sábado, 5 de outubro de 2013

Matérias>Ásia

Nesta página selecionamos as matérias que compartilhamos sobre a Ásia, com as pessoas que curtem a nossa página no facebook

Para localizar os roteiros de viagens já publicados, é só clicar nos marcadores do lado direito do blog. Não deixe de conferi-los.


São Paulo, 29 de janeiro de 2014.


Cazaquistão é mais um país no continente asiático que conta com muitas atrações para aqueles que desejam fugir um pouco dos destinos mais visitados. Veja matéria da Folha de S. Paulo.
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São Paulo, 2 de dezembro de 2013.

stopover é um bom aliado para quem quer passar um ou dois dias em cidades no meio do caminho para a Ásia.
Mesmo pagando uma tarifa a mais costuma valer a pena. Veja na matéria do Estadão algumas sugestões e o quão útil isso pode ser.
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São Paulo, 3 de outubro de 2013.

Se a nova novela te animar a ir ao Nepal, não deixe de conferir a matéria da Condé Nast - Because it’s the highest place in the world.

Eu já fui e adorei.
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São Paulo, 19 de setembro de 2013.

Para quem aprecia culturas diferentes, vale a pena ler a reportagem de Tiago Queiroz para o Estado de S.Paulo sobre a sua experiência de 24 dias pelo Japão


São mais de 1.600 templos em Kyoto, a agitação e tecnologia de Tóquio e muitas tradições. 

Veja mais em:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,das-alamedas-floridas-da-pequena-kyoto-as-gueixas-e-casas-de-cha-,1073141,0.htm
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São Paulo, 10 de setembro de 2013.

Depois que a Singapore Arlines começou a atuar no Brasil, esse pequeno país asiático tem servido de hub para diversos pontos da Ásia. Veja dicas da Condé Nast, caso queira parar na conexão!
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São Paulo, 01 de setembro de 2013.

Como vou visitar o Vietnã no fim do ano com a minha família, acho que vale dividir com vocês tudo o que pesquiso a respeito do lugar. Na matéria de O Estado de S.Paulo, Adriana Plut conta como Vietnã é muito mais do que o palco de uma guerra. A natureza, que ajudou a vencê-la, se mantém e a culinária sofisticada reserva receitas milenares com toques trazidos pela colonização francesa.
Veja mais em:
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São Paulo, 7 de agosto de 2013.

Como aproveitar o Japão em 12 dias! Achei ótimas as dicas de Ricardo Freire nessa coluna do Estadão.
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São Paulo, 12 de abril de 2013.

Dica: Trails of Indochina Operadora  de Turismo que atua em todo o Sudeste Asiático, mais China e Hong Kong.

Estou preparando uma viagem, no período do Natal e Reveillon 2013, para Vietnã, Camboja e Laos, para 22 pessoas e estou muito satisfeita com os serviços. A operadora pode fazer a sua viagem mais fácil e barata. Além dos itinerários sugeridos no site eles reservam o que for do seu desejo: só um hotel ou voo, cruzeiros e barcos privados ou todas sua viagem.

Vale a pena cotar com eles antes de fechar um pacote no Brasil. Não se esqueça de que a agência brasileira sempre vai contratar uma operadora local para fazer os serviços. Eu estou em contato com Mr. Nhat Nguyen.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Qual a melhor maneira de chegar ao aeroporto? 
Essa matéria da Folha de S.Paulo promete te ajudar a encontrar a melhor forma para muitos destinos mundo afora e no Brasil.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Se a nova novela te animar a ir ao Nepal, não deixe de conferir a matéria da Condé Nast - Because it’s the highest place in the world.
Eu já fui e adorei.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Nessa matéria de setembro do suplemento Viagem do Estadão, você encontra dicas de como descobrir Paris utilizando metrô, classificado como o quarto melhor do mundo.
Com várias estações que levam o nome dos monumentos a que dão acesso ou em pontos centrais, tudo fica mais fácil.

A repórter Renata Reps ainda dá a super dica de baixar um aplicativo (tinyurl.com/metroapp2013) que ajuda a localizar as estações. 

Confira também os demais links:

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Se você gosta de clássicos com nova roupagem e vai a NYC até meados de janeiro, veja matéria do NYT sobre a nova montagem de Romeu e Julieta.
Abaixo o site da peça:

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

domingo, 29 de setembro de 2013

sábado, 28 de setembro de 2013

Como nem sempre conseguimos nos programar e reservar os restaurantes que queremos ir com a antecedência necessária, saiba que já existem sites que têm essa proposta: conseguir a mesa para o mesmo dia. Ótima ideia não é mesmo?

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

"Summer School" para adolescente ou adulto em Liverpool

por Merillyn Reis
colaboração de Jaqueline Furrier

Um Curso de Verão em Liverpool foi a minha ideia para as férias de julho deste ano. A quinta maior cidade da Inglaterra é mais conhecida por ter revelado os Beatles nos anos 1960, mas neste post contarei o que mais ela oferece. Em julho eu tinha duas alternativas: Califórnia e Liverpool. Me pareceu que na Califórnia o curso era similar a um daqui do Brasil. Assim, fiquei com a segunda alternativa, porque, além de ter mais opções de matérias do meu interesse, a cidade é incrível, abriga diversos museus e atrações acessíveis para estudantes e recebeu, em 2008, o título de Capital Europeia da Cultura




É claro que a possibilidade de viajar para Escócia, Londres, Paris, Amsterdã, também contou muito, mas sobre isso falarei em outro post. Saí de São Paulo no dia 17 de julho e voltei em 14 agosto, a tempo de organizar tudo para voltar ao trabalho.

