sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Alsácia e Floresta Negra

por Jaqueline Furrier
colaboração de Mel Reis


A disputada fronteira entre França e Alemanha foi o nosso destino numa viagem de bicicleta realizada em setembro de 2012. Por falta de mais tempo para férias, fizemos um roteiro de apenas doze dias, incluindo cinco de bicicleta. 



Como já comentei em outra postagem, eu e meu marido gostamos muito de viagens cuja parte do percurso possamos fazer pedalando. Desde 2008 temos realizado uma viagem por ano que inclua essa atividade, apesar de a logística ser mais trabalhosa, pois sempre viajamos com nossa filha pequena e ela não pode participar.  

A viagem começou por Munique, cidade onde eu havia estado uma única vez há mais de vinte anos. Foi uma pena, pois merece ao menos três dias e nós só tínhamos um dia, por um erro de logística da minha parte.

O ponto de encontro da viagem de bicicleta começava em Mulhouse na França. De lá cruzaríamos de ônibus a fronteira alemã para pedalarmos por dois dias na região da Floresta Negra, antes de novamente retornarmos à França para pedalar três dias pela região da Alsácia.

Assim, como estávamos acompanhados da minha filha e tínhamos que deixá-la com a babá no hotel em que nos hospedaríamos na primeira noite do pedal, achei melhor começar a viagem pela Alemanha e escolhi Munique sem me dar conta da distância até o ponto de encontro com o grupo da Backroads, agência pela qual fizemos a parte da viagem que referente à bicicleta.

Quando comprei os tickets aéreos, achei, sem consultar os horários, que conseguiríamos ir de trem de Munique para Badenweiler, local do primeiro hotel da bike, mas essa opção se mostrou inviável, pois seriam duas conexões e seis horas de viagem.


Esse erro de logística acabou por nos deixar somente com um dia para visitar Munique, onde chegamos ao final da tarde de uma quinta-feira, após uma conexão em Frankfurt, e tínhamos que partir no sábado de manhã para Badenweiler, a 370 km, pois a viagem começava no domingo.

A viagem teria sido muito mais proveitosa se não tivéssemos optado por Munique. O melhor seria ter chegado por Frankfurt e ido de carro para Baden-Baden ou Stuttgart e depois seguido para Badenweiler. Acabou que foi corrido em Munique e não houve tempo para conhecer Baden-Baden, cidade sobre a qual já ouvi falar muito bem. Por isso, sempre é bom checar todas as questões logísticas antes de emitir os voos. 

Em Munique nos hospedamos no Vier Jahreszeiten Kempinski München, que é considerado um dos melhores hotéis da cidade. O prédio é antigo, mas totalmente remodelado e fica na Maximilianstrabe, um boulevard repleto de lojas sofisticadas. Fiz a reserva pelo booking e a cidade oferece muitos hotéis excelentes de todas as categorias e bolsos.

Como chegamos ao final do dia e ainda sem parte de nossas malas, que não foram despachadas pela TAM na conexão em Frankfurt, houve tempo somente para jantarmos. Fomos ao Atelier, um excelente restaurante 1*Michelin, que fica no tradicional Hotel Bayerischerhof, mas tem decoração moderna e serve cozinha contemporânea. Estavam excelentes tanto a refeição como o serviço.

No dia seguinte, diante das circunstâncias, não havia tempo para visitar nenhum dos maravilhosos museus da cidade. Optamos por fazer o percurso do ônibus turístico da Gray Line, para ao menos ter um panorama da cidade.

A Gray Line oferece dois percursos: um longo e um express. Pela manhã fizemos o longo e paramos no Palácio de Nymphenburg somente por 20 minutos, tempo suficiente para conhecer os jardins. De lá seguimos no ônibus para o Parque Olímpico, onde visitamos o aquário, legal, mas nada de especial, e também subimos na Torre Olímpica para apreciar a vista da cidade e dos Alpes ao fundo, uma vez que o tempo estava claro. Ao lado do parque fica Mundo BMW, uma mistura de museu, loja, restaurante, local de eventos e fábrica. De fato um mundo a ser visitado até mesmo por aqueles que não são fanáticos por carros. Pena que não tínhamos tempo.


Nesse ponto é possível pegar uma conexão da Gray Line para o Estádio Allianz, mas por conta da distância não fomos. Seguimos até o ponto seguinte de ônibus, e caminhamos pelo bairro boêmio e artístico de Schwabing , cruzando a arco Siegestor, até a Praça Odeon. 

Da praça pegamos novamente o ônibus que percorreu as avenidas, onde se situam a Universidade de Tecnologia e os grandes museus da cidade, até o Teatro Nacional que é bem central, no final da avenida do nosso hotel. Caminhamos até a famosa Haufbrauhaus, cervejaria fundada em 1589 e cheia de história, para almoçarmos uma típica comida alemã. Embora muito turística não dá para ir a Munique e não visitá-la.



Depois do almoço, seguimos caminhando pelo centro da cidade para apreciarmos a arquitetura da Marienplatz e da Prefeitura. Na praça, visitamos o Museu de Brinquedos. Depois seguimos para conhecer a Catedral e o Viktualienmarkt e, no final da tarde, paramos para mais uma cerveja em uma das muitas cervejarias espalhadas pela cidade.

