischezvous.com
MAISON 1400, 2 rue Pecquay 75004 Paris
Tel:   +33  (0)6 23 96 31 86
www.parischezvous.com

Transporte:

Nas viagens em família ou em grupo, faz toda diferença contratar uma van ao menos para fazer o traslado do aeroporto para a cidade. Nesta viagem, contratamos para isso, e também para nos levar à Disneylandia.

Fernanda Martins:
Tél. +33 1 69 30 23 82 / fax +33 1 69 20 84 43
E mail : fatima.dias@jorgemtransports.com
7 pessoas com 8/9 malas
Transfer do aeroporto: chegada e partida, 145 €  cada trecho
Ida e volta para Disney às 9h da manhã - 125 € cada trecho
Para Versailles, sem os ingressos, 420 euros, pois o carro fica a disposição para 6 h de serviço

Sobre o roteiro:

O roteiro proposto, segue a lógica de conhecer os principais pontos turísticos sem que isso acabe numa maratona e nem de longe cita todos os locais importantes da cidade. Para isto, seria necessário programar outras idas a Paris, o que sem dúvida não é uma má ideia! 

O mapa abaixo pode ser acessado de diferentes maneiras. As camadas podem ser marcadas de acordo com a sua preferência. Nessa estão marcados os roteiros dessa postagem com os pontos turísticos e restaurantes aqui citados. Na  próxima postagem serão mostradas as camadas com todos os restaurantes que já foram citados em matérias deste blog e os nosso escolhidos. Aguardem.


Nós ficamos oito dias e como estávamos com crianças, incluímos Disney e o Museu de Ciências de La VilletteSe  não estiver com crianças e ficar o mesmo tempo, terá um ou dois dias para compras ou ver uma exposição temporária ou permanente num dos muitos museus não citados nesta postagem.

Esta postagem seguirá o roteiro da minha viagem, mas, obviamente, pode ser realizado na ordem em que achar mais interessante. Sugiro que marque visitas guiadas, particulares ou de grupo, nos museus e outros pontos turísticos sempre que oferecidos, pois ajuda muito na compreensão e faz com que economize tempo, principalmente se estiver com adolescentes e crianças, nem sempre interessadas em arte. Pena que somente o Louvre oferece guia privado em português. Nos demais terá que conhecer inglês, francês ou se virar  no espanhol para poder fazê-las.


Fiz quase todas as reservas a partir do Brasil para poupar tempo. As visitas guiadas privadas devem ser feitas com alguma antecedência. Para  subir na Torre Eiffel é essencial se quiser evitar filas de horas. Programe-se. Em grupos de mais de quatro pessoas também é aconselhável reservar restaurantes a partir do Brasil. A maioria dos restaurantes são pequenos e dificilmente acomodarão grupos maiores sem reserva antecipada. Restaurantes muito badalados ou estrelados também devem ser reservados com antecedência. Tenha em mente, ainda, que, com exceção daqueles muito turísticos, o almoço é servido das 12:00 às 14:00, e o jantar das 19:30 às 22:30. 

Cheque o final do post para dicas sobre programas guiados e o próximo post para dicas de restaurantes.

Vamos aos roteiros diários:

Como os voos do Brasil para Paris chegam normalmente no meio da tarde, desconsidere esse dia, pois estará no seu local de hospedagem quando muito as 16:00. Depois de se instalar, o máximo que conseguirá fazer será dar uma volta perto do seu hotel. Aproveite para respirar a cidade e se localizar, isto será  muito útil nos dias seguintes. 





Se não tiver feito reserva para janar nesta primeira noite, faça quando chegar  ao hotel e tente reservar para mais cedo para recuperar as energias e ajustar o fuso. Outra dica é encontrar o ponto de venda mais próximo para comprar o Museum Pass. Além de ser mais econômico, dá direito a entrar em praticamente todos os museus da cidade pela fila especial. Vale muito a pena. Pode ser comprado no Brasil, mas terá que fazer com antecedência suficiente para receber pelo correio. Importante saber que crianças e adolescentes ate 18 anos não pagam nos museus, mas podem acompanhar os adultos nas filas especiais reservadas aos portadores do Museum Pass.

Como nos hospedamos num apartamento e não num hotel, aproveitamos para fazer compras para o café da amanhã e uma coisinhas mais e, a noite, jantei somente com meu marido no La Dame de Pic, restaurante 1* Michelin de Paris da prestigiada Anne Marie Pic, uma das única quatro mulheres a receber as 3* Michelin no mundo, pelo seu restaurante Maison Pic no sudeste francês.


O restaurante de Paris é despojado e ao mesmo tempo bem feminino. Oferece três menus baseados em aromas por EU 85 e a estava tudo muito bom, embora nada surpreendente..


Foto retirada de: www.luxurystylemagazine.com

No segundo dia, o primeiro de fato,  acho que o ideal é ver a cidade "por inteiro". Nada melhor do que pegar o ônibus turístico. Compre o ticket de um dia, incluindo passeio de barco. Se adquirir pela internet terá 10% de desconto, mas pode comprar o ticket em qualquer ponto de ônibus com o motorista. São 9 paradas, mas eu acho que vale a pena apenas usá-lo para ver a cidade toda e se localizar. 

Siga do ponto mais próximo ao seu hotel até a parada da Torre Eiffel, desça e pegue o barco para ver a cidade da perspectiva do rio Sena e depois do passeio pegue o ônibus até o ponto onde embarcou. Meio dia (+ ou - 5 horas) é suficiente para isto. Portanto, faça logo de manhã para terminar até às 14:00 e dar tempo de almoçar, ou comece depois do almoço. 


No nosso primeiro dia, levamos as meninas para patinar no último dia da pista de patinação do gelo que é montada somente durante o inverno em frente à Prefeitura (Hotel de Ville), de segunda a sexta 12:00-22:00 e sábado, domingo e feriados 09:00-22:00. Elas amaram.






Almoçamos, no Embassade d'Auvergne, um Bibi Gourmand muito simpático, que fica na região e começamos o passeio de ônibus as 14:30. 


Interior do Embassade d'Auvergne. Foto retirada de: http://www.ambassade-auvergne.com/internet/c_inetpub/index.asp



Outra opção à patinação é vistar o Centro George Pompidou e a Praça de Vosges, se estiver na Rive Droit (margem direita do Sena) que não constam dos roteiros a seguir. Se for final de semana e gostar de bicicleta, outra boa opção é circular pela beira do Senna, fechada aos carros aos domingos. Se estiver na Rive Gauche (lado esquerdo do rio), passear pelo Museu Rodin é uma opção bem agradável.  


Georges Pompidou


Depois do tour, levamos as crianças para jantar no Nolitha, um pequeno restaurante italiano, na rua do apartamento e fui com meu marido conhecer o L'Atellier L'Etoile, do prestigiado Joel Robouchon. Neste restaurante muito próximo à Champs Elysée, o chef repete o sucesso da marca no mundo, que segue a cópia do primeiro - pequenas porções servidas em torno de um balcão com vista para a cozinha.  

