sexta-feira, 3 de maio de 2013

Foz não é só bom para estrangeiro

Você sabia que Foz do Iguaçu é o segundo destino mais procurado por estrangeiros que visitam o Brasil?

Cidade paranaense localizada na fronteira do Brasil com Argentina e Paraguai, Foz é tão visitada por estrangeiros porque abriga duas já eleitas grandes maravilhas: as  Cataratas do Iguaçu, uma das 7 Maravilhas da Natureza, e a Usina Hidrelétrica de Itaipu, segunda maior do mundo em tamanho e primeira em geração de energia, considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis. Os parques nacionais de Iguazú (lado Argentino) e Iguaçu (Brasil), que abrigam as Cataratas, foram também reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade, respectivamente, em 1984 e 1986.

Pois bem, essa cidade de enorme potencial turístico, com belezas naturais incríveis não está sequer entre os 10 destinos mais procurados por turistas brasileiros.  

O destino pode ser aproveitado tanto por aqueles que procuram tranquilidade como por aqueles mais aventureiros que, além de apreciar a vista das quedas, por meio de passeios pelas passarelas do parque, pretendem praticar rafting, rapel, arvorismo e escalada. Como a maioria das quedas se situa no lado argentino a vista do lado brasileiro é bem mais privilegiada e panorâmica do que do lado argentino. Vou contar como foi o roteiro da viagem com a minha família. Se gostar, use as dicas e não deixe de levar protetor solar, roupas leves, calçados confortáveis, para curtir melhor a viagem. 


Acho que a cidade deveria receber mais investimento, já que tem todo esse potencial turístico. Na minha opinião, ela é feia e sem charme. Muito embora tenha estado lá diversas vezes a trabalho, oportunidades nas quais aproveitei para conhecer seus principais pontos turísticos, somente encarei uma viagem familiar no feriado da Páscoa deste ano (2013). Fiz isso porque ouvi falar muito bem do Hotel das Cataratas, que foi totalmente reformado em 2009 pela Orient-Express, que atualmente o administra.

Adorei a reforma que fizeram, preservando sua arquitetura e optando por uma decoração sóbria de época. Eu já havia me hospedado nesse hotel quando pertencia a rede Tropical, da Varig. Era decadente, mas tinha charme e a localização que compensava. Assim, não tive dúvidas quanto a qual hotel escolher nessa nossa visita.  Posso dizer que agora está muito melhor.

A localização e o sossego são imbatíveis, ao menos para o meu modo de viajar. Também me encanta um hotel com uma piscina linda, sem música barulhenta e monitores idem. Mesmo tendo ido com um adolescente e três crianças, não hesitaria em ficar lá novamente, apesar de não oferecer nem um pequeno playground. Talvez não seja a melhor escolha para você,  mas Foz oferece uma variedade de hotéis, para todos os gostos e bolsos.

É importante ter em mente que, ao escolher ficar no Hotel das Cataratas, você estará hospedado dentro do parque e isto tem algumas vantagens, mas também desvantagens.  

Como vantagem, além da vista privilegiada das quedas, você terá o parque só para você antes de abrir para os visitantes e também após fechar. O hotel oferece inclusive um passeio noturno, exclusivo para os hóspedes, nas noites de lua cheia, para ver o arco íris lunar.    


A desvantagem é que dependerá do transfer (gratuito) do hotel até a saída do parque para tudo. É na saída também que está localizado o estacionamento do hotel, caso você alugue um veículo, o que eu recomendo.

Como todo hotel de luxo não só o preço das diárias é salgado. Do buffet do almoço  no restaurante Itaipu ao suco na piscina, tudo é bem caro. Pense também que, por conta da distância, se estiver hospedado lá dificilmente deixará o hotel, principalmente na hora do jantar. Faça as contas pensando que provavelmente não fará refeições em outro local, principalmente se não tiver alugado um carro. 

Para reservar, você pode optar por fazer diretamente pelo site da Orient Express ou por outro qualquer, mas se for cliente platinum da American Express, consulte-os, pois eles têm duas amenidades que no nosso caso foram aproveitadas: late check out (saída mais tarde) e transfer de retorno para o aeroporto.