Nessa noite jantamos no Dallmayr,  único 2*Michelin da cidade. Confesso que gostei mais do Atelier. O Dallmayr fica no segundo andar da delicatessem de mesmo nome, que ainda abriga um café-bistrô, aberto das 9:30 às 19:00. A comida era excelente, mas o ambiente sem charme. Eu acho que vale mais a pena ir ao bistrô no almoço e visitar a loja, com produtos gourmets locais e do mundo todo. Imperdível mesmo que não queira comprar nada.

No sábado, nosso terceiro dia de viagem, saímos por volta das 10:00 de Munique com destino a Badenweiler. Fizemos o caminho beirando o Lago de Konstanz. A primeira parte do caminho é monótona por uma autoestrada, mas depois se tem boas vistas do lago e dos Alpes suíços.

Paramos para almoçar no Schuppen 13, um restaurante delicioso a beira do lago, de frente a uma marina. Tem um ambiente interno charmoso e uma área externa bem casual. Bibi Gourmand pelo guia Michelin, fica aberto sem interrupção entre o almoço e o jantar, mas das 15:00 às 19:00 serve um menu mais curto. O local estava lotado de iatistas e famílias aproveitando o sábado ensolarado de final de verão e a comida excelente.

Depois do almoço, ainda faltava mais da metade do trajeto e depois de adentrarmos na região da Floresta Negra, as estradas ficaram bastante sinuosas. A paisagem, contudo, era bem atraente, formada de floresta densa de pinheiros e passava por diversos pequenos vilarejos encantadores.

Chegamos a Badenweiler, uma pequena cidade de águas termais, no final do dia. Hospedamo-nos no Hotel Römerbad, escolhido pela Backroads, mas não recomendo. O hotel que começou a ser construído em 1823 e foi finalizado no início do século XX, faz parte dos Hotéis Históricos da Europa. A arquitetura é bonita e tem uma piscina interna bem bacana, mas está muito decadente. Precisa urgentemente ser renovado e praticamente não tem serviço.

A cidade, que é estância termal, é agradável, mas, além das águas termais, não tem muito para se fazer ou ver. É somente uma boa localização para explorar a região sul da Floresta Negra.

Jantamos nessa noite no restaurante Hirschen, localizado em Sulzburg, a 12 km de Badenweiler. O restaurante da chef  Douce Steiner tem 2*Michelin e serve cozinha tradicional francesa. Vale a visita. Não é muito caro pela classificação que tem e estava lotado. Reserve. É possível também se hospedar nos poucos quartos no andar de cima, o que eu acho que teria sido uma ótima opção ao hotel de Badenweiler.

No dia seguinte pela manhã, cruzamos a fronteira da França para devolvermos o carro e encontrar o grupo da Backroads. Para nós não foi um problema ir devolver o carro em Mulhouse, mas é sempre bom ficar atento quando se faz opção de locação de veículo para devolver em cidades do interior, pois na Europa não há locadoras em qualquer canto e a maioria fecha nos finais de semana.

Encontramos o grupo e um dos guias, que nos levou de ônibus até Bauerhausmueseum, em Kirchausen, uma fazenda do século XVII, onde o outro guia nos aguardava com um super piquenique. Depois do almoço, fizemos uma visita guiada pela construção histórica da fazenda para conhecermos sua história, assim como de sua última moradora, Berta Schneider, que lá nasceu e viveu até morrer em 1986, aos 91 anos.

Acabada a visita, partimos de bike por subidas e descidas dessa parte mais sul da Floresta Negra, passando por vilarejos alemães, em direção ao hotel. Eram duas opções de percurso, uma de 29.2km e outra de 39.6km, e optei pela mais curta.

Quando chegamos à cidade estava tendo um festival de música na praça onde o hotel se localiza. Ótima desculpa para se comer um cachorro quente com cerveja. Delícia!

À noite nos encontramos no bar do hotel para um pequeno coquetel e apresentações, o que ocorre no primeiro dia em todas as viagens da Backroads. Depois, seguimos todos para jantar no Markgrafler Winzerstuben, uma típica taberna alemã, onde fomos atendidos pelo dono.

No dia seguinte, partimos pedalando rumo à região norte da Floresta Negra, depois pela região vinícola de Markgräflerland, até baixarmos para as planícies do Reno para cruzá-lo na altura de Breisach, onde almoçamos. Até esse ponto foram 38.1km do total de 74.4Km que faríamos nesse dia.




Nessa cidade tinha opção de transfer até o hotel, mas não queríamos perder a oportunidade de cruzar a fronteira, que ficava a apenas 2 km. Ao cruzar para França a primeira cidade que se encontra é a fortificada Neuf-Breisach, tombada pela Unesco. Depois o percurso seguiu na direção da cadeia de montanhas de Vosges, passando por uma extensa área agrícola do Reno. O legal é que boa parte desse percurso, tanto na Alemanha como na França, foi por vias exclusivas para bicicletas.

Em Sainte Croix em Plaine, depois de 58.1Km, havia outra opção de transfer para o hotel, mas segui pedalando até Rouffachlocal onde se localiza o  Hotel Chateau D’Isenbourg, local de hospedagem das duas próximas noites.