No terceiro dia, nós fomos à Disney. A opção de ir numa segunda-feira era evitar os dias mais cheios, mas não adiantou muito. Achei bem lotado e desorganizado, O ticket de um dia vale para os dois parques, Disney Studios e Disneylandia




Fomos com uma van privada, mas é possível ir de trem :


Transporte público para Disneyland® Paris:

·         Linha: RER A (vermelha) direção "Marne la Vallée / Chessy"
·         Estações em Paris: Charles de Gaulle Etoile, Auber, Chatelet les Halles, Gare de Lyon ou Nation
·         Tickets: podem ser comprados no guichê ou máquinas de quaisquer das estações
·         Estação de chegada: "Marne la Vallée Chessy Parc Disneyland Paris"
·         Tempo de viagem : +/- 0h35 min.
    Frequência dos trens:  a aproximadamente cada 15 min.

O ideal é chegar até antes das 10:00, quando abrem os portões e começar pelo Disney Studio, que fecha mais cedo do que a Disneylandia. Os dois parques são muito próximos entre si e também da gare onde para o trem e é onde os  transfers particulares e de grupos deixam os turistas. Portanto, na vale a pena alugar um carro.

Nós saímos de Paris às 9:00 e chegamos as 10:00 com tickets em mãos, comprados pela internet. Ficamos no Disney Studios até às 14:30. De lá fomos para a Disneylandia de onde saímos somente as 20:30, depois do fechamento do Parque (os brinquedos fecham as 20:00, quando começa o show de luzes no castel, que dura mais ou menos 0:30min).

Chegando a Paris ainda tivemos pique de sair para jantar no Auberge Flora, um pequeno bistrô moderno no 11º arrondissement. Pena que estávamos cansados para provar o menu degustação de tapas. O lugar é transado e a comida estava deliciosa. 


Essa foto de Auberge de Flora é cortesia do TripAdvisor

No terceiro dia,  visitamos o Museu Ciência e Indústria de Paris no Parque de La Villette. Esse museu ao qual eu tinha ido há mais de 20 anos é muito interessante para as crianças e para aqueles interessados em ciências. É o maior da Europa sobre o tema e se divide em varias sessões temáticas.



Para crianças de 1 a 12 anos é imperdível conhecer a cidade das crianças (Cité des Enfants). Trata-se de uma parte do museu, dividida em duas partes independentes, uma para crianças de até 4 anos e outra para as de 5 a 12 anos, onde elas são convidadas, em sessões de uma hora e meia, a conhecer e experimentar de maneira lúdica varias áreas da ciência. Minha filha e enteada adoraram. Enquanto participamos da sessão da Cité des Enfants, meus enteados visitaram uma exposição temporária sobre video games, em cartaz até 24 de outubro de 2014, um sucesso entre os adolescentes.

Ao lado do museu fica La Geode, um cinema IMAX cilíndrico que exibe sessões de filmes de uma hora. São vários filmes por dia, sobre assuntos variados. Atualmente, 8 filmes estão em cartaz, sendo 4 em 3D. Vimos o Dragons, que explora com imagens incríveis a mitologia e o fascínio da humanidade com os dragões ao longo de milhares de anos .


La Geode. Foto obtida em: http://fr.wikipedia.org/wiki/La_G%C3%A9ode


Como as entradas para Cité des Enfatnts e para exposições temporárias, têm que ser adquiridos a parte do Museum Pass e, ainda, pelo fato de em se comprando um pacote com o Museu e o la Geode ficar mais barato, não utilizamos o Museum Pass e o deixamos para  os quatro dias seguintes. Importante saber que mesmo os adultos têm que comprar os tickets da Cite des Enfants para acompanhar as crianças. Compre pela internet para evitar filas. No entanto, não vi muitas na abertura, as 9:30, quando chegamos.

Participamos da sessão das 10:00 da Cité des Enfants e, na seqüência, visitamos as salas permanentes chamadas de Explora por 1h30 (foi pouco, mas com crianças pequenas o suficiente). Depois, almoçamos sanduíches e sopas na lanchonete Atmosphere, dentro do museu, e vimos a sessão das 1:30 da Geode. As filas das duas lanchonetes do museu são longas e lentas. O cafe da Geode me pareceu mais tranquilo quando lá cheguei para ver o filme. Opte por esse.

Depois do filme, optamos por retornar ao apartamento, pois as menores estavam cansadas, mas ainda é possível conhecer a Museu de La Musique, que fica no mesmo parque que, por si só, vale a visita. Se ainda tiver pique, vá até  o Canal de San Martim,  não muito longe dali, onde cada vez mais pequenos bistrôs interessantes são abertos no seu entorno (cheque o próximo post) sobre o tema.

Seguindo o programa que fizemos, você ainda terá um resto de tarde para passear ou fazer compras. Eu fui correr. Nesta noite, jantamos todos às 19:00 no Rebouldingue, um  Bibi Gourmand muito próximo da Notre Dame, para onde seguimos às 20:00 para um concerto. As crianças gostaram muito e acho uma maneira muito legal de apresentar a elas músicas com as quais têm pouco contato. A catedral é linda a noite e é um belo programa assistir um concerto ou missa nesse horário. Consulte o site para ver os eventos oferecidos, pois não se arrependerá. Para a maioria dos concertos, dá para comprar o ingresso no mesmo dia ou até na hora.




No quarto dia, começamos a usar o Museum Pass de quatro dias e fomos visitar o Museu do Louvre, lugar cuja  visita é obrigatória para quem vai à Paris pela primeira vez, mesmo que museu não seja a prioridade do viajante. Eu já fui algumas vezes, mas confesso que me cansa  devido a enorme coleção que abriga. Sempre vou para ver uma exposição temporária, mas dessa vez, com as crianças, não escapei de fazer um tour.



Visitando o site do Museu, cheio de informações, vi que, além de visitas  em grupos em diversas línguas, oferece também visitas para grupos privados. Assim por EU 160 tivemos uma conferencista, que falava português, exclusivamente para nossa família. O tour escolhido foi das grandes obras (masterpieces). Entendemos um pouco da história do museu e passamos por algumas de suas principais obras, contextualizando sua importância na história. Achei muito interessante e as crianças curtiram. Dura somente 1h30min. e foi o suficiente para prender a atenção dos adolescentes e das menores. Terminado esse tour, optamos, para não cansar,  por visitar somente a ala dedicada ao Egito, que tem uma coleção importante e era do interesse da garotada.

Sempre acho tours de museus uma excelente maneira de se ter uma visão geral do acervo ou de alguma de suas coleções. É uma boa maneira de aprender algo e não só apreciar a beleza das obras.

Se tiver interesse no tour privado, terá que ligar para o tel. 00xx33 1 402 05 177, com no mínimo uma semana de antecedência. Falar um pouco de francês pode ser útil. Se não quiser gastar com o tour privado e tiver conhecimento de inglês, espanhol ou outra língua, sugiro que verifique os horários dos tours para grupos abertos, são muitos em vários horários.

Como o nosso tour era as 11h30, aproveitamos o início da manhã para passear pelo Jardim de Tuileries, jardins do antigo Palácio do Louvre. É uma boa mostra de um típico jardim francês, com toda a simetria que o configura.