A Universidade Anhembi Morumbi, onde cursei Jornalismo, faz parte da rede Laureate International Universitiesum dos maiores grupos internacionais de universidades do mundo, com mais de 70 instituições de ensino, em 30 países, oferece cursos e intercâmbio em universidades de outros países e, mesmo como ex-aluna, tive suporte para realizar esse curso de verão.

ideia é cursar módulos de três ou seis semanas. Eu preferi três, porque tenho um trabalho regular e, portanto, férias de 30 dias. Uma pena: percebi que quem ficou por 6 semanas aproveitou muito mais. Não quero me estender muito, só contarei como cheguei lá para depois falar o que fiz. Então...

Como ir: A TAM oferece voos diários de São Paulo para Londres e foi o melhor custo benefício para mim. Todas as demais cias aéreas europeias têm voo com conexão para lá. Do aeroporto é só pegar o trem para Liverpool. 

Como além do curso iria passar uma semana em Paris emiti o bilhete voltando dessa cidade. Paguei R$ 2.839,26 na tarifa de estudante que nem sabia que existia. Esse tipo de tarifa é um acordo das cias aéreas com agências de turismo, portanto, informe-se.  Não encontrei no site informações com as regras, mas a Go Tour, de quem comprei a passagem, me informou  que é necessário ter de 12 a 25 anos (vi que pode ser até 34 anos em outros lugares) e comprovar que está matriculado em algum curso no exterior com duração superior a duas semanasO certo é que foi uma das passagens mais baratas dos 9 brasileiros que foram. 

A  passagem de trem para Liverpool foi comprada pelo site Rail Europe. Foi bem fácil, mas acho que também não teria tido dificuldade de comprar direto no aeroporto.

University of Liverpool exige que o aluno chegue numa quinta-feira, pois o teste de nivelamento para as aulas de Inglês ocorre na sexta pela manhã. 

A Anhembi indica que Go Tour faça a venda da passagem aérea, que é a agência que também faz o agenciamento do curso. É bom ter uma agência para ajudar, mas não gostei das  propostas dos trechos aéreos que me ofereceram como, por exemplo: São Paulo/Munique/Manchester e depois transfer para Liverpool (R$ 3.812,95); São Paulo/Londres/Manchester (R$ 4.063,10); São Paulo/Amsterdã/Manchester (R$ 3.319,97). 

Exigências antes de partir: obter nota superior a 8 no teste online de Inglês da Up Language e passar numa entrevista realizada por telefone, também pela Up.

Depois, deve-se entregar a documentação no International Office da Anhembi e retirar carta de admissão para apresentar com o passaporte. 

Importante para nós: brasileiros não precisam de visto.


O que levar: cartão pré-pago internacional para compras (menor incidência de IOF), produtos de higiene pessoal e toalha. A roupa de cama é fornecida, mas não se deve esquecer que não é um hotel!

Duração do curso:  O aluno poderá escolher o programa completo (2 fases, total 6 semanas) ou optar pelo programa parcial (1 fase, total de 3 semanas).
Datas: módulos I e II (semanas 1-6): 01/07 – 09/08;

         módulo I (semanas 1 a 3): 01/07 – 19/07; e
         módulo II, pelo qual optei, de 22/07 – 09/08 (semanas 4 a 6).

Inclui: curso (conteúdo acadêmico); alojamento (quarto individual com banheiro, cozinha e sala coletiva); passeios culturais; atividades sociais; acesso a serviços da universidade e ao centro esportivo.

Aulas: eram divididas em duas categorias, as optativas (12 opções), sendo um aula por dia de manhã, de segunda a quinta-feira, com duração de 1:50, e as de inglês, duas vezes por semana das 13:30 às 15:20. 

Custo do curso em libras: £720 curso + £300 acomodação = £1020. Quando comecei a pagar, em 3 vezes via depósito, o câmbio estava em R$ 3,35 e terminei em R$ 3,60. Se o câmbio estiver baixo, e você puder, pague à vista. É possível fazer o pagamento em 10 vezes no cartão de crédito, mediante taxa de juros. É obrigatória a compra de um seguro, pelo qual paguei R$ 250,00. 

Como começou uma das melhores viagens da minha vida

Ao desembarcar no Heathrow sofri um pouco para pegar o trem. Depois de 11 horas de voo, fui até o terminal de trens dentro do aeroporto de Londres e uma surpresa: não havia a máquina fast pass para trocar os bilhetes da Rail Europe! E agora? Devo comprar outros bilhetes, tentar encontrar? Perguntei ao funcionário que estava próximo das máquinas de venda de tickets e ele me disse que realmente não havia a máquina em Heathrow e que eu deveria comprar de novo. Resolvi pegar a fila da bilheteria para me certificar e consegui saber que deveria ir para o terminal 3. 