Os preços altos dos serviços também são os praticados pela Iguassu Experiences, que pertence ao hotel. Além de alugar um carro, considere também fazer as suas próprias reservas pela internet, que foi como fizemos, com exceção do Macuco Safari, que, como os demais programas oferecidos dentro do parque, pode ser feito por essa agência pelo mesmo  preço.


Foto de http://www.macucosafari.com.br/br/macuco-ecoaventura
Macuco Safari é uma atração imperdível. O informativo do passeio explica: a trilha do Macuco começa com um trajeto de 3 km selva adentro. Uma carreta é puxada por um jipe elétrico e os guias contam histórias e curiosidades sobre a fauna e flora local. Depois disso tem uma caminhada de 600 metros por uma trilha que permite contato direto com o meio ambiente. A última etapa e também a melhor, é a subida pelo Rio Iguaçu em direção à Garganta do Diabo em barcos infláveis bimotores. 
É adrenalina garantida.




Os demais passeios oferecidos  dentro do próprio parque, sãoTrilha do Poço Preto, Passeio das Bananeiras, Voos Panorâmicos Helisul e atividades de aventura como arvorismo, rapel, escalada, rafting etc...  

Use a agência do hotel  para esses passeios e para os demais, fora do parque,  compre os ingressos antecipadamente pela internet e se locomova de carro.  

As distâncias são longas e eu achei o valor dos traslados um non sense de caro. Por exemplo, a Iguassu Experiences cotou por R$ 160,00 a ida do hotel ao Parque das Aves, fora os ingressos, que custam R$ 22,00. A questão é que o Parque das Aves, fica a menos de 200 metros da entrada do parque para a qual o hotel disponibiliza traslado gratuito a cada 20 minutos! Ou seja, pediram R$ 160,00 para algo que não custa nada.


Depois de cotar os outros passeios que estávamos interessados em fazer, não tive dúvidas de que reservar um carro seria a melhor opção. A cidade é muito bem sinalizada e não há porque ficar dependendo de transporte terceirizado. O aeroporto tem balcão das principais locadoras do Brasil, mas essas não disponibilizavam carro grande. 


Como éramos sete pessoas, alugamos uma Safira da Loumar Turismo, com cadeirinha, GPS e a carta verde (seguro exigido entre países do Mercosul para cruzar a fronteira) por 2 dias e pagamos R$ 900,00 A agência nos entregou o carro no estacionamento do hotel, mas poderiam ter entregue no aeroporto ou qualquer outro local. Por conta da quantidade de malas, contratamos com essa agência o traslado de ida do aeroporto para o hotel, que nos custou R$ 70,00. O hotel havia nos pedido R$ 200,00 para esse mesmo serviço.



A Loumar é uma agência de viagem, então, mesmo que não vá alugar um carro, cote com eles os passeios e compare com os da Iguassu Experiences. Fizemos todas as cotações, na Iguassu e Loumar, por e-mail e funcionou bem. 




Partindo de São Paulo, TAM e GOL têm voos diretos. A TAM tem voos saindo de Guarulhos às 7:20, 13:35 e 23:55 e um de Congonhas as 14:43. A GOL só oferece voos de Guarulhos às 11:15, 15:35 e 19:30. Ou seja, se quiser aproveitar o dia da chegada terá que optar pelo voo que pegamos, saindo às 7:20 e chegando às 8:50.


Aproveitar o dia da chegada significa economizar uma diária de hotel, pois se embarcar nos demais voos não terá tempo de fazer nenhum passeio no dia da chegada. Tenha em mente que os bons hotéis são caros e por isso vale a pena sair cedo da cama.


Os voos de retorno também não ajudam muito. TAM tem voos saindo de Foz com destino a Guarulhos às 6:00, 9:30, 13:15 e 20:12. Os da Gol decolam às 12:43. 14:35 e 19:30. A TAM tem um com destino a Congonhas às 16:07. Desta forma, na volta vale o mesmo raciocínio da ida, se optar pelos voos da manhã não poderá aproveitar o dia da volta, o que significa que pagou a diária da noite anterior somente para dormir. As melhores opções são os voos das 19:30 da GOL e das 20:12 da TAM, a nossa escolha.