Minha filha já estava lá, aproveitando a piscina aquecida do SPA. O hotel também tem uma piscina externa, mas mesmo sendo aquecida estava frio para usar. Como sempre faço nessas viagens, ela havia seguido de Badenweiler até Rouffach de táxi com a babá. Peço indicação do táxi ao hotel ou aos guias e me sinto muito segura em mandá-la de um hotel para outro dessa maneira.

O Chateau D’Isenbourg fica no alto da cidade. Foi construído sobre adegas dos séculos XII e XIV e tem decoração do século XV. Pertence a rede de hotéis com selo Small Luxury Hotels e tem lindos jardins e restaurante com terraço com vista sobre a cidade, as planícies do Reno e de Vosges. É uma bela propriedade e recomendo, principalmente se quiser aproveitar a viagem para desbravar os vinhos dessa região.

O jantar em ambas as noites foi no restaurante Les Tommeries no próprio hotel, o que eu acho ruim. Na primeira  noite, podia-se pedir no quarto ou no restaurante quando quisesse, mas na segunda, o jantar foi com o grupo todo reunido. O restaurante é bom, mas nada de especial que valesse duas refeições seguidas. Arrependi-me de não ter ido ao restaurante Philippe Bohrer, que tem 1*Michelin e, segundo esse guia, serve uma comida gourmet simples, de produtos locais, em um ambiente do interior.

O terceiro dia de pedal era o mais longo. Opções de 36.9km, 55,7km e 89,8km. O começo foi por uma área rural do Vale do Reno, relativamente plana. Depois de 28.5km, paramos na Pastisserie Remy, em Soultz Haut-Rhin, para um café com éclair de chocolate para ganhar energia para continuar.


Depois de 5km começou os 2.5km de subida até a Abadia de Murbach, onde outro piquenique nos esperava. Também fizemos uma visita guiada pela abadia Beneditina, fundada em 727, que em meados do século IX tornou-se um importante centro intelectual, sendo que entre os séculos XI e XII foi um dos mais poderosos monastérios do Império Romano. Esse era o local da primeira opção de transfer de volta para o hotel.

Seguimos pedalando pelos sobe e desce dos pés dos Vosges, por meio de bosques e pastagens com rebanho de vacas, sempre muito verde, e depois por vinhedos até Rouffach, O percurso passou por Buhl e Soulzmatt, totalizando 55.7km. Quem se dispôs a completar os 89,8, fez um desvio a partir de Soulzmatt.

Aproveitei o fato de ter chegado mais cedo ao hotel para usar o SPA e visitar Rouffach em companhia de meu marido e filha. Antes de jantar no hotel, tivemos uma degustação de vinhos da Alsácia em uma vinícola próxima. Os vinhos da Alsácia são basicamente brancos, pois a única uva para vinho tinto permitida na denominação da região é o Pinot Noir. Para saber mais clique Rota de Vinhos da Alsácia. Eu gostei muito de tudo que provei. 

Mapa obtido em: http://daniel.tiefenbach.over-blog.com/article-sur-la-route-de-vins-d-alsace-63661185.html
Acesso em 16.08.13
O quarto dia da bike foi pela região vinícola da Alsácia. Pela manhã, seguindo a Rota do Vinho, no final da cadeia de Vosges. Passamos por pitorescas cidades como Voegtlinshoffen, Husseren les Chateau e Eguisheim. Essa última (11.1km) parece sáída de contos de fadas e tem um dos famosos mercados de Natal da Alsácia. Paramos por uma hora para explorar essa típica cidade medieval Alsaciana, toda florida e aproveitamos para tomar um café, na praça em frente da fonte da igreja.

De lá seguimos em direção a bem preservada Riquewihr  (28.6Km), local do almoço. Antes, passamos por Turckheim, Ammerschwihr.  Riquewihr e outra típica cidade da região, repleta de lojas e restaurantes. Aproveitamos  a parada  para comprar alguns vinhos. Fomos extremamente bem recebidos na Boutique Vini. Vale a visita e os preços são bons. 


Almoçamos num pequeno restaurante que servia tarte flambée, um tipo de “pizza” regional, mas por não ter nada de especial não gravei o nome. Melhor seria ter ido ao La Table Du Gourmet, que tem 1* Michelin e é muito prestigiado.

De Riquewihr havia opção de seguir de van para o próximo hotel, em Illhaeusern, ir pedalando até lá para um total de 42.3Km, ou fazer 52.3Km pela Floresta de Vosges, que foi nossa opção do dia. Para esse percurso, 8Km após passar por Zellenberg, seguimos em direção a Ribeauville e depois para Bergheim, Rorschwihr e St. Hippolyte, até se voltar ao mesmo ponto do desvio para seguir até o Hotel de Berges 

Ilhaeusern só vale a visita pelo hotel que é maravilhoso e abriga o restaurante Auberge d’Ille , 3*Michelin.

Nessa noite o jantar era por nossa conta e a Backroads nos ofereceu transfer até Colmar, cidade encantadora com mais de mil anos de história. Pena que chegamos lá já anoitecendo e não havia tempo para jantar e explorar a cidade, que vale ser visitada com calma. Se estiver de carro pela Alsácia, não deixe de reservar ao menos um dia para Colmar.

Jantamos no restaurante L”AtelierDuPeintre, 1*Michelin, na parte histórica da cidade e, para mim, juntamente com o Hirschen, de Sulzburg, foram as melhores refeições de toda viagem. Colmar conta com três restaurantes 1* e três Bibi Gourmands, pelo guia Michelin.