Chegando lá, carregando uma mala de 32kg que já parecia ter 60kg, me deparei com um balcão, no qual a funcionária me disse que não havia a máquina também, mas escreveu um bilhetinho para que eu pudesse pegar o Heathrow Express e trocar os bilhetes em Paddington. Portanto, se for para uma viagem dessas evite a dor de cabeça e faça o que eu não fiz: cheque no site se existe a máquina de troca, pois essa informação está no site! 

Cerca de 20 min. depois, cheguei à estação, onde encontrei mais escadas e a máquina do fast pass. Trocados os bilhetes fui para a baldeação, descendo mais escadas, nenhuma rolante ou elevador a vista: de Paddington para Euston e de lá para a Liverpool Lime Street. Em Euston Square era preciso sair da estação e andar cerca de 5 minutos até a Euston que dá acesso aos trens, de onde fiz o embarque para Liverpool. 

Consegui cometer a proeza de comprar a passagem na econômica no último vagão (coach A). Acreditem: achei que era o primeiro, é claro! Se for reservar, lembre-se de verificar a posição do trem, algumas vezes o coach A é no começo do trem, outras no último. O ar condicionado não funcionava e devia estar uns 35°C dentro do trem, no qual passaria um pouco mais de 2 horas. A funcionária até ofereceu lugares na primeira classe, que era no último vagão, e se desculpou pelo problema no aparelho, mas a mala me impedia de sair do lugar. É importante ficar perto da bagagem.


Com um mochilão teria sido mais fácil

Ainda estava claro quando cheguei a Liverpool Lime Street, apesar de ser 22h10, de lá peguei um táxi por £5 até o Prospect Point, que é onde ficam os dormitórios da Universidade. A recepção ainda estava aberta, mas a Sara, que deveria me receber já devia estar recolhida. Esperei um pouco e ela veio para me encaminhar até o bloco 5C, apartamento 85ª. Resultado: mais 5 lances de escada, com a mala para, finalmente, chegar ao quarto. 

Próximo ao local tem farmácia, Tesco supermercado- que é como um Extra do Brasil - hospital, Pizza Hut, Subway, Starbucks....Resolvi tomar um banho e comprar pizza hut, pois já era tarde e não sabia as regras de uso da cozinha, que servia os 6 quartos daquele andar. 

O que fazer: site de turismo de Liverpool é ótimo para te ajudar a programar a sua viagem. Não fiz tudo que pretendia, até porque tinha aulas de inglês a tarde ou atividades correspondentes às disciplinas, mas como o principal objetivo era estudar, na medida do possível, consegui aproveitar bastante.

Dia 19/07 (sexta) - Acordei às 7:30 para fazer a prova às 9:00, no prédio da Universidade de Liverpool, onde iríamos estudar. Me pareceu um teste simples; apenas para separar os níveis de inglês e não prejudicar ninguém. Feita a prova tivemos um almoço e depois fomos caminhando para o centro: eu e o meu amigo brasileiro, Guilherme. 

Consegui passar pela Primark, H&M, TopMan sem comprar nada. Depois de cerca de três horas caminhando, estava exausta. Ainda não havia descansado propriamente da viagem e tentava também colocar tudo em ordem. Guilherme e eu ficamos próximos, bem como de outras duas brasileiras, Bela e Dani, também estudantes da Anhembi. Mas estávamos sempre em contato com pessoas de outras nacionalidades, o que nos obrigava a conversar em inglês - experiência importante.

Dia 20/07 (sábado) - Perto do meio-dia, fui caminhar pelas proximidades para me familiarizar. Descobri museus, igrejas, teatros e restaurantes próximos. Não visitei nenhum. Nesse dia, tínhamos um passeio pela cidade com os tutores e fomos ver o Brazilian Festival no seu último dia, com direito a samba, caipirinha e "churrasco". 





Depois voltamos para o Prospect e ficamos conversando. Fiz amigos chilenos, mexicanos, chineses, turcos e um afegão. Acho que essa é a melhor parte de um curso de verão. 

A saída noturna foi para a The Krazy House, com direito a bebida 'morna' para nós brasileiros. Na mesma rua, Wood Street, há inúmeros outros clubes.

Dia 21/07 (domingo) - Dia de ir pela primeira vez ao Albert Dock, um complexo de edifícios portuários e armazéns. A doca, inaugurado em 1946, comemora neste ano o 25° aniversário de sua restauração completa e conta com muitas atrações, como Tate Museu, que visitei para ver a incrível exposição do pintor russo Marc ChagallOs ingressos para estudante têm desconto na maioria dos lugares, apenas apresentando a carteirinha. No Tate, com o áudio guia, paguei £10.50. 

No mesmo lugar há muitas outras atrações que podem tomar o dia todo para visitar: o Museu Marítimo, Museu Internacional da Escravidão, The Yellow Duckmarine, uma roda gigante, diversos cafés e restaurantes e o The Beatles Story, que conta 
a história dos Beatles. Nesse dia estava acontecendo um tipo de "festa pirata".





O The Beatles Story fica aberto no verão (31 março a 31 de outubro) das 9:00 às 19:00 e nas outras épocas das 10:00 às 18:00. Vale muito a pena visitar, mesmo que não seja fã. Os ingressos custam £13.00, com direito a áudio guia em português (de Portugal).