Após a vista pelo museu, seguimos de metrô a Praça da Ópera, para almoçar no Zinc Operá. O restaurante é um Bibi Gourmand, que na hora do almoço oferece um menu  de três pratos por EU 32 ou dois pratos  por EU 26Só fomos de metrô para não cansar as crianças, pois a caminhada é prazerosa.

Depois do almoço passamos por frente da Opera Garnier e de lá seguimos pelo Boulevard des Cappucinos até a Igreja de Madeleine, sem não antes comprar algumas iguarias no Fauchon, cuja loja se  situa no nº 30 da Place de Madeleine. No número 24/26 da mesma praça está o café, a pastisserie etc...

Igreja de Madeleine
De lá, seguimos pela Rue Royale até a Place de La Concórdia para ver as perspectivas dos monumentos, arcos de Carrossel do Louvre, Triunfo e La Defense, no sentido leste/oeste, e a Assembléia Nacional e a Igreja de Madeleine, ambos com suas colunas clássicas, no sentido norte/sul).

Assembléia Nacional
























La Defense







O ritmo com crianças é mais lento e elas se cansam mais facilmente, então, seguimos de volta para o apartamento. Se tiver pique, pode incluir a visita a Opera. Eu fiz há muitos anos e sinceramente acho mais interessante ver uma apresentação (atualmente o local é dedicado somente ao ballet). No entanto, se aventurar na visita, verá um belíssimo prédio do final do século IXX, contrastando com um teto pintado por Marc Chagall em 1964.




Outro ponto que pode ser incluído neste percurso é a elegante Place Vendôme, construída  no século 17 e abrigo de todas as grandes joalherias do mundo. Se o seu interesse for compras de grife, pode seguir, ainda, pelo trecho da Faubourg de Saint Honoré, a partir da Place Vendôme em direção à Champ Elysee.

À noite fomos jantar, novamente somente com os adolescentes, no La Regalade Saint Honoré, um dos três endereços do chef Bruno Doucet, que tem uma estrela no La Regalade de Montparnasse, onde estive há 6 anos. Esse Bibi Gourmand, situado na rua Saint Honoré, segue a proposta do primeiro e oferece um menu de três pratos por EU 35. Há, ainda, algumas opções do dia que podem ter um suplemento no preço, como era o caso das vieiras com trufas negras no dia que fomos. O ambiente é de bistrô  e a comida traz clássicos com alguns toques especiais. Todos gostaram. É essencial reservar.


Essa foto de La Regalade Saint-Honore é cortesia do TripAdvisor

No quinto dia, começamos o roteiro pela Igreja de Saint Etienne du Mont, situada no monte Genevieve, que guarda os restos de Santa Genevieve, padroeira da Paris, e de ilustres personalidades como Racine e Pascal. A igreja que fica ao lado do Pantheon  está construída sobre a base da igreja do século VI.  Tem vitrais muito bonitos e se for visitar o Pantheon não deixe de passar por lá.



Na sequência vistamos o Panthéon,  que abriga os restos mortais de várias personalidades francesas, entre elas Dumas, Zola, Rousseau, Victo Hugo e Voltaire. Foi construído como igreja para ficar no lugar da igreja de Sainte Genevieve, mas durante a Revolução Francesa foi convertido em monumento histórico. Possui ricas pinturas de suas paredes e tem no seu acervo o Pêndulo de Foucault.


Seguimos a pé, por meio dos diversos prédios da Universidade Sorbonne, até o Museu da Idade Média (museu de Cluny). O museu está localizado em dois prédios interligados, as termas galo-romanas dos século I a III e a ala residencial dos monges de Cluny, datada do século XV. O edifício só se tornou museu no século 19.

O museu é pequeno e algumas de suas salas, como a das armaduras e das termas romanas, despertam o interesse dos pequenos e crescidos. Em uma de suas salas estão expostas as famosas tapeçarias da Dama e o Unicórnio.

Dama e o Unicórnio


Acabamos esse percurso matinal às 12:15, quando paramos para almoçar no Les Verre de Contact. Esse restaurante  Bibi Gourmand fica numa parte menos turística do Quartier Latin. O menu do horário do almoço, oferece três pratos por  EU 21 ou dois por EU 17, é honesto, mas nada de especial. Veja outras opções nessa área da cidade no blog da próxima quinzena sobre lugares para almoçar próximos aos  lugares turísticos.

A escolha do restaurante se deu pela proximidade com a Catedral de Notre Dame, que às quintas-feiras, como era o caso, oferece tours guiados em inglês às 14:00. Como o almoço terminou às 13:30, tivemos tempo, ainda, de tomar sorvete do Berthillon, na Ile de Saint Louis. Então, deixamos as meninas menores com nossa ajudante no jardim que fica nos fundos da Notre Dame e abriga um pequeno playground e fizemos a visita guiada apenas com os meninos maiores. Embora tenha durado quase duas horas, eles acharam interessante e não se cansaram.



O tour pela catedral, oferecido diariamente em vários horários e línguas (não tem em português), fala sobre a arquitetura, símbolos religiosos e histórias da catedral  e fatos religiosos e históricos e é gratuito.

Depois desse tour, fomos todos  visitar os lindos vitrais da Saint Chapelle, último programa do dia. Se tiver tempo, pode fazer também um tour guiado às terças às 10:30 ou reserve um tour privado.




Se começar esse roteiro mais cedo, poderá incluir a cripta da Notre Dame, que abriga as ruínas romanas na antiga Paris ou a subida na torre da catedral. Quem tem o Museum Pass tem fila especial para subir, o que não significa fila curta.



Na noite dessa quinta-feira, fomos com os adolescentes jantar no Le Comptoir, único restaurante da viagem que eu já conhecia. Esse bistrô talvez seja o mais concorrido de Paris, Nos jantares de segunda a sexta-feira, quando o chef Yves Camdemborde serve um menu de três pratos, queijo e sobremesa por EU 60. As mesas não rodam e a maioria dos vinte e poucos lugares são reservados aos hóspedes do hotel Relais Saint Germain. .


Essa foto de Le Comptoir du Relais é cortesia do TripAdvisor

Se não for hóspede, como era nosso caso desta vez, eles aconselham que a reserva seja feita com seis meses de antecedência, que foi quando fiz. Aos sábados e domingos o serviço é a la carte, de forma ininterrupta e se senta por ordem de chegada. Nos horários de pico uma fila é formada de fronte ao local. De segunda a sexta, abre do almoço ao final da tarde a la carte sem reserva.

No sexto dia fizemos um tour de grupo pelo Museu D’Orsay, que é o outro museu imperdível. O tour em inglês de 1h30min vale a pena, terça às 11:30 e 14:30; quarta, sexta e sábado, às 11:30, quinta às 11:30 e 18:30). Verifique os site, pois os horários mudam.  Paga-se EU 6, além do ticket de entrada ou do Museum Pass, e a guia dá um apanhado geral do acervo, principalmente aquele compreendido pelo movimento impressionista. Foi um jeito interessante de ter a atenção dos adolescentes.