Tendo emitido o primeiro voo de ida e o último de volta, ficamos três dias inteiros em Foz e pagamos apenas duas diárias de hotel. Como esses voos são os mais concorridos, os bilhetes mais baratos se esgotam logo. Programe-se com antencedência de no mínimo seis meses para conseguir bons preços e lembre-se de que, ao menos por enquanto, o programa fidelidade da TAM lhe dá direito de voar por 10 mil milhas se tiver assento disponível no voo. Pode ser uma boa opção se não tiver programado a viagem com antecedência. 

Para se ter uma ideia, eu emiti os bilhetes de ida em novembro para voar em março, e paguei R$ 173,00 com taxas, mas na mesma oportunidade o preço do bilhete de volta já custava  mais de R$ 700,00. Assim, aguardei os três meses que a TAM exige para emissão de voos nacionais com os pontos do programa e obtive os trechos da volta todos em milhas.

Quanto às diversas atividades oferecidas dentro do parque, tudo depende da sua disposição e gosto por aventura. Tem várias opções para todas as idades e bolsos. Como estávamos com três crianças e sem muito tempo, fomos todos juntos apenas ao Macuco Safari e meu marido e enteado de 16 anos se divertiram fazendo rapel em um paredão de 60 metros.



Além dos passeios dentro do parque, acho que é imperdível a visita a Itaipu. Eles oferecem dois roteiros: um panorâmico (de hora em hora, das 8:00 às 16:00, com duração de 1:30) e outro que inclui também as instalações internas (com duração de 2:30), mas só é permitido para maiores de 14 anos. Assim fizemos o panorâmico. Verifique horários extras para feriados.

Lembre-se  de que também é possível se fazer passeio pelo reservatório a bordo do Kattamaram. A agência disponibiliza, ainda, circuitos especiais, a pedido de grupos fechados de passageiros. O barco os levará até a imponente barragem da Itaipu Binacional, que tem 7.760 metros de comprimento e “une” o Brasil ao Paraguai. Dá para combinar esse passeio com o Macuco Safari e pagar um só ingresso. Não fizemos isso, mas vale considerar.


Dentro do complexo de Itaipu, você pode se programar para visitar o Refúgio Biológico, cujo roteiro segue com uma caminhada de 2 km numa trilha em meio a floresta nativa e envolve lições de educação ambiental. No local podem ser observados mais de 960 gêneros de plantas e 50 espécies animais como jaguatirica, jacaré, gavião, urubu-rei, quati, arara-vermelha, jabuti, coruja, serpentes, macaco-prego e a onça pintada. A visitação pode ser feita diariamente com exceção das terças-feiras, às 8:30, 10:00, 14:00 e 15:30 e tem duração de 2:30, com horários extras nos feriados.  Compre antecipadamente os ingressos, pois se esgotam com frequência.

Tenha em mente que Itaipu fica distante das Cataratas e da maioria dos hotéis. Programe-se para levar no mínimo 30 minutos para se locomover e é sempre bom chegar meia hora antes da programação comprada. Eles têm outros atrativos que eu não visitei, mas dá para passar o dia todo lá. Se achar melhor, programe meio período e se for a tarde, pode prolongar e ficar para o espetáculo de luzes, que acontece sextas e sábados às 20:00. Todos os passeios são pontuais e organizados.

Nós usamos o dia da chegada para andar pelas passarelas do Parque e ver de perto a atração principal e, depois do almoço, rumamos para Itaipu, para a visitação das 16:00.

O segundo dia da viagem tinha sido programado para visitar o Parque da Aves de manhã e, a tarde, o Parque das Cataratas do lado argentino, onde eu tinha estado uma vez há muitos anos. Infelizmente somente o programa da manhã deu certo.

Chegamos ao Parque das Aves às 10:00, depois de pegar a van do hotel até a entrada do parque e caminhar até lá (=/- 200 m). O parque é um centro de conservação de aves que merece ser visitado. 





Por volta das 11:20, munidos das autorizações de viagem, já que iríamos sair do Brasil, pegamos o carro rumo ao lado argentino e nada mais correu como planejado. Para começar, aguardamos mais de uma hora na fila para cruzar a fronteira.