Saindo de lá, parti para a roda gigante para descansar um pouco as pernas, já que tinha caminhando até o Albert Dock (quase 3km). Aliás, andei muito e foi preciso ter disposição. Acho que comprar uma bicicleta teria sido uma boa ideia. Da roda gigante, era possível ver boa parte da cidade e foi um passei muito agradável e barato (£5 para estudante e sem fila).


No retorno para a hospedagem, também a pé, parei no Yates, um tipo de bar/restaurante/karaokê, que oferece uma boa refeição por um preço também atraente, com esquema de peça dois e pague um. Bom para ir com os amigos. Então, foi uma boa escolha porque não gosto de comer sanduíches o tempo inteiro. Só acho que os pratos são todos enormes, mesmo para mim que não "faço dieta". 





Dia 22/07 (segunda) - O início da minha aula nesse dia era às 11:00 e a de inglês às 13:30. Então, aproveitei para dormir um pouco depois da aula e, a noite, fiquei conversando com os estudantes do meu andar para nos conhecermos melhor.

Dia 23/07 (terça) - Como tive aula mais cedo e não teria de inglês à tarde, aproveitei para conhecer o museu pertencente à Universidade, Victoria Gallery&Museum, e foi ótimo. Como é próximo da Universidade e a entrada é franca, a galeria me pareceu uma boa opção, já que eu ainda tinha que almoçar no flat neste dia. Em julho, haviam sete exposições muito interessantes. Duas foram mais atraentes para mim: as fotografias do chinês Kurt Tong, que exploram a história da individualidade do seu país e a nacionalidade; e uma escavação arqueológica de John Garstang, que incluía objetos resgatados dos escombros da galeria hittite do Museu de Liverpool, destruído na Blitz de 1941, um bombardeio à cidade durante a II Guerra Mundial.



Dia 24/07 (quarta) -  Depois da primeira aula, nesse dia e em alguns outros, o almoço foi no pub The Font, devido à proximidade. Nessa noite os tutores organizaram um jantar no The Clove Hitch Bistro and Bar,  onde foi servido "Fish&Chips”, prato tradicional inglês encontrado em todo lugar. Consiste em um peixe branco empanado, batata frita e uma espécie de purê de ervilhas com molho tártaro, pimenta, vinagre e limão para acompanhar e não gostei muito. Essa festa/jantar custou de £5 por pessoa., mas depois do jantar, fomos ao nosso pub favorito, o The Font, para beber e conversar.

Dia 25/07 (quinta) - Fui à estação central de trem trocar o horário dos meus bilhetes para o fim de semana em Londres, pois a Universidade oferecia um passeio na sexta para a Chatsworth House, das 8:00 às 18:00, que já estava na programação e eu não tinha checado. 

Dia 26/07 (sexta) - O passeio para Chatsworth House, no condado de Derbyshire, foi ótimo. Tenha em mente que é preciso reservar o dia inteiro para explorar a propriedade que detém um jardim de 1.000 hectares, ideal para um piquenique, os 30 ambientes na casa e mais exposições periódicas. A casa do Duque e da Duquesa de Devonshire, uma das famílias aristocráticas mais ricas e influentes da Inglaterra, já passou por 16 gerações da família Cavendish. A coleção e arquitetura, que evoluíram durante cinco séculos, chamam a atenção. No retorno, passamos pela cidade de Buxton para aproveitar a fonte de água mineral. Ficamos lá por uma hora.





O final de semana (27/07 e 28/07) foi em Londres e contarei em outro post, assim como os dias em Paris.

Dia 29/07 (segunda) - Finalmente fui caminhar pelo campus para conhecer as construções da Universidade. 

Dia 30/07 (terça) - Foi mais um dia de almoço no The Font com os amigos e, à noite, hora de soltar a voz no karaokê do Yates, também organizado pelos tutores. Foi muito divertido!



Dia 31/07 (quarta) - Compras...É tudo muito barato para quem compra em lojas de departamento e artigos mais em conta aqui no Brasil. Se você for um pouco mais exigente e/ou sofisticado, ao realizar a conversão, pode perceber que não é uma 'pechincha' como fazer compras nos Estados Unidos. 


O shopping em Liverpool One se revelou um paraíso para mim. Mesmo assim, não parava de fazer contas e pisar no freio. São diversas lojas de departamento abertas até as 20:00, e outras temáticas como a Disney. Se quiser comprar para valer, um dia não é suficiente. Já se a sua intenção é economizar, o melhor é colocar apenas o valor que pretende gastar no cartão pré-pago e fazer disso um limite. As recargas são facilmente realizadas pela internet, aqui do Brasil mesmo. 



Agora só me restavam 8 dias. As relações pessoais já mais estreitas faziam com que tudo fosse ficando mais divertido. Apesar disso, segui o meu roteiro meio avesso às compras diárias e procurava me entreter com caminhadas e em conhecer lugares interessantes, mesmo que sozinha. 

À noite, sempre havia a opção de ter uma festa em algum apartamento, mas, se ficasse sem dormir, seria difícil acordar no outro dia. Sugiro que aproveite os dois lados, sem ser negligente com nenhum deles (estudo e diversão).