Como chegamos uma hora antes do início da visita, tivemos tempo de ver a exposição temporária dedicada a Gustave Dore, que segue até  11.05.14. Se você for até 06.07.14, terá oportunidade de visitar a exposição Van Gogh/Artaud - The Man Suicided by Socity, que teve início depois da minha volta e promete longas filas. Mais um motivo para comprar o Museum Pass.



Depois da visita ao museu, almoçamos no 35 Ouest, 1* Michelin, com cardápio centrado em frutos do mar. É bem próximo ao museu e o menu do almoço custa EU 38 para três pratosTodos os pratos estavam muito bons. Depois do almoço voltamos para a casa, mas uma boa opção é seguir andando em direção à Champs Elysee e percorrer essa que é uma das avenidas mais famosas do mundo. Se tiver pique pode parar para ver uma exposição temporária no Grand Palais ou subir no alto do Arco do Triunfo.

Grand Palais


Nessa noite de sexta-feira, jantamos no L’Aperge, restaurante 3* Michelin e o primeiro francês na lista dos melhores do mundo pela revista Restaurant, na 16ª posição. A cozinha do chef Alain Passard é um tributo aos vegetais, tendo apenas algumas poucas exceções de frutos de mar. Eu experimentei o menu degustação dos clássicos, que dentre as oito etapas tinha um prato com vieiras e outro com peixe e o meu marido provou o menu jardim da estação com onze pratos preparados com vegetais. De início os pratos surpreendem muito, mas confesso que depois do terceiro não achei mais tanta graça. Foi o primeiro restaurante dessa categoria em que  achei valer mais a pena pedir a la carte do que a degustação. Fica a dica.




No sétimo dia, visitamos a tão esperada (pelas crianças) Torre Eiffel, onde, sem a aquisição de ingressos pela internet, vai esperar horas na fila. O monumento mais famoso do mundo atrai multidões.


O melhor é comprar os tickets para a abertura, às 9:30, como fizemos, ascender diretamente ao topo e depois visitar o terceiro e segundo pavimento, para evitar as filas subsequentes.

Se não houver ingressos disponíveis quando consultar, cheque outras vezes, pois os ingressos são liberados aos poucos, até mesmo com um dia de antecedência. Ir sem eles significa despender meio dia ou mais para um programa de 1h30min.


Da torre, atravessamos o Champ de Mars,  que tem um playground pequeno e oferece passeios de pôneis se tiver interesse em entreter um pouco as crianças.

Seguimos a pé até o Musée de L'Armée Invalides, no qual a cúpula da Catedral de Saint-Louis-des-Invalides abriga o túmulo de Napoleão.está o túmulo de Napoleão I. 



Túmulo de Napoleão



























Muito perto dali está o Museu Rodin, que não visitamos, mas pode ser incluído no roteiro.

Nesse dia almoçamos no L'Affriolé, outro Bibi Gourmand, no estilo bistrô moderno. Havia muitas opções para o menu de três pratos e as porções para as duas crianças menores puderam ser divididas, pois eram generosas. Estava lotado de locais naquele sábado e parece ser sempre assim.

Foto obtida em: http://www.laffriole.fr/


De lá pegamos um táxi até o Jardim de Luxemburgo, que é um ponto de encontro dos franceses da Rive Gauche, onde deixamos as crianças em companhia da babá, no seu grande playground e fomos fazer compras em Saint Germain de Prés. 




Depois de quase três horas resgatei as crianças que tinham adorado o programa. No jardim ainda dá para passear de pôneis e ver o teatro de marionetes.





Na  nossa última noite, jantei somente com meu marido no concorrido Zé Kitchen Galerie O restaurante 1* do chef William Ledeuil, que trabalhou muito tempo nos restaurantes de Guy Savoy, faz uma cozinha autoral com foco em peixes e frutos do mar, em um ambiente moderno. Para mim foi a melhor refeição de toda a viagem. 




Pedimos o menu degustação que apresenta seis pratos e todos estavam sensacionais. Difícil de conseguir mesa, mas vale insistir de última hora ou até fazer uma tentativa sem reserva entre 9:30 e 10:30.

No dia seguinte, domingo da nossa volta, fomos de manhã a Montmartre. Subimos de funicular para não cansar e depois de visitar a Basílica de Sacre Coeur, fizemos um passeio de 0h40min de trenzinho, que parte defronte da basílica e percorre todo o bairro. É divertido, principalmente com crianças, e não cansa.






















Terminado o passeio fomos a pés visitar a igreja de Saint Julien le Pauvre, a mais antiga da cidade, datada do século XIII, bem ao lado da Praça de Tertre, ponto de encontro dos grandes mestres da pintura, franceses e também estrangeiros que trabalharam em Paris no início do século XX, a exemplo de Picasso e Dali. Se tiver tempo, visite o pequeno museu deste último.

Praça de Tertre. Foto obtida em: http://en.wikipedia.org/wiki/File:PlacedeTertre.JPG





A praça é repleta de artistas expondo suas obras  e é um bom lugar para ser modelo por alguns minutos. Há, ainda, várias lojinhas de souvenires no seu entorno. Como eu não achei nenhum restaurante especial na minha pesquisa antes da viagem, pegamos um taxi e seguimos até o 10º .arrondisement, onde pipocam vários novos bistrôs. No entanto, como era domingo, as opções eram mais restritas e escolhemos o Le Verre Volé, citado numa matéria da Condé Nast como um dos restaurantes participantes desse movimento que diminui os custos, mas não abre mão da boa comida. Só tinha locais e embora o ambiente seja quase precário a comida estava muito boa.

Como estava ensolarado, seguimos a pé por um trecho a beira do Canal de San Martin até a Praça da República, onde pegamos o metro de volta para casa, a tempo de terminar as malas e pegar o transfer para o aeroporto.

Se não for seu dia de volta, dá para combinar o passeio de Montmartre de manhã com o Marrais a tarde. No Marrais não deixe de visitar a Place de Vosges e o Museu Picasso.


Museu Picasso. Foto obtida em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mus%C3%A9e_Picasso_Paris_cot%C3%A9_jardin.jpg

Mais informações sobre o motorista e passeios.

Um blog que merece ser consultado Paris RD/RG:



Motorista
Tél. +33 1 69 30 23 82 / fax +33 1 69 20 84 43 com Fernanda Martins
7 pessoas com 8/9 malas
Transfer do aeroporto: chegada e partida, 145 €  cada trecho
Ida e volta para Disney às 9h da manhã - 125 € cada trecho
Para Versailles, sem os ingressos, 420 euros, pois o carro fica a disposição para 6 h de serviço

Pista de patinação – não encontrei telefone
Informações práticas:
Rink do Hotel de Ville, em Paris
Segunda a Sexta 12:00-22:00
Sábado, domingo e feriados 09:00-22:00
acesso gratuito - aluguel: 5 €

Disneyland Park > 10:00-20:00
Disneyland Park Emh > 08:00-10:00
Walt Disney Studios > 10:00-19:00

Aberto de terça a sábado, das 10:00-18:00 e domingo das 10:00-19:00. Fechado segunda. 