A pedalada da manhã, no quinto e para mim último dia de bike, foi ainda pela região vinícola da Alsácia. Do hotel seguimos rumo ao norte, passado primeiramente  por vales com plantações cultivados, a seguir retomamos a rota vinícola do dia anterior por meio de Bergheim, Rohrschwihr, St Hippolyte. Depois passamos por Orschwihler, Kintzheim, Chatenois, Sherwiller, Dieffenthal,Dambach La Ville, até chegarmos a Blienschwiller, para uma visita e almoço na vinícola Vin Spitz e Fils (26.3km).

A pequena vinícola familiar está situada num belo lugar e além da visita à cave e degustação, oferece local de hospedagem. O restaurante, junto à loja, é simples, mas a comida, composta basicamente de saladas, frios e antepastos estava deliciosa. 

Após o almoço seguimos em direção ao Castelo de Haut-Koenigsbourg, passando pela Floresta Comunal de Scherwille e Kintzheim para um total de 43.9km.

Visitamos por aproximadamente uma hora o castelo-fortaleza do século XII, que foi totalmente restaurado e se situa estrategicamente com vista para o vale.O local é uma das grandes atrações da Alsácia.




De lá era possível pedalar mais 14km ou 26km até o Hotel de Berges e escolhi a opção mais curta para aproveitar um pouco o final do dia com minha filha. O jardim do hotel, que fica à beira do Rio Ill, é lindo, cheio de macieiras e pereiras e sempre aparecem umas cegonhas, que, aliás, são muito vistas na Alsácia.

O jantar dessa noite era muito esperado, pois seria no Auberge d’Ile, mas decepcionou. O grupo ficou num salão separado e foi servido um menu de três pratos, queijo sobremesa. Pela minha experiência em outros restaurantes 3*Michelin, acho que o menu preparado para o grupo foi simplificado e não seguiu o requinte que se vê nesses restaurantes. Pena!

Como sempre, desencanei de pedalar na manhã do sexto dia e partimos, toda família, para Estrasburgo. O transfer da Backroads seria para lá também, mas por volta da 12:00 e minha filha não poderia ir conosco.

Saímos mais cedo e chegamos a Estrasburgo por volta das 11:00 da sexta-feira, e após deixarmos nossas malas no hotel  saímos, pois teríamos somente esse dia e próximo até o final do dia para explorar a cidade.

Hotel Cour Du Corbeau fica no centro histórico e se trata de uma construção do século XVI, totalmente remodelada. Adoramos!

O centro histórico de Estrasburgo é tombado pela Unesco. Pequeno e fácil de ser explorado a pé. Também pode ser visitado num pequeno “trem” que possibilita passar em pequenas vias.

Outra maneira bem legal de admirar a cidade é pela perspectiva do Rio Ill. O Batorama  sai do centro histórico, num deck próximo à catedral e possui barcos aberto e cobertos. Funciona o ano todo. E recomendo que faça o tour mais longo que navega pela eclusa e mostra a cidade além do centro histórico.

No primeiro dia, vistamos a catedral que é maravilhosa, percorremos algumas ruas em seu entorno e almoçamos no Yvonne, uma taberna que funciona desde 1873 e serve comida típica. Boa comida regional.

Depois do almoço, pegamos o trem para percorrer a área central e fizemos também vários trajetos a pé, além de visitar a Catedral. Deixamos o passeio de barco para a manhã seguinte por conta das filas. Compre com antecedência.


Nesse dia, jantamos no restaurante Buerehisel, que está localizado no Parque de L’Orangerie. Achei o fato de ser uma casa de fazenda transplantada para o parque interessante e por isso o escolhi. No entanto, achei sem graça o ambiente e a decoração e, além disso, a comida não impressionou. Melhor seria ter escolhido outra opção mais central, já que a cidade tem seis restaurantes da mesma categoria.

No dia seguinte de manhã, fizemos o passeio de barco, fomos ver a apresentação do relógio astronômico da catedral e ainda deu para passear mais pelo centro. A cidade mereceria mais um dia ao menos, para percorrermos seus parques e visitar os vários prédios de instituições internacionais que dão a ela o título de “Capital da Europa”. 

Depois do almoço, que foi a uma brasserie indicada pelo hotel, pegamos o TGV para Paris, de onde voltaríamos para o Brasil no dia seguinte.

Enfim. Embora um pouco corrido, foi tempo suficiente para se ter um bom panorama da região, que deixa evidente a forte influência alemã nesse canto da França, que merece ser visitado.

Mais fotos na nossa página do facebook.


domingo, 11 de agosto de 2013

O renascimento do porto de Namal em Telavive fez do local o segundo ponto turístico mais visitado em Israel. Confira matéria do NYT.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Para os que são fãs de Guerra dos Tronos e para aqueles que não são também! Veja o link.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Aspen e Região

por Jaqueline Furrier
colaboração de Mel Reis
 

A ideia desta postagem, sobre uma viagem que fiz a Snowmass no Carnaval de 2011, partiu de um e-mail com dicas que enviei a uma amiga há um mês. Ela está planejando uma viagem em família para lá, no final deste ano. A nossa foi de oito dias, mas se perde o dia da ida e da volta. Portanto, foram seis dias lá. 