Dia 01/08 (quinta) - Dia de conhecer a Catedral de Liverpool, o arco da Chinatown e encontrar os amigos para mais uma volta pela Albert Dock. A fascinante Catedral de estilo gótico sobreviveu a duas guerras mundiais e é a maior de todo o Reino Unido e a quinta maior do mundo. Foi projetada por Sir. Giles Gilbert Scott, que pensou em todos os aspectos do edifício até os pequenos detalhes. Vale muito a pena ir até o topo (permitido até às 16:30), ver os sinos pelo caminho e apreciar a vista. Só tenha certeza de que viu tudo antes de subir os 108 degraus, porque tem que devolver o áudio guia antes. 




Dia 02/08 (sexta) - Fui ao centro da cidade mais uma vez e, depois de tantos dias de abstinência de uma bela comidinha caseira, encontramos um restaurante brasileiro! O Bem Brasil foi realmente um achado. Aproveitei bastante. De lá, fui ao The Beatles Story que reproduz uma boa parte da vida da banda, inclusive mostrando os shows no The Cavern Club, que conhecei no dia seguinte.




Dia 03/08 (sábado) - O show no The Cavern foi surpreendente. Não sou uma grande conhecedora de música, mas estava lotado e o cover era muito bom, apesar de ser um lugar muito quente. Comprei os tickets no dia anterior, no site do clube. Era para o 50° aniversário desde o primeiro show dos Beatles. De lá fomos jantar um sanduíche.


Dias 04/08 e 05/08 (domingo e segunda) - Como tinha que terminar todos os trabalhos de conclusão para a última semana, esse restante do final de semana ficou um pouco mais morno. Para a aula de Comunicação Corporativa fizemos uma simulação de crise, com uma coletiva de imprensa no final; em Relações Internacionais, foi exigida uma dissertação sobre o que havia aprendido até  o momento; para a de Medias Sociais em Negócios, escolhemos um produto e usamos as mídias (facebook, blog e site) para divulgá-lo; e para o curso de inglês, uma apresentação a respeito da viagem.


Saímos nessa noite de sábado para diversos clubes, pulando de um para o outro, começando pelo Alma de Cuba, que adorei! 


Dia 06/08 (terça) - Na semana das apresentações finais, procurei sair mais tarde do meu apartamento, pois ainda fazia os ajustes finais. Por volta das 16:00, fizemos um grupo de oito pessoas e saímos em busca do antigo orfanato Strawberry Field e o seu jardim. Era lá que John Lennon passava as tardes com a tia Mimi e inspirou-se a ser músico. Eles moravam perto do local. A construção vitoriana tinha um belo jardim, agora tudo o que resta é a réplica do portão vermelho.



Infelizmente, andamos muito a procura e acabei desistindo, mas o trajeto valeu a pena. Caminhamos no Sefton Park, com uma área de 2.6 km, e nos deparamos com uma estufa encantadora. Foi um passeio muito agradável.



Dia 07/08 (quarta) - Como a última aula acabava às 15:20, resolvi sair para comprar o vestido da formatura. No caminho do Prospect, parei no Starbucks próximo para um café e segui para o centro.

Dia 08/08 (quinta) - No penúltimo dia em Liverpool e último dia de aula, saí com os meus amigos para almoçar no Bem Brasil mais uma vez. Depois me separei do grupo para visitar a Catedral Metropolitana de Liverpool, a maior catedral católica na Inglaterra. A construção é moderna para mim e contrasta com as demais igrejas antigas que encontramos pela Europa. De lá, segui ainda pela Hope Street  e encontrei a Case History Sculpture, a escultura de John King que retrata o que parecem ser malas esquecidas das personalidades da cidade. Depois fui ao Liverpool One trocar umas coisinhas de última hora, mas tinha que voltar logo para arrumar as malas e deixar tudo pronto.




Dia 09/08 (sexta) - A formatura foi emocionante. Apesar de ter sido pouco tempo, todos estavam orgulhosos ao receber os certificados de conclusão e já sofriam por se separar dos amigos. Acho que a emoção também decorria de saber que o propósito de estudar e passear, é plenamente viável e recompensador e havia sido cumprido. 


Se tiver oportunidade, faça ou proporcione ao seu filho um curso de verão ou um semestre inteiro no exterior. Experiências como as que tive e contato com outras culturas, é algo que acrescenta muito na formação de qualquer pessoa.

    
Depois do almoço oferecido pela Universidade, corri para o Prospect para pegar as malas e ir para a estação de trem. No mesmo dia, parti para Paris às 15:48, mas isso é história para outro post.




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Nem só de samba vive a cidade maravilhosa. Começa hoje e vai até o dia 3 de outubro a II Semana Internacional de Música do Rio de Janeiro
O evento promove a música de câmara em suas várias formações.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Veja BH traz um roteiro do revitalizado circuito das águas mineiro. Boa opção de programa para todas as idades. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fique por dentro das novidades do Rio de Janeiro, trazidas pela Revista 29 Horas, na matéria Rock & Muito Mais in Rio.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Para quem gosta de bike, vale ler os relatos no NYT sobre os passeios pela Irlanda, Paris e proximidades de Burlington.

domingo, 22 de setembro de 2013

Com cada vez menos conforto dentro dos aviões, sites de pesquisa de voos adicionam mais critérios de busca além do preço: maior espaço para as pernas, tomadas para carregar celulares e laptops, etc...