Géode  http://www.lageode.fr/la-geode/?lang=en - é aberto de terça a domingo das 10:30-20:30 e algumas segundas.
Exibições do Explora de terça a sábado, das 10:00-18:00, domingo, das 10:00- 19:00.
Cidade das Crianças - sessões de 90 minutos, de terça a sexta, às 10:00, 11:45, 13:30 e 15:15; 
Sábado e Domingo: 10:30, 12:30, 14:30, 16:30.
Reservas para grupos- Tel : 00 33 (0) 1 40 05 81 41 

Horários: terça-feira 12:00-18:00; quarta-feira 12:00-18:00; quinta-feira 12:00-18:00
sexta-feira 12:00-06:00; sábado 12:00-18:00; domingo 10:00-18:00

Tour às 14:00 +33 (0)1 42 34 56 10.  Não precisa reservar e é grátis.
English: Wednesday 2 pm; Thursday 2 pm; Saturday 2:30 pm
Spanish: Saturday 2:30 pm Visita guiada gratís : Sábado 14.30
open every day of the year from 8:00 am to 6:45 pm (7:15 pm on Saturdays and Sundays).
Access to the cathedral is open and free of charge every day of the year, during the opening hours

Tel.: +33 (0)1 40 20 53 17









quinta-feira, 20 de março de 2014

Pelo jeito a onda de procurar restaurantes com preços legais, mas com qualidade e charme, chegou para ficar.
Para os nossos seguidores de fora de São Paulo e para os daqui também, segue a matéria de hoje do caderno Paladar do Estadão.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Novos restaurantes e algumas casas tradicionais em SP mudam o menu para segurar aumentos e até reduzem preços na tentativa de atrair clientes que reclamam cada vez mais dos altos preços. Veja os endereços no caderno Comida, da Folha de S. Paulo.

terça-feira, 18 de março de 2014

Essa dica do post da Perrin para a Condè Nast de como conseguir um quarto melhor eu não conhecia, mas parece válida. Cheque.

domingo, 16 de março de 2014

Tours em Lisboa inserem turistas em produções cinematográficas da cidade. Confira matéria da Folha de S. Paulo.

sábado, 15 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Para quem vai à Riviera Maya (México) parece imperdível comer no restaurante Hartwood, em Tulum.
Confira matéria do New York Times.

terça-feira, 11 de março de 2014

Mesmo que as operadoras de telefonia móvel prometam melhorar os serviços de voz e dados para viagens ao exterior, parece que a melhor opção para o BOLSO ainda é comprar um chip pré-pago na cidade destino. Vejas algumas outras opções no Viagem, do Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Para quem tem flexibilidade para viajar, a Condé Nast indica bons sites para dar aquela mãozinha na hora de reservar aéreo e hotel.

sábado, 8 de março de 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

quinta-feira, 6 de março de 2014

quarta-feira, 5 de março de 2014


Alugar um apartamento ao invés de se hospedar em um hotel pode ser mesmo um bom negócio. Veja as indicações de Wendy Perrin, na Condé Nast, sobre como alugar em Londres e Paris.


Veja ainda a lista dos especialistas neste negócio espalhados por toda a Europa: http://www.cntraveler.com/travel-tips/villa-agent-finder/europe#/france

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Longas férias parte 4 - Hué e Hoi An

por Jaqueline Furrier
colaboração Mel Reis

Nesta terceira e última postagem sobre o Vietnã, vamos percorrer a região central do país, próxima ao paralelo 17, zona desmilitarizada, da época de sua divisão após a retirada dos franceses, em 1954. Nossa viagem se deu pelo seu interior rural e pela costa do Mar Meridional da China, parte do Oceano Pacífico que vai desde Singapura até o estreito de Taiwan






A região, no entorno de Hué e de lá até Hoi An, foi percorrida de bicicleta, num grupo de 21 amigos. Somente três pessoas do total de 24 viajantes, incluindo minha filha de 5 anos, não participaram do programa comprado com a operadora americana Backroads, especializada e passeios de bicicleta pelo mundo. Na região, a Backroads tem o apoio local da Trails of Indochina, que foi responsável por praticamente todas as reservas do grupo, fora do programa de pedal.

Como já comentei em outras postagens, faço viagens, praticamente anuais, com a Backroads, mas essa foi a primeira em um grupo privado, que ajudei a organizar. 

Foi bem legal fazer a viagem com amigos, em número suficiente para que a viagem tivesse o mesmo custo dos programas abertos, mas de modo algum acho isso essencial.







Já fiz viagens somente eu e meu marido, mas também Ja fiz viagens de bicicleta com mais dois a doze amigos, em  grupos abertos, e sempre funcionou muito bem. Você tem liberdade para pedalar quanto quiser no ritmo que quiser e sempre encontra pessoas interessantes. Eu já escrevi antes e reafirmo- vale muito a pena! Nem bem voltei e já comprei um programa para a Borgonha, em setembro deste ano. Dentre os que foram ao Vietnã, viajar de bicicleta era novidade para oito pessoas. Todos gostaram muito e estão programando a próxima.




A Backroads e outras operadoras de passeios de bicicleta organizam viagens privadas e tailor made para muitos recantos mundo afora, mas para que o preço não saísse do controle, de início optamos por adquirir o programa regular, só escolhendo a data de início que era mais conveniente para o grupo. A partir de 12 pessoas é possível montar um grupo privado pelo mesmo preço do catálogo. Eu acho que até 8 pessoas é viável contratar a viagem privada se isto for relevante para o grupo. Para um grupo de 11 ou 12 pessoas custará, aproximadamente, 10% a mais do que o preço do catálogo e em 8 ou 9, 20%.

Nós mesmos, começamos com um grupo certo de 12 pessoas e os demais foram se juntando depois. A programação começou em março, para viajarmos em dezembro, pois na alta temporada, as reservas, principalmente para grupos, devem ser feitas com muita antecedência.



A forma de cobrança para o grupo é basicamente a mesma da viagem aberta - paga-se USD 600 para reservar o lugar e o restante é pago 90 dias antes do início. O valor da entrada não é reembolsável, mas, se for necessário cancelar, o crédito ficará para outra viagem e não expira. Também é possível transferir o crédito para outra pessoa. Depois do pagamento final, as penalidades para cancelamento são altas e é conveniente comprar um seguro de cancelamento, que, no caso da Backroads, é vendido para não residentes nos EUA, pela Travelex. O seguro custa mais ou menos  5% do valor da viagem.

Normalmente as viagens de bicicleta não passam por cidades grandes e sim pelo interior dos países e, sempre que possível, por estradas vicinais. 

O programa que fizemos foi de 9 dias (8 noites). Foram 5 noites no Vietnã e 3 noites no Camboja, tema da próxima postagem. Teve como exceção um primeiro dia de sigthseeing em Hanoi, que fez parte do post de 31 de janeiro.

Para ver os posts anteriores sobre essas férias, clique:
Dubai
Saigon e Hanói
Ha Long Bay


O pacote da Backroads, ao custo de USD 5980, começou em  Hanoi, em 29.12.13, a tempo para que oito amigos que passaram o Natal no Brasil chegassem, e terminou no dia 06.01.14, em Seam Reap, no Camboja. Essa viagem é muito boa para iniciantes, pois é bastante plana e os percursos não são longos. No valor do pacote estão incluídas as 8 noites de hotel, todas as refeições com exceção de um almoço e um jantar, os dois trechos aéreos e, lógico, toda a logística com as bicicletas.