Ela é mãe de crianças de cinco e oito anos e sua família vai se juntar a outra, também com crianças. Como nem todos gostam de esquiar, me perguntou se haveriam outros programas para adultos e crianças além do esqui.

Como em 2011 minha filha estava para completar 3 anos, meus enteados tinham 14, 11 e 7 anos e eu não esquio, achei que poderia ajudá-la com algumas dicas, que neste post divido com você leitor.


Na região de Aspen existem quatro áreas de esqui e snowboard: Aspen Mountain; Aspen Highlands; Buttermilk e Snowmass. Cada uma atrai um determinado público, mas são muito próximas umas das outras e é fácil se locomover entre elas.


Aspen Mountain. 
Mapa obtido no link. Acesso em: 07.07.13.
A cidade de Aspen é mais sofisticada, tem os hotéis mais exclusivos como o The Little Nell e St. Regis Aspen Resort, e também os melhores restaurantes, muitos dos quais filiais de Nova York. Suas duas montanhas, devido ao grau de dificuldade, são mais procuradas por esquiadores experientes, principalmente Aspen Mountain, que não tem nenhuma pista verde (as mais fáceis).


Buttermilk. Mapa obtido no link 
Acesso em: 07.07.13.
Buttermilk é muito frequentada por famílias e iniciantes, devido às características de suas pistas, mas isso não quer dizer que não atraia os mais experientes. Já sediou vários jogos de inverno e é o local escolhido por muitos atletas para treinar.

Snowmass, por seu turno, agrada todo tipo de esquiadores, devido à diversidade e quantidade de pistas. 



É lotada de brasileiros e tem muitas opções de hospedagem com custos bem variados, a maioria em condomínios de casas e apartamentos, com preços para todos os bolsos.

Snowmass. Mapa obtido em: http://www.aspensnowmass.com/en/the-power-of-four/maps
Acesso em: 07.07.13.








Eu fiquei com minha família no Timberline Condominiums. Na época esse foi o que encontrei com melhor custo benefício e gostei tanto do imóvel quanto da localização, bem no centro da cidade e com acesso direto às pistas (ski in and out), atendendo os que esquiavam e os que não esquiavam.

O apartamento tinha três quartos, sendo um suíte, sala grande com cozinha integrada, e serviço de hotel. Esse mesmo condomínio tem apartamentos de um e dois dormitórios.

Eu fiz a reserva por meio de uma agência, que usou a operadora Maktour, mas é possível reservar diretamente com essa operadora ou tentar pelo site do condomínio.

Se for fazer a reserva por um site de reservas de hotel fique atento, pois se inserir o mesmo nome no Booking, por exemplo, o site direciona para outro condomínio (o endereço é diferente). O que fiquei está no link acima.

O melhor hotel da cidade é o Viceroy que também tem apartamentos studio, um, dois, três e quatro quartos. Tem também um excelente restaurante Eigth K, onde jantamos na última noite.

No aeroporto de Aspen só pousam aviões pequenos e a passagem pode custar muito mais caro. Cheque os voos para Eagle, que fica à uma hora e meia de viagem e tem muito mais opções das principais companhias aéreas.

Nós voamos de Continental Airlines via Houston, mas há várias opções por outros hubs dos Estados Unidos.

Mapa obtido em http://www.aspensnowmass.com/plan-your-vacation/getting-here Acesso em: 07.07.13
Para não ter que dirigir de Eagle até Snowmass e melhor acomodar as malas, reservamos um transfer de ida e volta e alugamos um carro lá somente para os dias que precisamos. Usamos a empresa Snow Limo, que faz traslado para qualquer número de pessoas.

Todas as principais locadoras de veículos têm quiosque no aeroporto de Aspen, que fica a 13km do centro de Snowmass e o condomínio oferecia transfer gratuito para lá. Isso, aliás, pelo que pude perceber, é uma regra.

Eu não esquiei. Já tentei outras vezes e não é minha praia. Meu marido e enteados, todos iniciantes, fizeram aula particular, cujo pacote que incluía o aluguel de equipamento foi adquirido diretamente com a administração da área de esqui, que é comum a todas as quatro montanhas e tem uma escola chamada Ski &Snowboard Schools of Aspen/Snowmass. Essa escola tem também aulas em grupo para todas as idades e por conta da grande quantidade de brasileiros que frequentam essa estação de esqui, muitos professores falam português.


O pacote que incluía três dias de aula particular, aluguel de equipamento e esqui lift para cinco dias, para os quatro, custou USD 3.770,00. Deixamos o sexto dia livre e fizemos bem, pois todos estavam cansados.

Para quem não esquia não há muitas opções em Snowmass durante o inverno. No centro de convivência da estação tem um pequeno playground para os pequenos e no centrinho algumas lojas, a maioria voltada para roupas e equipamentos de esqui. Aspen, por seu turno, tem mais opções de compras.

Aspen também tem mais opções de bons restaurantes e entre os mais famosos estão o Ajax Tavern e o Il Mulino Aspen, ambos no pé da Aspen Montain. A eles se juntam o Matsuhisa, de Nobu Matsuhisa, mesmo dono do Nobu, e o Element 47, no hotel Little Nell.