Alguns sites são novos ou pouco conhecidos, mas, de acordo com a matéria do Estadão, funcionam. Para viagens longas ou se passa de apenas 1,60 vale a pena dar uma olhada.

sábado, 21 de setembro de 2013

Para quem já viu tudo em Roma, três museus para fugir da multidão dos pontos turísticos. Veja matéria do NYT.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Que tal testar seus conhecimentos sobre lugares e curiosidades ao redor do mundo?
Acesse o quiz

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Se você se animou com a nossa postagem sobre a Patagônia Argentina, não deixe de conferir como aproveitar o final de semana em Buenos Aires, com as dicas de Amy Thomas para o NYT.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mais um pedaço da Argentina: Ushuaia e El Calafate

por Jaqueline Furrier
colaboração de Merillyn Reis

A viagem à Patagônia, tema desta postagem, foi realizada no Carnaval de 2009, com toda a família. À época os meus enteados tinham 12, 9, 5 anos e minha filha 9 meses. Embora tenha sido realizada há quatro anos, pude constatar quando estive em Ushuaia no início deste ano, a caminho da Antártica, que as atrações não mudaram e as dicas de hotéis e restaurantes foram revistas e atualizadas.

A viagem de oito dias se dividiu em cinco noites no Ushuaia, duas noites em El Calafate e uma noite em Buenos Aires no retorno.


A Patagônia, assim como Amazônia, não é uma província Argentina ou Chilena, mas sim uma região natural no extremo sul do continente americano. Na parte Argentina, ela compreende a Terra do Fogo, região mais meridional do continente, cuja capital é Ushuaia, e também as províncias de Rio Negro, Neuquén, Chubut e Santa Cruz. Nesta última se situa El Calafate, a cidade mais próxima do Parque Nacional Los Glaciares, onde se localiza a maior geleira em extensão horizontal do mundo: Glaciar Perito Moreno.

Quando estava programando a viagem, soube por amigos  que a agência Auroraeco tinha  (ainda tem) um roteiro muito legal para a região, mas por conta da idade das crianças não nos interessou. No entanto, eles nos ajudaram na reserva dos hotéis e por conta do relacionamento que mantêm com esses parceiros nos conseguiram alguns benefícios. Se a região estiver nos seus planos troque uma ideia com eles, mesmo que o roteiro padrão não seja do seu interesse.

Começamos a viagem pelo Ushuaia, aonde chegamos no final do sábado, após uma longa conexão em Buenos Aires, que nos propiciou sair do aeroporto Ezeiza às 10:30, visitar o zoológico, almoçar  na cidade e chegar ao Aeroparque, para pegar o voo  das 16:45 (veja detalhes de como chegar no final da postagem). Depois de cinco dias, seguimos para El Calafate.


USHUAIA:

Ushuaia, considerada a cidade mais austral do planeta, é um pequeno centro urbano de 45 mil habitantes, eu diria, parado no tempo em diversos aspectos. Está situada de frente para o Canal de Beagle e é cercada por distintos cenários: montanhas cobertas de neve, geleiras, rios, lagos, bosques e uma costa marinha bastante recortada e repleta de baías. Da cidade sai a maioria dos cruzeiros rumo à Antártica.

Ficamos hospedados no Los Cauquenes, que continua sendo o melhor hotel da cidade, juntamente com o La Hayas. Pesquisando para essa postagem, gostei também do Lennox Ushuaia.

Como as crianças eram pequenas e não queríamos deixar os maiores sozinhos num quarto e nem o bebê conosco, optamos pelos chalés do Los Cauquenes, que são bem mais simples e baratos. O que ficamos contava com três dormitórios, sendo uma suíte, banheiro, sala e cozinha. Dava direito a usar todas as amenidades do hotel e o café da manhã estava incluído na diária de USD 298, para sete pessoas (achei uma pechincha). Foi uma ótima solução e ideia da Auroraeco, uma vez que o site do hotel sequer informa sobre os chalés.

Para os passeios utilizamos a agência local Canal, que é a mesma que dá suporte para os programas da Auroraeco e de agências internacionais top. Fizemos as reservas lá mesmo, já sabendo como estava o tempo, quais crianças aproveitariam cada programa etc....

No dia da chegada, por ser já tarde, somente nos acomodamos e conhecemos as dependências do hotel. Jantamos lá mesmo. O restaurante Reinamora, é muito bom e diante das poucas opções locais e pelo fato de hotel  ser um pouco afastado do centro, jantamos lá três noites. Serve menu variado com pratos típicos e especialidades internacionais.

No segundo dia, seguimos com toda a família para o centro da cidade. Pela manhã visitamos o Museu do Fim do Mundo e o Museu da Penitenciária, que possuem objetos ligados à região e, depois do almoço, no Gustino, as duas crianças menores retornaram ao hotel com a babá e o restante da família seguiu para um passeio de barco pelo Canal de Beagle, para ver as colônias de lobos marinho e cormoranes.


Em frente ao porto fica o escritório de turismo e também diversos quiosques que oferecem os tours pelo Canal de Beagle e para outras atrações da cidade.

Optamos pelo passeio regular da agência Patagonia Adventure Explorer, que dura quatro horas, com saídas às 9:30 e 15:00, foi realizado num barco pequeno, que acomoda  até 16 passageiros.