O Pedal

Inciamos o pedal no segundo dia, quando partimos muito cedo de Hanoi para Hué. O voo saiu às 8:30. E fomos orientados a irmos vestidos com roupa para pedalar ou levá-las na mala de mão, pois começaríamos a pedalar a partir do aeroporto de Hué.

Pousamos por volta das 9:30 e encontramos as nossas bicicletas do lado de fora do saguão do aeroporto. As malas foram enviadas para o hotel e, depois de mais ou menos uma hora ajustando as bicicletas e recebendo orientações de como pedalar com segurança pelo Vietnã, estávamos prontos para iniciar viagem.



O nosso destino era o Hotel La Residence, instalado na antiga casa do governador francês, em Hué. O hotel, situado às margens do Rio Perfume, tem estilo e decoração art dèco com toques vietnamitas e está muito bem conservado. Tem uma piscina belíssima e um SPA ótimo, aliás, difícil dizer qual o melhor SPA da viagem.

O passeio de bicicleta não se limita só a ir de um local para outro, mas sim explorar a região. Assim, do aeroporto, seguimos para um percurso de 20.2 Km até o local do almoço e depois a opção era de mais 28 km até o hotel.

Toda a região no entorno de Hué, capital imperial do país entre 1802 e 1945, quando o último imperador, Bao Dao, entregou o poder aos Viet Minh, é rica em túmulos e templos imperiais e familiares. Os túmulos e templos familiares podem estar agrupados em cemitérios, mas estão também dispersos no meio de vilas, em pequenas propriedades rurais etc... Estão praticamente por todo o canto e impressionam tanto pela singularidade como pela beleza. É comum ver templos familiares enormes e muito ornamentados ao lado de casas bastante simples, algumas paupérrimas. A ideia parece ser investir no lugar onde se passará a eternidade onde se morará durante esta vida.


Logo na saída do aeroporto já nos deparamos com um desses enormes cemitérios. 



A seguir, pedalamos por meio de plantações de arroz em áreas alagadas, cruzamos a imensa lagoa Tam Giang, próxima da qual nos deparamos por diversas vezes com rebanhos de búfalos.




Por todo o caminho, por pequenas estradas, com muito pouco trânsito, na grande maioria restrita para motos e bicicletas, nos deparamos com o tempo todo com túmulos e templos entre pequenas vilas. 


A maior parte do percurso era plana e, somente muito próximo ao local do almoço, houve uma pequena subida do alto da qual se tinha uma bela vista de uma praia com vários barcos locais. Pena que o tempo não ajudou muito...


O almoço foi servido num café em frente a uma plantação de arroz, mas toda a comida foi providenciada pela Backroads e apenas servida ali, então não dá para recomendar.

Depois do almoço, a opção era de mais 28 km ou regressar ao hotel de van. Eu fui pedalando e  acho que só valeram a pena os 14 km primeiros dessa etapa, pois a parte final pela periferia de Hué não foi nada agradável.

A parte mais bonita dessa tarde foi a que compreendeu os primeiros 7 km. Seguimos por uns 5km pedalando ao lado de uma extensa plantação de arroz até a pequena cidade Phu Hai e 1.2 km depois passamos pela Cidade do Mortos, um enorme cemitério com uma túmulos coloridos a perder de vista.





Depois disso a estrada ficou mais movimentada e logo depois já se estava na preferiria de Hué. Portanto, pedalar nesta parte foi mais por fazer esporte do que pelo visual. 

Importante notar que durante o dia todo não vimos um único turista sequer e, depois, pesquisando na agência de turismo do hotel La Residence, pude me certificar de que realmente essa área rural e cheia de túmulos familiares não é explorada turisticamente – ponto para a Backroads!

Ao entrarmos na parte central de Hué, pedalamos por uma avenida às margens do Rio Perfume bastante arborizada e, apesar do trânsito, bastante agradável.


Nesse final de tarde, relaxamos no hotel e  lá jantamos. Embora incluído no pacote da Backroads, o jantar não era em grupo. Cada um podia jantar quando quisesse no restaurante do hotel. Aproveitei para jantar cedo com minha filha e descansar do longo dia, afinal no dia seguinte era passagem de ano. 

O  único restaurante do hotel serve o jantar no sistema buffet e a la carte. Eu me aventurei no buffet e achei bem fraco. Os amigos que pediram a la carte gostaram. 

A véspera do ano novo foi bastante movimentada. Saímos do hotel pedalando, às 9:00, para um percurso de 30 km que nos permitiu observar muitas facetas do cotidiano dos vietnamitas. Passamos por partes mais “contemporâneas” da cidade e também por pequenas vilas pastorais, cercadas de florestas de pinheiros e também pelos excessos e grandiosidade dos túmulos imperiais.




Os primeiros 2 km até cruzar o Rio Perfume e adentrar na parte fortificada da cidade (Cidadela) foram de pura aventura entre uma multidão de vespas e motos. No início sente-se um pouco desorientado, mas aqui também vale a regra do pedestre – siga o fluxo e  não pare, os demais desviarão!  

O caminho seguiu por dentro dos muros da cidadela e os da cidadela cidade proibida (ver abaixo), por mais 4km. Depois, seguimos por uma parte rural próxima à cidade, pela margem do Rio Bach Yen, onde vimos extração de areia de uma forma bem rudimentar.

Depois,  alcançarmos parte norte do Rio Perfume, próximo à Pagoda Thien Mu, localizada na vila de Huong Long e  também conhecida como a Pagoda da Fada do Céu, pois diz a lenda que no seu local  foi visto uma mulher que disse que deus iria construir ali uma pagoda para trazer prosperidade ao país. Construída em 1601 é uma das mais antigas de Hué e  a sua torre, de 1884, uma das mais altas do país e simbolo oficial da cidade. 



Nesse ponto, após 19.9km deixamos nossas bikes com o pessoal de apoio e embarcamos num barco típico chamado Dragão para um cruzeiro de  aproximadamente 0h40min pelo Rio Perfume. 



Quando chegamos ao outro lado do rio, nossas bicicletas nos esperavam para mais 12 km até o túmulo imperial de Khai Dim.


O percurso foi por áreas rurais e por pequenas vilas, sendo que depois de 5km paramos em  num local, na vila de Phu Cam, onde se fabrica incenso. Muito interessante o processo e, mais ainda, a agilidade do artesão, que faz uma média de dois mil incensos por dia.


Essa vila é famosa também pela fabricação dos cônicos e tracionais chapéus que trazem poemas escritos - non bai tho . 

De lá foram mais 9km até o túmulo imperial de Khai Dim, onde fizemos uma visita guiada. Esse mausoléu é um dos principais túmulos imperiais, cuja construção iniciou-se em 1920 e foi concluída em 1931.