Em Snowmass as opções são mais casuais, mas agradam. Além do Eight K, já citado acima, fomos à Steak House Wildwood Lodge e ao Artisan.

Todos os lugares podem ser reservados pelo site OpenTable e eu recomendo que faça, principalmente na alta temporada. 

Enquanto um parte da família praticava ou tentava esquiar, fui com minha filha andar de trenós puxados a cavalo.  Fiz pela empresa T Lazy 7, que também oferece aluguel de snowmobile, mas há outras na região. Pelas buscas que fiz para escrever este post achei interessantes também os seguintes sites: Aspen CarriageMaroon Bells.


Outros programas que me pareceram incríveis, mas não consegui fazer são: ir ao restaurante Pine Creek Cookhouse para jantar, usando trenó puxados a cavalos e  fazer uma refeição no restaurante Kraboonik, chegando ao local com trenó puxado a cachorros, 

Como meus enteados tinham créditos do Natal para adquirir eletrônicos e em Aspen não encontramos à época nenhuma loja, nem mesmo Apple (até hoje pelo pesquisei e não tem), aproveitamos o sexto dia da viagem para ir até Glenwood Springs, onde tem um Walmart. Essa cidade fica a mais ou menos 60km de Snowmass.

Depois de uma manhã de compras com os garotos, almoçamos no The Pullman, para comemorar o aniversário de sete anos da minha enteada. A cidade, que tem águas termais, é simpática e o restaurante que fica em frente ao rio Colorado, idem. 

O ponto alto do dia, ao menos para mim e meu marido, foi, no retorno, conhecermos a Catherine Wine Store, sobre a qual tínhamos lido a matéria na revista Aspen Sojourner.

Quando chegamos ao endereço, uma pequena liquor store junto a um posto de gasolina, levamos um susto e achamos que tínhamos errado. Olhamos nas prateleiras, que dispunha bons rótulos, mas nem de longe faziam jus à matéria. Quando indagamos a respeito, a pessoa do caixa me disse “you're talking about the good stuff” e chamou, pelo que entendi, a braço direito da proprietária.

Super simpática, ela nos levou de carro ao armazém, que fica a uns 5km e aí outro susto - vinhos maravilhosos, a maioria em caixas que tínhamos que abrir quando queríamos examinar uma garrafa. Uma surpresa em tanto por ótimos preços. O dia acabou sendo muito mais agradável do que poderíamos imaginar.

Como nos Estados Unidos os serviços funcionam muito bem, considero que a região é uma ótima experiência para os iniciantes ou não no esqui e que mesmo que não vá esquiar terá outras formas de se divertir.

Também vale conferir sugestões da Condè Nast

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Feriado no Beach Park

por Jaqueline Furrier
colaboração de Mel Reis
 


Tenho a proposta de uma vez por ano fazer uma viagem só com minha filha, hoje com cinco anos. Para acomodar essa curtição no meu calendário anual de férias, não pode ser nada muito longo, mas tem que ser tempo suficiente para que possamos dividir algumas aventuras e para que eu possa, mesmo fazendo programas infantis, apresentar o mundo do meu particular ponto de vista.



Isto pode ser um desafio, pois não consigo me sujeitar a muitos programas que todos me dizem que crianças adoram e que é um sossego para os pais. Um exemplo disso são os grandes resorts com monitores e atividades sem fim para crianças e adultos também. 

Nada contra infra estrutura e opções de lazer, mas isso muitas vezes significa música alta de mau gosto na piscina, restaurantes somente com opção de buffets e crianças dos outros correndo de um lado para outro do café da manhã ao jantar. Para mim um horror!

Muitos amigos e minhas irmãs sempre teimaram em me dizer que eu não escaparia. No entanto, como sou teimosa e gosto de desafios, mesmo nessas viagens, que faço somente eu e minha filha, ainda não me sucumbi, ao menos totalmente, ao esquema  “resort”.

No ano passado essa viagem de “meninas” foi uma visita de quatro dias à Disney. Ficamos dentro do complexo Disney e somente fomos às atrações que interessavam a uma menina de quatro anos, sem nenhum dia de compra em Orlando. De lá, seguimos para  mais quatro dias em Vermont para visitar uma amiga querida, onde minha filha brincou com cachorros, colheu blueberries, remou caiaque e navegou de veleiro, com direito a banho no Lago Chaplain, que congela no inverno.

As férias deste ano, que é o assunto desta postagem, foram de apenas cinco dias no Ceará, incluindo três dias de Beach Park, sem que nos hospedássemos nos hotéis do complexo que, como eu imaginava e constatei pelo site, são cópia fiel dos horrores que citei acima.




Como eu não tinha muitos dias de férias, decidi usar o feriado de 9 de julho para essa viagem e, por ser curto o tempo, um destino no Brasil me pareceu a melhor opção. No entanto, as opções em nosso país nessa época do ano me desanimam – frio no sul e chuva no nordeste. Pesquisando me dei conta que o Estado do Ceará, sofre menos com as chuvas invernais que atingem em cheio a região Nordeste, mas, aonde ir?

Minha filha adora água, então pensei no Beach Park, mas ao entrar no site me desanimei com os hotéis. Embora todos os três do complexo, Beach Park Suítes, Beach Park Acqua e Oceani Resort pareçam muito confortáveis, a sensação que tive é de que seria um mar sem fim de crianças 24 horas por dias, restaurantes cheios e sem nenhuma opção de privacidade. Restaurantes a la carte, nem pensar! Sei que não aguentaria...