Depois, quando já estávamos a cerca de cinco quilômetros da entrada do parque, fomos parados por um guarda do parque que nos disse que não havia mais disponibilidade para estacionar carros particulares. Voltamos então mais ou menos uns 10 km até um hotel e pedimos um táxi para nos levar. Para nossa surpresa já não haviam mais guardas a impedir os carros e vários lugares no estacionamento. Bom....OK! 

Entradas compradas, vimos que para ir até a passarela da Garganta do Diabo (a grande atração) era necessário pegar um trem do parque. Aguardamos cerca de 15 minutos e achamos que estava tudo resolvido. Para nossa surpresa, o trem só faz o percurso até uma segunda estação, onde se pega outro trem para a Garganta do Diabo. A fila era de mais de uma hora, mas mesmo assim resolvemos aguardar, afinal já estávamos lá.

A fila demorou 1:40 e qual não foi nossa surpresa quando chegamos na estação da Garganta do Diabo? Havia uma fila de mais de duas horas para ter acesso à passarela! 


Impossível aguardar tanto tempo em tamanha desorganização. Descobrimos, ainda, que o parque tem capacidade para três mil pessoas e que naquele dia (sábado da semana santa) havia  recebido mais de doze mil visitantes. Um escândalo a falta de informação. 

Assim, depois de mais de duas horas de fila somente no parque, tivemos que enfrentar outra de volta por mais quarenta e cinco minutos sem ver as quedas nem de longe. 

Diante do ocorrido, se for ao lado argentino, recomendo que se informe bem no seu hotel sobre as condições, a exemplo se é feriado local, que foi o que se deu na nossa visita. O feriado argentino se estendia até a terça feira pós Pascoa, o que levou um grande número de argentinos a viajar.

Famintos, paramos na volta para almoçar/jantar no Restaurante Acqua, em Puerto Iguazú, que me foi recomendado por amigos e que valeu a visita. Ótimas empanadas, vinhos argentinos para todos os bolsos e pescados de rio, além das carnes, é claro.

Como saímos do restaurante por volta das 20:00 e estávamos exaustos não conseguimos parar no Duty Free da fronteira que alguns amigos me recomendaram.


No domingo, nosso último dia, fizemos o passeio do Macuco Safari às 10:00 e  depois aproveitamos a piscina do hotel por toda a tarde. 




Eu gostei da viagem e as crianças se divertiram muito, apesar da confusão do sábado. Acho, contudo, que com um dia a mais teríamos aproveitado melhor.  Ou seja, é uma ótima opção para feriados de quatro dias. Se tiver pique para compras no Paraguai e quiser relaxar a beira da piscina, pode ser, quem sabe, um destino de férias de uma semana.





sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mendoza em 3 dias: ótimas paisagens e vinhos melhores ainda

Para quem gosta de vinho, Mendoza, na Argentina, é uma ótima opção de viagem. A localização próxima, a qualidade dos vinhos, que surpreende, e a paisagem do entorno, faz valer a pena colocar a região nos seus planos de viagem.

Eu estive lá em duas oportunidades. Fiz uma viagem de bicicleta no Reveillon de 2008/2009 e outra com a confraria feminina que mantenho com amigas desde 2005. 

A primeira visita foi organizada pela Auroraeco, que tem roteiros de bicicleta na região desde a sua fundação. Como era Reveillon, o roteiro foi modificado e ficamos hospedados apenas no Hyatt e na Bodega Salentein, enquanto que  no roteiro habitual, a hospedagem nas vinícolas é privilegiada. Ainda fiquei uma noite com minha família no Casa Tapiz, no final da viagem, para esticar um pouco a estadia.

A segunda viagem, cujos detalhes vou dividir com você, foi totalmente dedicada ao vinho. Assim, se esse é um tema de seu interesse, acho que vai gostar das dicas.

Todo o roteiro foi desenvolvido por nós da confraria, em conjunto com a agência local Mendoza Holidays, que nos atendeu muito bem e recomendo. Não tivemos muito tempo ocioso nesses três dias e conseguimos visitar quase todas as vinícolas “tops” que recebem turistas. Se for, consulte a programação regular da Mendoza Holidays ou peça que customizem o roteiro, incluindo o que for do seu interesse. Lembre-se de que na maioria dos roteiros prontos são oferecidas visitas às vinícolas mais populares e mesclam as de boa qualidade com outras nem tão boas assim. 