Quase que inteiramente feito de concreto, a arquitetura mistura estilo asiático e europeu que acaba em um estilo único um tanto exagerado, mas bonito.


Depois de despendermos quase uma hora visitando o local e apreciando os detalhes, pedalamos apenas pouco mais de 1km até o restaurante Thao Nhi, onde almoçamos.

O local é muito bonito e a comida estava deliciosa. Vale a pena agendar a visita ao mausoléu num horário próximo ao almoço, para poder comer no local. O nosso almoço foi particularmente gostoso, pois os guias ainda nos surpreenderam com um pequeno show de música tradicional.




De volta à cidade de van, fomos diretamente para a cidade proibida, tomada pela Unesco, para uma visita guiada pelo sempre presente Dragon,+84913515369  (ver detalhes sobre esse ótimo guia na postagem de Hanói). 

O complexo da cidadela, aos moldes da arquitetura feudal do oriente, mostra o apogeu do regime feudal no Vietnã. A parte central da cidadela, chamada de cidade proibida (como Pequim) reservada somente a família real. Era formada por 40 prédios, mas foi praticamente destruída, restando apenas ruínas e uma fonte. O prédio mais visitado já restaurado é Palácio Thai Hoa, que era usado pelo imperador em recepções oficiais.




Esse é o programa número 1 da cidade e dá uma boa visão histórica do país.

De volta ao hotel, ainda houve tempo para nos preparamos (eu fiz uma massagem) para o jantar, que foi na casa do Sr. Vinh, neto de um mandarim. A casa  é uma construção típica das casas dos mandarins no início do século XX e o local onde se faz as refeições é totalmente aberto para um jardim cheio de orquídeas, bonsais e pequenos lagos com lótus, todo iluminado com velas. Para reservas contate diretamente o Sr. Vinh pelo email (camtrit@gmail.com)  ou pelo telefone (54 3527810).



O lugar é incrível, mas como não é propriamente um restaurante é necessário agendar com antecedência e de preferência em grupo. O local estava fechado somente para o nosso grupo e foi servida uma refeição de nove pratos. 




O menu, escrito em um leque, era um charme. A mulher do Sr. Vinh é quem prepara a comida e ele muito tímido, mas atencioso, cuida do salão com o auxílio de duas pessoas, e nos mostrou tudo, contando um pouco da história do local, restaurado por ele, que é arquiteto. As casas jardins como a do Sr. Vinh são encontradas apenas em Hué e estão ligadas a família imperial e seus altos oficiais.




Regressamos ao hotel por volta das 23:30, a tempo aproveitarmos a festa de Réveillon. Aliás, acho que sem o nosso grupo a festa não teria sido tão animada.

O hotel preparou uma festa que teve início às 20:00 com a dança do dragão, que vimos antes de sair para o jantar na casa do Sr.Vinh, coquetel, apresentação de música clássica, jantar servido em um bufê enorme e DJ ao final. 




Chegamos para a parte final e acabou sendo divertido animar a festa. O subgerente do hotel, Sérgio, que é brasileiro, nos recepcionou muito bem, não nos cobrou rolha pelos champanhes que levamos e, ainda, agradeceu nossa animação. Veja o simpático e-mail que nos enviou: 

"Vocês foram embora ontem, mas eu já fiquei com saudades. 
Espero que o passeio siga bem, e que o ano seja bem positivo para todos.

Aqui tem feito sol todos os dias, e a temperatura subiu um pouquinho.
A festa de reveillon já virou uma “lenda” por aqui pela animação da turma brasileira, coisa jamais vista antes por essas bandas.
Pode dizer pra Vitória e pra Angela que foi um prazer enorme jantar com elas, e que o pessoal do restaurante ainda hoje pergunta se é pra colocar mais chocolate na fonte.

A foto que prometi vai em anexo, espero que vocês gostem!
Grande Abraço,
Sergio"

Curiosamente e tristemente, após a contagem regressiva não há fogos de artifício, pois esses foram proibidos em todo o Vietnã após a guerra.  De qualquer modo a passagem do ano foi muito especial e diferente.

Rumo a Hoi An

No terceiro dia do pedal, nos despedimos de Hué às 9:00 rumo a Hoi An. O primeiro trecho foi feito de ônibus (1h30mim) até a Lagoa de Lap An, onde nossas bicicletas já nos aguardavam para um percurso total de 57km, que incluía uma subida de 11km pela passagem chamada oceano de nuvens (Hai Van).



Como sempre, é possível evitar uma longa subida, indo de ônibus, e foi o que optei por fazer. Do grupo, 10 pessoas aceitaram o desafio de ano novo.

O grupo todo pedalou 11.3km no entorno da lagoa, que abriga algumas fazendas de camarão e tem a passagem ao fundo. Quando a subida começou, parte do grupo enfrentou o desafio e parte pegou o ônibus seguindo diretamente para o topo para aproveitar somente a descida de 8km, que leva ao porto de Danang e proporciona belas vistas do Mar Meridional da China. 




Se a descida é gratificante até para aqueles que subiram de ônibus, imagino que seja um prêmio para os que pedalaram 11km morro acima.


















No entanto, a pedalada de 17km pela cidade, parte beirando a costa é monótona. Acabei por desistir dos 11km finais que, após cruzar a nova ponte suspensa, uma das recentes construções do país, nos levaria até o Resort Son Tra. Fui com algumas pessoas de van e lá almoçamos com vista para o mar, enquanto aguardávamos os que pedalavam.

Terminado o almoço fomos todos de ônibus diretamente para o hotel Nam Hai, nosso porto nos próximos dois dias.

O Nam Hai, situado na praia de Ha May, próxima a Hoi An é um show de bom gosto. O hotel é composto por 60 vilas individuais, implantadas em 6 em forma de U, o que proporciona que todas tenham vista para o mar. 

Oferece, ainda, 40 vilas de um a cinco quartos com piscina privativa,  Com certeza é de longe o mais bonito hotel de praia no qual me hospedei e não tem nada parecido no Brasil em termos de bom gosto, excelência de serviço e sofisticação sem agredir o entorno.

A área comum também é de extremo bom gosto e integrada ao local. Tem três piscinas enormes de frente para o mar, sendo uma aquecida, que não é infantil, mas é a única aberta para menores de 16 anos. Crianças têm ainda a sua disposição um kids club e bicicletas.

Há ainda dois restaurantes, ambos muito bons, academia, aulas de yoga e thai chi, quadras de tênis, badminton e basquete, e um SPA com oito bangalôs separados em volta de um lago. The Nam Hai Resort recebeu vários prêmios, por exemplo foi eleito o melhor resort da Ásia pelo famoso site Smart Travel Ásia. Também foi escolhido como um dos 10 melhores spas orgânicos do mundo pela revista Organic SpaCom tantas opções de lazer, difícil foi encontrar ânimo para pedalar no dia seguinte.

No dia primeiro de janeiro, chegamos ao Nan Hai por volta das 16:00 e, como o jantar seria lá mesmo, fui com uma amiga até Hoi An, para conhecer a cidade e verificar as tão faladas lojas que fazem roupas sob medida de um dia para o outro.