Mesmo assim não me dei por vencida e procurei no entorno outras opções de hotéis, sem ser me hospedar em Fortaleza. 

Acabei localizando pelo Guia 4 Rodas o Hotel Carmel Charme Resort, que apesar do nome me pareceu interessante, pois tem somente 35 apartamentos, um único restaurante e bar da piscina, ambos com serviço a la carte e nada de oferta de monitores para crianças  e dança na piscina. Pareceu-me o lugar ideal...


O Hotel havia sido escolhido como a novidade do ano de 2012 pelo mesmo Guia 4 Rodas e seu site informa que “Luxo, requinte e privacidade são as palavras que definem o Carmel Charme Resort”. O site ainda diz que o hotel “oferece um serviço diferenciado com todo o atendimento especial que seus hóspedes merecem” e que  Além dos “mimos’ é possível ainda se surpreender com a sofisticação de seus apartamentos e bangalôs com lençóis com fios importados.” 

Pela descrição me pareceu tentador, porque enfrentaria a maratona aquática do parque durante o dia, mas teria tranquilidade e bons serviços ao volta ao hotel.

De fato o hotel é bonito, muito bem equipado, com quartos espaçosos, bem decorados e confortáveis em todos os aspectos. Todos os apartamentos têm vista para o mar. Alguns são duplex e possuem hidromassagem. As áreas sociais, assim como os quartos, tem decoração contemporânea com pinceladas locais que deixam os espaços integrados ao entorno. As fotos do site são fiéis e em termos de decoração nota 10, tudo de muito bom gosto.



No entanto, não sei o que o site pretende informar dizendo que é um hotel de luxo e requinte, mas de forma alguma se pode ter essas palavras ao pé da letra. No quesito serviço, o local perde muitos pontos. Embora atencioso, no restaurante e no bar da piscina o serviço é demoradíssimo e confuso e a comida inconsistente. 

Para se ter ideia, no dia que cheguei, o sanduíche de carne de sol que pedi na piscina demorou uma hora para chegar. O restaurante que tem decoração muito bonita usa guardanapo de papel e do pequeno. Se pedir, os guardanapos de tecido aparecem. Onde estão requinte e luxo?

No jantar da terceira noite, pedi um vinho que nunca veio. O peixe dessa mesma noite estava muito melhor preparado do que o que pedi na segunda noite e ambos eram o mesmo peixe, com molhos levemente diferentes. Das opções de vinhos da carta muitos estavam em falta...

O local onde é servido o café da manhã tem bela vista do mar, a maioria dos itens é preparada no próprio hotel e o buffet tem boa apresentação, mas em nenhum dos quatro dias encontrei uma mesa totalmente montada. No primeiro dia faltavam as xícaras, no segundo, talheres e assim por diante... fora a demora nos itens a la carte (ovos, tapioca, waffle  etc...)

Para mim esse descuido com o serviço num hotel caro é um desastre, ainda maior quando se propõe ser de luxo. Diárias a partir de R$ 850,00, e comida com preço de restaurante top. Para se ter uma ideia, o item mais barato do cardápio era um espaguete a bolonhesa por R$ 42,00 e o mais caro uma calda de lagosta por R$ 100,00. Convenhamos que para o interior do Ceará não é barato.

Ou seja, consegui me livrar dos buffets dos hotéis do Beach Park e da confusão das suas centenas de quartos, mas fiquei frustrada com quesito requinte que o Carmel quer apresentar junto ao luxo e privacidade.


Uma pena, pois a localização é privilegiada para se conhecer a costa leste do Ceará, que tem sol o ano inteiro e é uma das mais belas do Brasil.

Apesar dos pesares, com certeza não tem nenhum outro hotel com a mesma estrutura e bom gosto na região. Mesmo com as críticas acima, não tenho dúvidas de que foi melhor do que ficar num dos hotéis do complexo Beach Park.

O hotel fica na praia do Barro Preto, no município de Aquiraz, a 40 km de Fortaleza. Se hospedando lá é possível agendar passeios por muitas das praias do litoral leste, até mesmo Canoa Quebrada, a 135 km. Uma opção mais próxima, que vale ser conhecida, é a praia do Morro Branco com suas falésias de areias coloridas. O taxista Assis Azevedo, que me atendeu com seu Doblô em duas das idas ao Beach Park pode ser contatado para esses e outros passeios (fone 0xx85 8504-2249 ou 9658-8449). Ele também faz atendimento em Fortaleza e pode te levar para todas as praias do Ceará.





Carmel Charme Resort também não é longe do Beach Park. São 30 km que se percorre em 30 minutos, ao preço de R$ 90,00 por apartamento, ida e volta, mesmo valor se contratar um táxi  O hotel agendou nossas idas ao parque e não tivemos problema algum. No caminho fica o Complexo Artesanal de Aquiraz, que visitei na minha volta ao aeroporto e é apenas ok.

Do aeroporto de Fortaleza e vice versa, o hotel nos ofereceu transfer por R$ 400,00, mas gastei R$ 130,00 cada perna de táxi.  O carro do ponto do aeroporto era novo e tinha ar condicionado. Combinei com o taxista Wagner (fone 0xx85 8821-6325), que me levou do aeroporto, o retorno e ele foi pontual.