Por exemplo, as bodegas Andeluna e a Ruca Malen, que conheci quando fiz o roteiro da Auroraeco, têm vista linda e bom restaurante, mas os vinhos são fracos. Já a bodega Zuccardi, onde também estive em 2009, tem vinhos melhores (mas não tops), um restaurante bonito e extremamente bem montado, mas achei o serviço horrível e as carnes do assado argentino pobres. A Salentein, visitada em ambas viagens, embora fabrique vinhos que considero apenas bons, vale a visita pela arquitura e pelo museu que sedia. 


Ou seja, o roteiro a ser escolhido vai depender muito do seu interesse por vinho. Eu acho que acertamos muito bem na viagem da confraria, com exceção de um almoço no Clos de Chacras, cuja  visita considero não ter valido a pena, quer seja pela comida, quer seja no quesito vinho.

Essa viagem, com a participação de 17 confreiras, foi realizada no mês de novembro de 2011, mas dá para ir em qualquer época do ano. Quase nunca chove por lá,  mas a temperatura varia muito entre o inverno e o verão. Fomos numa quarta-feira para Buenos Aires onde passamos a noite para podermos pegar o primeiro voo da manhã seguinte para Mendoza. Retornamos no domingo de manhã com conexão imediata para São Paulo. Vale a pena dormir em Buenos Aires na ida para não perder o dia da chegada. 

Foram três dias intensos, mas você pode se programar para seguir nossos passos de uma maneira mais tranquila ou aproveitar um feriado de quatro dias, p.exemplo, da mesma maneira que nós. Lembre-se que a maioria das vinícolas está localizada nos distritos de Lujan de Cuyo, próximo à cidade, e no Valle do Uco, há quase 100 km. O roteiro abaixo foi pensado de forma a melhor aproveitar ambas as regiões. 

Do aeroporto, onde o guia nos aguardava, seguimos direto para a vinícola Alchaval Ferrer, na região vitivinícola de Luján de Cuyo. Lá, além de fazermos uma visita guiada pela vinícola, degustamos os vinhos Malbec Mendoza e Quimera, os Finca Mirador, Altamira e Bela Vista. Os vinhos são todos ótimos e sempre premiadíssimos.


De lá seguimos para um almoço de quatro passos na Terrazas de Los Andes, acompanhado somente de vinhos Cheval des Andes, que é produzido em conjunto com o produtor do Cheval Blanc. 

O almoço foi no restaurante Epi-Curious, que fica dentro do La Casa Terrazas, uma pequena pousada dentro da vinícola. Fomos todas acomodadas numa grande mesa da sala de jantar com vista para o lindo jardim, onde, após a refeição, foram servidos o vinho de sobremesa e o café. De lá, seguimos para a cidade de Mendoza para fazermos o check in no hotel Park Hyatt.


O dia ainda não tinha acabado. Às 20:00 saímos para provar um jantar de três passos, no restaurante Terruño, do hotel Club Tapiz. Embora o restaurante seja bom, acho que é uma melhor escolha se for para almoçar. A noite se perde muito da vista e do jardim do local, sem contar que o bom bife de chorizo que servem, cai melhor no almoço. 

Se fosse refazer este roteiro, iria nessa noite ao restaurante Nadia O.F., que a mulher do proprietário da vinícola O. Fournier tem nos arredores de Mendoza, e deixaria o Terruño para o almoço do sábado, no lugar do Clos de Chacras que, como já disse, não gostei. 


O segundo dia foi dedicado ao Vale de Uco. Saímos do hotel as 9:00, diretamente para uma visita e degustação na vinícola Pulenta Estate, que tem uma cave subterrânea, com sala de degustação, incrível. A degustação foi de dois tipos do vinho Pulenta Estate, mais os vinhos Gran Pulenta, Pulenta Estate Gran Corte.

A arquitetura da vinícola Salentein e o Museu Killka, que fica dentro da propriedade, valem a viagem e, por isso, fomos até lá. Quanto aos vinhos, considero-os apenas ok. Provamos o Salentein Reserve, o Numina e dois tipos do Primus. 