A cidade é considerada a mais charmosa do Vietnã e uma das mais antigas. Tem um centro, formado por pequenas ruas restritas a carros, preservado com construções dos séculos XV a XIX, muitas construídas com madeira rara e ornamentadas com lindos painéis de laca com entalhes tradicionais chineses. A cidade das lanternas como é conhecida é também um paraíso de compras.




Está situada às margens do Rio Thu Bon e foi um importante porto comercial entre o oriente e o ocidente no século XVI. Depois que o país se abriu ao turismo e a cidade foi tombada pela Unesco, tornou-se uma das cidade mais visitadas do Vietnã e é, por esse motivo, ao mesmo tempo acolhedora e cosmopolita. Há muito que se ver e comprar, mas se for por pouco tempo, como era o nosso caso, esqueça as compras e aproveite o local.




Eu me arrependi de ter perdido tempo com as compras, pois não é tão simples como apresentam. O grande diferencial é fazer roupas customizadas em 24 horas. No entanto, se tiver interesse em fazer roupas, recomendo que leve modelos que lhe sirvam bem e peça simplesmente que os copie. Caso contrário, terá de fazer várias provas que levam um tempo que, sinceramente, acho que pode ser  melhor aproveitado explorando a cidade. 

Eu não conhecia o sistema oferecido, que de fato atrai pelo preço e, se acertar a loja, pela qualidade, mas como não tinha levado roupa para ser copiaada acabei tendo que tirar medidas para camisas e vestidos e achei um stress as provas. A Backroads recomendou a loja Yali e a qualidade é de fato muito boa. O preço também é muito bom. Como exemplo, paguei USD 85 por uma camisa de seda feita sob medida. Eles também recomendam as lojas 09 Tran Hun Dao (sapatos e bolsas), Lac Viet (jóias) e 41 Le Loi (seda). Eu gostei da camisetas da Ginkgo, que tem lojas em várias cidades, de algumas criações e acessórios da Bã Ba e da variedade de roupas e coisas para casa da The Ô Collective

De volta ao Nam Hai, jantamos no restaurante The Restaurant, o mais refinado do hotel, que tem mesas internas e externas e serve comida ocidental e asiática. Mesmo que não se hospede no hotel, vale ir jantar, pois a comida é excelente e é um bom modo de conhecer o local. Faça um tour virtual pelo restaurante clicando aqui. 


This photo of The Restaurant at The Nam Hai Hoi An is courtesy of TripAdvisor

O quinto dia, como sempre começou às 9:00 e o programa foi, após um curto translado de ônibus, pedalar 38.7km até a remota doca Duy Hai, cruzar o Rio Thu Bon até Hoi An e de lá de voltar até o hotel. Optei por terminar o pedal em Hoi An, após 27km.   

A maior parte do trecho foi ao longo de campos de arroz, por vias com pouco tráfego entre vilas, cujos habitantes, como sempre, nos abanavam as mãos. Passamos por locais onde celebravam casamentos e por alguns velórios também: vida real bem próxima!


Da doca, onde pegamos o barco, era possível se ver o encontro do rio Thu Bom com o Mar Meridional da China. O trajeto de barco até Hoi An foi de aproximadamente 0:30min e é um dos programas oferecidos pelas agências de viagem da cidade, incluindo ou não bicicleta. Vale a pena!





















De volta a Hoi An, por volta da 13:00, preferi almoçar na cidade e fazer as provas das roupas, para poder aproveitar um pouco da piscina do hotel. Foi aí que constatei a chatice das provas, pois isso me tomou quase duas horas entre provar, aguardar o reparo, provar de novamente até ficar bom. Seria muito melhor ter explorado a cidade ou aproveitado o hotel.

Almocei com meu marido no The Cargo Club, um restaurante/bar,café recomendado por diversos guias de viagem, que de fato tem um apelo cosmopolita, mas achei a comida somente ok. Os líderes da Backroads recomendam, ainda, os seguintes lugares: Brother’s Café, Miss Ly Cafeteria, White Marble Wine Bar e Q Bar $ Restaurant, O folder do Nan Hai recomenda, além de alguns dos acima citados, os seguintes: Mango Room, Morning Glory, Bamboo Buddha e Streets Restaurant & Café.


Cargo Club.Obtida em: http://www.restaurant-hoian.com/index.php/en/restaurant-cargo-hoi-an/30-cargorestauranthoianvietnam2.html


Voltei ao hotel, após um pequeno passeio pela cidade sem, no entanto, visitar nenhum de seus prédios históricos, boa razão para voltar, pois são mais de 800 tombados pela UNESCO. Aproveitei a piscina com minha filha até às 18:00 quando tive novamente que ir à cidade para as última provas e encontrar o grupo, às 19:30, para uma aula de culinária que seria também nosso jantar. 

A aula foi ministrada no segundo andar do restaurante Morning Glory, que parece ser interessante, mas sinceramente, achei pouco produtiva e um pouco chata, mesmo para mim que tenho interesse no assunto. Sugiro que assista a uma se tiver de fato tempo sobrando o que não era meu caso.


No sexto dia, a opção era pedalar 25km pela manhã ou aproveitar o hotel, de onde saímos as 12:00 para almoçarmos em Hoi Na, no Mango Room, e de lá seguir para o aeroporto de Danang para pegarmos o voo para Siem Reap, no Cambodja.



Sem dúvida alguma não me arrependo de ter descansado e aproveitado o hotel. A aventura continua daqui a 15 com os últimos 3 dias de pedal pelo Camboja.







quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Instrutiva crítica do NYT sobre os restaurantes que servem a "nova cozinha nórdica" em Nova York. Confira.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Se o seu próximo destino é a Europa, fique atento ao prazo de validade do passaporte, é o que recomenda matéria da Folha de S. Paulo

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Já indicamos aqui a matéria do NYT sobre San Marino, mas quem ainda não viu ou prefere ver a versão reproduzida no Estadão, em português, confira.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A "Restaurant Week" de Nova York começa hoje e vai até 7.03. Ótima oportunidade para quem estiver na cidade para conhecer lugares bacanas por um preço mais em conta.
Confira o site do evento e não deixe de reservar. Enjoy!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Algumas vezes, trocar as atrações turísticas por outros lugares menos conhecidos pode te dar a vantagem de aproveitar mais o lugar, pagar menos e fugir da multidão. Dicas na Condé Nast.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sites muito úteis para descobrir como chegar ao destino escolhido. Saiba se precisará pegar um avião, trem, carona....Veja no caderno Viagem do Estadão.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Para quem tem crianças ou não, a Disney ao menos uma vez é o destino escolhido. Algumas dicas da Condé Nast podem ajudar.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Interessante a matéria do NYT, reproduzida pelo Estadão, que traz algumas novidades da Cidade do Cabo, eleita este ano Capital Mundial do Design.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dicas da premiada blogueira inglesa, Sasha Wilkins, para a Condè Nast, sobre a melhor maneira de fazer compras em Londres.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O Super Bowl é um evento que leva várias pessoas a NYC no inverno, embora existam inúmeros outros programas. Por isso, os editores da Condé Nast fizeram um artigo com mais 48 sugestões. Confira.