Nós ficamos hospedados no hotel por quatro noites, mas aproveitamos bem cinco dias. Saímos de São Paulo numa sexta feira, às 8:20 (voo TAM) e chegamos no hotel por volta das 13:00. Foram as melhores opções que encontrei a partir de São Paulo, para aproveitar o dia da chegada e o último também, já que voltamos às 19:27 e chegamos às 23:00.


No dia da chegada, passamos o dia entre a piscina que é imensa e a praia. Não havia muitos hóspedes e a música ambiente é de ótima qualidade. No final do dia ainda aproveitamos um dos spas ao ar livre na área da piscina.




Os três dias seguintes foram dedicados ao Beach Park e no último ficamos na piscina do hotel, que nos deu late check-out para as 16:00, a tempo de chegar ao aeroporto para pegar o voo da TAM das 19:20.



Para as visitas ao Beach Park, saímos do hotel às 10:00, a tempo de chegar com folga antes das 11:00, que é o horário que as atrações do parque ficam liberadas, embora os portões abram mais cedo. 

No primeiro dia adquirimos ingressos para três dias, pois não existe a opção de comprar antecipadamente pelo site. Os tickets de múltiplos dias valem a pena se for mais de um dia consecutivo. O de três dias custa menos do que dois individuais. Adultos pagam R$ 155,00 e as crianças R$ 145,00. Com até 1 metro de altura têm acesso gratuito, acompanhada de adulto pagante. (R$ 155,00, para um dia, R$ 209,00 para três dias e R$ 219,00 para um semana). Ou seja, se for mais de um dia, compre o múltiplo. Atenção, o cartão American Express não é aceito.



Com 180 mil metros quadrados, o complexo abriga 55 mil metros quadrados de parque, quatro resorts, restaurante na praia e uma loja na beira do mar. Neste ano o parque aquático conta com 16 atrações ou um pouco mais, que são dividas em “radicais”, “moderadas” e “diversão tamanho família”.


O parque não é enorme e achei que faltam atrações para os pais e filhos se divertirem juntos, se a criança tiver menos de 1,40m. As áreas dedicadas a crianças até essa altura são bonitas, lúdicas, mas os adultos apenas observam. Dá para ver que o parque está em constante atualização (veja o mapa do parque), com um brinquedo em construção e uma área nova para crianças pequenas, “espaço circo”, com piso emborrachado, mais tecnológico, diferente das outras áreas que somente receberam tinta emborrachada sobre cimento.

Três dias são mais do que suficiente, principalmente se as crianças forem pequenas.

Achei os únicos dois banheiros muito pequenos para o enorme público que recebe. Também são constantes e enormes as filas para recarregar os créditos do cartão de consumo, que é o único aceito dentro do parque.

Assim, calcule o que vai gastar e coloque todo o valor logo que enfrentar a fila de compra de ingressos. Também adquira os armários pelo número de dias, para evitar filas. O valor que sobrar no cartão de consumo, mais aquele de caução da chave do armário, é devolvido no final, mas terá que enfrentar outra fila. Fique atento, pois na saída do parque a bilheteria também faz essa troca do saldo e estava vazia no dia que finalizamos as visitas, enquanto a interna tinha uma fila enorme. 

Também achei a sinalização indicativa ruim tantos para os quiosques de alimentação, como para atrações, banheiros etc...

As opções de comida na parte interna do parque também se resumem a quiosques de lanches (burguer, hot dog, kebab, sorvetes e salgadinhos) e um restaurante self-service.

A melhor opção sem dúvida é sair para almoçar na área da praia, na parte externa do parque, onde há um grande restaurante na areia, que pertence ao complexo e serve comidas tradicionais das barracas de praia do Ceará (caranguejo, camarão, peixes diversos etc...). Por incrível, mesmo sendo enorme tem 
serviço relativamente rápido e a comida é boa, com algumas opções de pratos para crianças.

Qualquer ingresso permite que se saia do parque para acessar essa área. Se estiver com ingresso de um dia terá que pegar o cartão de retorno na saída do parque, mas se o seu for múltiplo pode sair e entrar quantas vezes quiser sem pegar o cartão.

A barraca é uma só, mas se divide em duas. O Lounge Chandon, onde tem som de DJ (música brasileira e internacional de boa qualidade) e se paga couvert artístico de R$ 9,00, e a parte fora dessa área. O cardápio em ambos os espaços é igual. No louge, em razão da cobrança do couvert artístico, é mais fácil de conseguir lugar. Almocei todos os dias nessa área e foi uma boa trégua das mil águas e pessoas do parque. 


Se puder optar, escolha ir ao parque fora do final de semana. Nós fomos num sábado, domingo e segunda-feira e nesse último dia não tinha nem a metade das pessoas do sábado.

Outra dica é fugir dos banheiros do parque próximo ao horário de fechamento, são super lotados. Saia e use o banheiro das barracas que são bem próximos à saída e nesse horário já vão estar limpos e vazios.


De qualquer maneira, essas fugidas com a minha filha sempre são uma chance de passar mais tempo com ela e momentos só nossos.
Foi mais um passeio divertido e mais uma recordação para guardarmos.