O ponto alto do dia foi o almoço no restaurante Urban da vinícola O.Fournier. O menu de seis passos, preparados pela chefe Nadia Harón, nesse outro empreendimento, estava maravilhoso, e a arquitetura do prédio, um bloco de vidro com os Andes a seus pés nos deixou boquiabertas. O almoço foi acompanhado dos diversos vinhos da linhas BCrux e ACrux (Blend e Malbec) e também do O Fournier (blend). Esse último vinho eles não incluem no preço da degustação, mas se pode pedir a parte, que foi o que fizemos. De lá voltamos para Mendoza. 


Nosso jantar  nessa segunda noite foi no  restaurante do hotel Cavas Wine Lodge. O menu de três passos agradou, mas, depois do almoço dos deuses no Urban, não empolgou. Mesm assim, como o local é lindo, vale a visita.


No terceiro e último dia voltamos de manhã a Luján de Cuyo para uma visita à vinícola Catena Zapata, que é um ícone local e não pode deixar de ser vista. Eu particularmente acho a arquitetura piramidal bem feia, mas não há como se negar que os vinhos são excelentes e a vista também. 



Depois da visita à cava, foi degustada uma variedade dos vinhos Catena Alta e Angélica Zapata e um Nicolas Catena Zapata, que adquirimos fora do programa para lá mesmo experimentarmos.

Ainda antes do almoço, seguimos para a visita à vinícola Alta Vista, onde provamos os vinhos Single Vineyard Temis,  Alizarine,  Serenade,  Terroir Selection, Atemporal Blend e Alto. Além dos vinhos premiadíssimos e deliciosos, a vinícola está situada numa construção antiga, muito bem preservada que nos desnuda o contraste com os modernos prédios visitados nos dias anteriores. Lá é possível adquirir também azeites de ótima qualidade. 



O almoço foi no restaurante Clos de Chacras que, além de fora de mão, serve comida e vinhos medianos. O ambiente simpático agrada à primeira vista, mas decepciona depois. Como já disse acima, se fosse refazer o roteiro marcaria esse almoço no restaurante Terruño. 

Depois do almoço, visitamos e degustamos azeites na Fábrica de Azeite Laur. Outro passeio que só vale a pena se tiver com tempo de sobra. O local é bem turístico, com muitos visitantes e um pouco confuso. Tem um delicatessen que vende azeites, conservas etc...Nosso retorno ao hotel ocorreu por volta das 17:00. 

O jantar de despedida não poderia deixar de ser no Restaurante 1884, sem dúvida o melhor restaurante da cidade e um dos melhores de toda a Argentina, pertencente ao prestigidíssimo chefe Francis Mallmann. Comemos um menu de três passos que estava delicioso e provamos vinhos argentinos de alta  qualidade,  encerrando nossa maratona enogastronômica com chave de outro.

Domingo de manhã, rumamos ao aeroporto para o voo das 9:35, que nos permitiu fazer conexão em Buenos Aires às 14:35, para São Paulo. 

Esse itinerário com hotel, traslados, todas as visitações, degustações, almoços com os vinhos mencionados e todos os jantares (sem vinhos) nos custou USD 1399 por pessoa em quarto duplo. 

Como não é uma viagem cara e apenas 3 horas de voo, você pode se programar e usar qualquer feriado prolongado para fazê-la e conhecer os nossos hermanos. Então, SALUD!

Veja mais fotos:





terça-feira, 16 de abril de 2013

Escandinávia


A Escandinávia está na moda e por isso muitas pessoas estão planejando viagens para lá. Eu estive uma única vez na Dinamarca há muitos anos e, embora o roteiro não esteja nos meus planos de curto prazo, não há dúvidas de que a região é interessante. 

Por conta do restaurante NOMA, escolhido por dois anos consecutivos como o melhor do mundo, a curiosidade pela culinária local tem aumentado.
 
Assim, dentro da proposta do blog, gostaria de dividir com você a matéria de Alexandra Forbes, na  Folha de S. Paulo de 27/02/2013, intitulada ''Efeito Noma", caso esse seja o seu próximo roteiro.

Smaklig måltid!

"A região tem 5 restauramtes no ranking dos
 50 melhores do mundo."