A embarcação sai do porto local rumo a Ilha Alicia, onde se avista uma colônia imensa de lobos marinhos, depois segue até à Ilha dos Pássaros, onde habitam cormoranes reais e imperiais. De lá se segue até a Ilha dos Lobos, onde há colônias de lobos marinhos de duas espécies (uma e duas peles). Depois se navega até o Farol Les Eclaireus, construído em 1919 e símbolo da cidade. Já no retorno se desembarca na Ilha Bridges, para uma caminhada por uma trilha para apreciar sua flora e fauna.

Embora o passeio escolhido seja longo, aproveitamos muito e mesmo as crianças de 12 e 9 anos aguentaram bem. Essa agência oferece vários outros tours pelo Canal de Beagles, mas achei que esse que fizemos é o que melhor proporciona uma boa perspectiva do local sem ser um tour de dia todo. Nessa noite também jantamos todos no hotel.

No terceiro dia de manhã, voltamos ao porto com toda a família, inclusive a bebê, para fazer mais uma vez um passeio pelo Canal de Beagle, dessa vez numa embarcação maior para que as meninas menores pudessem ver os lobos marinhos e os pássaros. Esses passeios regulares, oferecidos por várias agências são feitos em barcos grandes, confortáveis e climatizados e duram duas horas.



Depois de almoçarmos no Bar Ideal, fomos  visitar Pinguinera da Ilha Martillo, sem a babá e minha filha que seguiram para o hotel.

Esse tour, organizado privativamente por nós com a agência Canal, durou aproximadamente seis horas. Teve início às 15:00 e como não demandava muito esforço físico, levamos meus três enteados (12, 9 e 5 anos) e todos aguentaram bem a viagem de 4x4.

O tour regular da agência Canal chamado “Fazendas Harberton, Moat, Porto Almanza e Ilha dos Pinguins”  leva o dia todo, mas c
omo uma amiga que tinha feito o programa regular da Auroraeco, que inclui esse tour, nos disse que o trekking na Ilha Gable e a visita a Puerto Almanza não valiam a pena e ficava muito demorado, decidimos cortar esses locais.

O roteiro privativo nos levou por um vale glaciar com picos nevados e locais coberto de turfa, depois por florestas e quando chegamos ao Porto Willians a rota seguiu a beira mar com caminhadas curtas pela Estância Harberton, a mais antiga da Terra do Fogo, fundada em 1886.

De lá pegamos um bote semirrígido para se visitar a Pinguinera, onde ficamos por cerca de uma hora. São milhares de pinguins dos quais se chega a cerca de um metro distância. As crianças amaram!



Na volta, depois de um lanche no café da estância, visitamos o pequeno Museu Acatushun de aves e mamíferos marinhos austrais. Chegamos de volta à cidade por volta das 21:00 e aproveitamos para jantar uma centola no restaurante Tia Elvira à beira do Beagle, que serve o crustáceo.

No quarto dia fizemos, somente com os meninos, o tour regular da agência Canal (entre 9:00 e 16:00) pelo Parque Nacional, criado em 1960.

Quando chegamos ao parque,  caminhamos por aproximadamente duas horas por montanhas e florestas e pudemos observar, além várias aves, as represas que os castores constroem. A caminhada é de médio esforço e as crianças aguentaram bem. Ela termina no Lago Roca, onde foi servido um piquenique.

Depois do almoço, fizemos canoagem pela Baía Lapataia, por aproximadamente uma hora. Quase não é necessário remar, pois se segue o fluxo tranquilo do canal.



Nessa noite, as crianças jantaram no hotel e eu e meu marido fomos ao restaurante Kaupê, tido como um dos melhores de lá. Gostei da vista sobre a cidade com o Canal de Beagle ao fundo, mas não espere alta gastronomia.

No nosso último dia no Ushuaia fizemos outro tour regular da agência Canal: Lagos Off-Road e foi o que mais gostamos. Nesse passeio, levamos também minha enteada de 5 anos, que adorou a aventura.

Seguimos com um veículo 4x4 pelos Andes e depois pelo Lago Fagnano. O percurso de cerca de 15km teve várias paradas para fotos. Os veículos seguiram em alguns momentos dentro d’água, levantando ondas, e pela lama. Optamos por nos deixarem a mais ou menos 1km antes da cabana da agência, onde um churrasco nos aguardava. Essa caminhada pela beira do lago é muito bonita e vale a pena.

Depois do almoço fizemos uma parada em frente ao Lago Escondido e de lá se seguimos de volta para a cidade. Jantamos novamente no hotel.

Tive boas referências em relação ao bar/restaurante El Almacen de Ramos Generales, que está localizado num antigo armazém e gostei do Bodegon Fueguino, onde comi uma ótima carne, no início de 2013, no dia do retorno da Antártica.

Ushuaia também é muito procurada no inverno para a prática de esqui, sendo a cidade da América do Sul que tem a mais longa temporada do esporte. A estação de Cerro Castor tem atraído cada vez mais brasileiros...

Mesmo no inverno é possível fazer os tours do lagos, do Parque Nacional e as navegações pelo Canal de Beagle. A agência Canal sugere atrações para o ano todo, inclusive para a estação de esqui e passeio de trenó puxado a cachorros.

Caso queira um guia local, mesmo que seja por um dia, para ficar com carro à disposição, contate Maria Lujan Pagnossin (0221 15 5368796 e 02901 15 486155 ou marialujan@argentina.com), que foi quem acompanhou meus amigos que foram pelo pacote da Auroraeco.


EL CALAFATE:

No sexto dia às 12:10, pegamos o voo para El Calafate, pousamos às 13:40. Até o Hosteria Los Nostros, onde nos hospedamos, são 90km, que se percorre em duas horas. Esse hotel é o único dentro do Parque Nacional dos Glaciares, com ampla vista do Glaciar Perito Moreno.  Fica aberto apenas entre setembro e maio e funciona somente com sistema “all inclusive”.

Se a sua opção for esse hotel, além das refeições, todos os programas do parque nacional estarão incluídos nas diárias e não terá que se preocupar com nada.

Como só teríamos dois dias em El Calafate, eles foram dedicados exclusivamente a sua principal atração: Glaciar Perito Moreno e seu entorno. Nem sequer conhecemos a cidade.


O Los Nostros é caro, mas só de não ter que se locomover desde a cidade, acho que o custo vale a pena. Se preferir, a cidade oferece acomodações de vários níveis e preços e há várias agências que oferecem visitas ao glaciar. Segundo a Auroraeco o segundo melhor hotel é Los Sauces. Outra boa opção na cidade é o hotel Design Suites.
                                       
Depois de nos acomodarmos no hotel, planejamos com o concierge a melhor maneira de aproveitar os dois dias seguintes.

Logo pela manhã do sétimo dia, fomos fazer o imperdível trekking sobre o glaciar. Embora no site do hotel conste que estão aptos a fazê-lo pessoas entre 10 e 65 anos, deixaram meu enteado de 9 anos participar.

O tour parte do hotel de van e depois de 1km se chega ao porto, onde se pega um barco que segue por 20 min pelo Lago Argentino até um refúgio. Lá são organizados pequenos grupos para a caminhada. A navegação até esse ponto já desvenda a imensidão do glaciar. Seguimos em grupo por um bosque até chegar à borda da geleira, quando os guias nos auxiliaram a colocar os pistões nos calçados, necessários para andar sobre o gelo. Vestidos os pistões, caminhamos por quase duas horas pelo glaciar. Vimos fendas, escoadouros e pequenas lagoas, tudo acompanhado de perto por um guia que nos passava informações sobre o glaciar e sua formação. Ainda na geleira é feito um brinde com whisky, servido aos adultos.


Após o término da caminhada são oferecidos boxes com sanduíches, saladas etc, e se come num refúgio com vista para o glaciar.

Na volta ao porto, a embarcação fez uma aproximação do lado sul do glaciar para que se puéssemos apreciar toda sua dimensão. Chegamos de volta ao hotel por volta das 15:00.

Para pessoas entre 18 e 45 anos o hotel oferece um trekking mais difícil, no qual se caminha por quatro horas sobre a geleira, alcançando pontos mais altos e distantes.

No final desse mesmo dia, por volta das 18:00, fizemos o passeio das passarelas, que dura aproximadamente duas horas. Nesse tour levamos também minha enteada de 5 anos.

As passarelas distam 7km do hotel e podem ser alcançadas a pé ou de carro (fomos de carro). Das passarelas se tem uma ótima vista do glaciar e da mais elevada das suas sete sacadas se observa uma vasta superfície da geleira.

Voltamos ao hotel por volta das 20:00 e, como escurece tarde, as crianças ainda aproveitaram o pequeno playground antes do jantar.

Na manhã do oitavo dia, levamos a família toda, inclusive minha filha de 9 meses para um passeio de uma hora de catamarã pelo Lago Argentino.  Nesse tour, o barco percorre bem próximo toda a extensão da parede da geleira o que permite ver os desprendimentos que ocorrem com frequência. É possível, ainda, observar as suas impressionantes e diferentes formas e cores.

Chegamos ao hotel por volta das 11:30, almoçamos e nos preparamos para partir. Nosso voo para Buenos Aires decolava às 15:20.

Sempre escolho o último voo disponível que permite conexão ou, então, como no caso, o último voo que permitia aproveitar ao menos um período do dia de partida. Assim, dormimos em Buenos Aires nessa noite e retornamos ao Brasil no dia seguinte no final da tarde, as 16:50.

Por falta de tempo e pela idade das crianças não incluímos El Chaltén, próxima ao Monte Fitz Roy, no programa. No entanto, todos os meus amigos que viajaram por esse lados disseram que é a mais bonita região da Patagônia. Então, está nos meus próximos planos e recomendo incluir essa cidade no seu roteiro. 

O melhor hotel de El Chaltén é o Los Cerros, dos mesmos donos do Los Nostros, cujo restaurante oferece pratos regionais elaborados.

Um passeio que dizem ser imperdível é a caminhada por uma trilha que margeia o Rio Blanco chegando até a Base do monte Fitz Roy (=/- 1h) A partir desse ponto é possível optar por uma trilha mais “puxada” (1 ½h) até o mirante Lagoa de Los Tres, um dos mais espetaculares, pois o monte Fitz Roy e suas agulhas se elevam imponentemente a 1.500 metros. A descida é realizada pela trilha do Rio Chorrillo del Salto até El Chaltén.

A viagem foi muito agradável em todos os aspectos e as crianças aproveitaram muito. Recomendo muito esse programa e não deixe de incluir também El Chaltén, se tiver tempo.